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Resumo cap 19 – A Idade de Colher Frutos, livro “Nutrição Cerebral” de Helion Povoa

Segue abaixo um trecho retirado do livro: “Nutrição Cerebral“, capítulo 19 (A Idade de Colher os Frutos):

NUTRICAO CEREBRAL

“Como os demais países em desenvolvimento, o Brasil deverá nas próximas décadas, igualar-se aos do Primeiro Mundo no que diz respeito à doença de Alzheimer, a condição mais crítica que se conhece de degeneração cerebral. (…)

A doença de Alzheimer foi identificada no início do século passado pelo cientista Alois Alzheimer, daí seu nome. Como o hipocampo é a primeira área cerebral a ser afetada no Alzheimer, os lapsos de memória são seu primeiro sinal. (…)

O grande drama do Alzheimer, e o que nos faz pessimistas em relação ao futuro, é que a psiquiatria e neurologia não estão se preparando para tratar da doença preventivamente, considerando a interação entre os seus aspectos nutricionais, toxicológicos e genéticos. Hoje atribui-se toda a responsabilidade do Alzheimer aos genes, o que acaba por simplificar demais a questão: se uma doença tem causa genética, não há o que fazer a não ser tomar medicamentos para impedir seu avanço.

Ainda não se cuida das questões nutricionais e toxicológicas do Alzheimer porque isso exigiria grande reformulação na questão alimentar dos países. Prevenir o Alzheimer a partir de um enfoque ortossistêmico levaria à necessidade de adoção de políticas de saúde que investissem em pesquisas sobre alimento e poluição. E nenhum governo consegue fazer, infelizmente, porque contraria os interesses das indústrias mais poderosas do mundo. (…)

Os fatores ambientais são muito considerados na etiologia do Alzheimer, com destaque para o alumínio, cuja relação com a doença já está comprovada. Nos locais onde há uma incidência alta do metal na água, verificam-se mais casos de pessoas com Alzheimer. (…)

Também são muito comuns entre as alterações encontradas nos cérebros de pessoas com Alzheimer os produtos avançados de glicação, conhecidos pela sigla AGE (advanced glycation end products), que são o resultado de uma reação perigosa que acontece no organismo a partir, mais uma vez, dos radicais livres.

Para compreendermos essa reação, é preciso fazer uma diferenciação muito importante entre os dois processos de incorporação da glicose à proteína no organismo: a glicosilação, que é uma reação benéfica, modulada por enzimas, e que forma substâncias úteis para o funcionamento das membranas celulares, e a glicação, um processo em que a glicose se incorpora à molécula da proteína através da oxidação, sem a participação de enzimas. (…)

A questão da contaminação por metais também tem-se mostrado muito importante nos distúrbios mentais comuns da última fase da vida. Além do alumínio, o chumbo, o mercúrio e outros metais têm mostrado efeitos dramáticos. Quem fumou durante toda a vida, por exemplo, frequentemente está intoxicado com cádmio e níquel. O primeiro é conhecido por suas consequências renais, mas também é séria ameaça à integridade cerebral. (…)

Ainda sobre esses minerais prejudiciais à saúde, é importante lembrar que o teor deles nos alimentos refinados é muito grande. A farinha branca, por exemplo, tem mais cádmio do que zinco, mineral que é antagonista do cádmio. Já na farinha integral essa relação não existe, há muito mais zinco. (…)

Uma Nova Maturidade

Por diversas estratégias, o bombardeio de substâncias estressoras no cérebro vai lentamente causando a degeneração de seus circuitos cognitivos, afetivos e psicomotores, bloqueando a inteligência emocional. Até que no último estágio da vida, quando as pessoas deveriam estar colhendo os frutos de tudo o que fizeram, os distúrbios da mente explodem, tornando a velhice a fase mais triste e sofrida da vida. (…)”

Retirado do livro: “Nutrição Cerebral”, 2005 – Editora Objetiva, de Helion Póvoa [Comprar o livro]

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Resumo cap 16, livro “Nutrição Cerebral” de Helion Povoa

Segue abaixo um trecho retirado do livro: “Nutrição Cerebral“, capítulo 16 (Para Crianças Mais Felizes e Bondosas):

NUTRICAO CEREBRAL

“Chegar ao mundo passando por um gestação tranquila, em que houve boa disponibilidade de nutrientes, é algo que aumenta as chances de felicidade de qualquer ser humano. Entretanto, como a evolução é o grande propósito da natureza, a infância, primeira etapa da vida, oferece uma oportunidade única de reparar eventuais danos da gravidez, para dar origem a uma existência feliz e criativa. (…)

A recuperação de danos é realizada, principalmente durante o sono do bebê e por isso os recém-nascidos precisam dormir tanto. (…)

Hoje se sabe que o metabolismo de uma criança é seis vezes mais rápido que o de um adulto. Essa descoberta, inclusive, foi a que deu o Prêmio Nobel ao cientista Pierre Le Compte du Nouy (…). Esse dado deixa clara a vulnerabilidade da saúde infantil e alerta para diversos perigos, inclusive o uso de medicamentos. Infelizmente, vem-se tornando comum a utilização abusiva de antibióticos e antiinflamatórios em crianças.

Quase não se usa na pediatria básica dar lactobacilos para corrigir a flora intestinal das crianças e pouco se considera a importância do zinco para a formação do sistema imunológico e para a absorção e fixação das vitaminas, especialmente a vitamina A, que promove a resistência da pele e das mucosas. Por isso é tão comum que crianças apresentem infecções constantes, como as de ouvido. (…)

Quando se utilizam alimentos no tratamento do autismo – e infelizmente poucos centros psiquiátricos o fazem atualemente –, o que se considera principalmente é a depressão imunológica provocada pela carência de zinco, que é agravada pelo excesso de carboidratos refinados. Como se sabe, esses dois fatores fazem proliferar tanto a Candida albicans como a Clostridium difficile, cujas toxinas estão envolvidas também em outros distúrbios infantis, como o distúrbio do déficit de atenção (DDA). (…)

Como o autismo, o DDA vem aumentando significativamente em crianças nas últimas décadas. E as causas desse distúrbio infantil certamente podem estar nas questões alimentares, mais especificamente no aumento da permeabilidade intestinal e nas proteínas não digeridas do glúten e da caseína. Quando são absorvidas pelo intestino e passam para a corrente sanguinea, as proteínas mal digeridas do leite e do trigo podem produzir no liquor do cérebro derivados de substâncias estimulantes. É o que provoca a agitação típica do distúrbio do déficit de atenção (DDA) e a hiperatividade. (…)

É muito importante o fato de que os distúrbios mentais mais comuns da infância começam a ser relacionados com erros alimentares, e já existem diversas pesquisas provando que a utilização de smart nutrients pode produzir excelentes resultados na reversão de muitos desses distúrbios. No que diz respeito ao DDA, comprovou-se que o uso de ômega 3 associado à restrição de carboidratos refinados, corantes, chocolate, cafeína e gorduras trans e hidrogenadas, que fornecem excesso de ômega 6, pode dar ótimos resultados. (…)

Existe uma relação na incidência da deficiência de ômega 3 como o DDA na infância, a esquizofrenia na adolescência, a depressão na vida adulta e a doença de Alzheimer na velhice. (…)

A verdade é que à medida que aumenta na dieta infantil a quantidade de substâncias que podem gerar uma alteração neurológica, também crescem as chances de disfunções sérias no presente e no futuro. Quanto mais perde energia no lobo frontal, por falta de nutrientes, mais dificuldade a criança terá para adquirir conhecimentos e assimilar as lições que a vida oferece. (…)

Um outro cuidado fundamental que se deve ter com a saúde infantil diz respeito aos metais tóxicos. (…)

O mercúrio, por exemplo, que ainda aparece na fórmula de muitos agrotóxicos utilizados no Brasil, bloqueia as bombas injetoras que promovem a entrada da vitamina B12 no cérebro, o que pode causar distúrbios psiquiátricos graves também em crianças. Esse é um dado pouco difundido porque muitas pessoas psicóticas costumam apresentar níveis de B12 normais no sangue. Entretanto, quando a dosagem é realizada no liquor, os níveis da vitamina estão frequentemente baixos. O mesmo ocorre com o ácido fólico.

Já o chumbo, comprovadamente, causa hiperatividade e DDA. Tal fato é levado tão a sério que em alguns países crianças em idade escolar devem fazer testes para verificar se estão ou não contaminadas por chumbo. Infelizmente essa prática não existe entre nós e muitas marcas de tintas ainda contêm chumbo em sua composição. Também verificou-se a presença do metal na tinta de brinquedos provenientes da China.

Em alguns países, como os Estados Unidos, o cuidado com a contaminação por chumbo é tão grande que existe uma fiscalização rigorosa de solos para plantio, já que no passado a gasolina continha chumbo e muitas terras próximas a estrada estão hoje impregnadas com o metal. Também não se admite a construção de parques infantis em áreas contaminadas com chumbo. (…)

A relação entre as doenças modernas com os fatores nutricionais é bastante evidente e as poucas civilizações que ainda se alimentam de forma natural a reforçam. (…)

Um componente da alimentação infantil que merece maiores considerações é certamente o açúcar refinado, pois é grave a permissividade com que ele é utilizado. (…) Como vimos, oa açúcar refinado faz perder cromo e ainda zinco pela urina, tornando as crianças mais predispostas à depressão e a problemas imunológicos, entre outros. (…)

A criança ainda não conhece o sabor dos alimentos e por isso a introdução de açúcar é totalmente desnecessária, assim como o sal nas comidas salgadas. É preciso dar às crianças a oportunidade de experimentar o sabor natural dos alimentos. (…)

Quanto melhor a criança se alimenta, maior a disponibilidade de nutrientes benéficos para seu cérebro. Mais ela tem inteligência emocional, mais ela é criativa, bondosa e mais cedo assimila as vantagens da colaboração e da amorosidade sobre a competividade ou a alienação.

Retirado do livro: “Nutrição Cerebral”, 2005 – Editora Objetiva, de Helion Póvoa [Comprar o livro]

Resumo cap 12, livro “Nutrição Cerebral” de Helion Povoa

Segue abaixo um trecho retirado do livro: “Nutrição Cerebral“, capítulo 12 (Os Smart Nutrients):

NUTRICAO CEREBRAL

“(…) Os Smart Nutrients são vitaminas, minerais, aminoácidos e gorduras que vêm apresentando uma ação positiva sobre todos os códigos de funcionamento do cérebro. (…)

O maior diferencial dos smart nutrients é o poder de melhorar especialmente a nutrição do córtex frontal, a região do cérebro mais sensível aos nutrientes e mais vulnerável à ação dos agentes poluentes, de qualquer ordem. Alguns smart nutrients também atuam destruindo os radicais livres, que degeneram o cérebro, e aumentando a produção de seus antioxidantes naturais. (…)

Atualmente, a lista de smart nutrients é muito grande e a todo momento uma nova pesquisa científica nos revela o valor de mais uma substância para otimizar as funções do cérebro. (…)

Vitamina D

(…) Acredita-se que a ação benéfica da vitamina D para a produção de NGF se dê pelo aumento que ela promove na síntese de proteínas que fixam o cálcio no interior das células. (…)

Vitamina E

(…) Tem papel protetor dos neurônios, que exerce fixando-se nas membranas das células, ricas em fosfolipídeos. Como é solúvel em gorduras (liposolúvel), a vitamina E impede as lesões do cérebro, composto de gorduras em sua maior parte. (…)

Tem também efeito protetor sobre o sistema imunológico e combate a oxidação do colesterol LDL.

Vitaminas do Complexo B

Estão envolvidas nos processos mitocondriais, daí terem uma importância imensa para o sistema nervoso. A vitamina B1 (tiamina) é essencial para a transformação de glicose em energia (…)

A vitamina B2 (riboflavina) é importantíssima para a memória, o humor e a aquisição de conhecimentos, pois regenera o glutatião, um dos maiores protetores celulares contra a ação dos radicais livres. (…)

A vitamina B3 (niacina) participa da manutenção de substâncias químicas nervosas e hormônios que regulam a memória e o pensamento. (…) Já a vitamina B6 (piridoxina) é muito importante para a formação de neurotransmissores (…).

Atuando sinergicamente, as vitaminas B12 e o ácido fólico vêm sendo muito utilizados no tratamento dos processos neurodegenerativos, pois ambos participam da síntese do DNA mitocondrial (…). Eles também participam da formação da bainha de mielina, que circunda os neurônios e acelera a condução dos sinais nervosos. (…)

Vitamina C

(…) Hoje, a vitamina C também está incluída no rol dos smart nutrients, pois, além de ser um dos mais poderosos antioxidantes que existem, tem o extraordinário poder de intensificar a ação antioxidante de diversos outros nutrientes. (…)

Cromo e Vanádio

Esses oligoelementos, que atuam de forma sinérgica no organismo, têm uma importância enorme no aproveitamento do principal combustível do cérebro, a glicose, pois são fundamentais para o bom funcionamento dos receptores da insulina. (…)

Selênio

É um oligoelemento que tem sido bastante utilizado como smart nutrient, pois é talvez o de maior poder contra os efeitos nocivos dos radicais livres. (…)o selênio ajuda a remover os minerais tóxicos que provocam problemas cerebrais como mercúrio, chumbo, bismuto, níquel e cádmio. O mineral tem ainda um papel protetor sobre a parede vascular, protegendo o cérebro de AVC (acidente vascular cerebral).

Lítio

É um mineral que estimula o prazer e o amor e inibe os receptores do circuito da dor. (…)

Zinco

Faz parte de uma enzima importantíssima no organismo que atua como um antioxidante primário, a SOD (superóxido dismutase). (…) Um indivíduo estressado tem formação deficiente de ácido clorídrico e por isso não consegue assimilar muito bem o zinco de sua alimentação. (…) Outra característica importante do zinco é sua ação protetora contra intoxicações por minerais tóxicos como o chumbo, o mercúrio e o cobre.

Cálcio e Magnésio

Ambos são minerais importantíssimos para os processos cerebrais. O cálcio participa da formação do óxido nítrico, um gás fundamental no organismo que possui ação vasodilatadora e beneficia a formação da memória. (…) Hoje reconhece-se muito a importância do cálcio, mas não se dá a mesma importância ao magnésio, que funciona como um bloqueador fisiológico do cálcio e evita que seu excesso provoque perigosas calcificações nas artérias e nos rins.

Ácidos Graxos Tipo Ômega 3

É uma gordura que possui enorme relevância fisiológica. No que se refere ao cérebro, o ômega 3 é excelente para a memória e aumenta os receptores de serotonina, dopamina e noradrenalina. Admite-se agora que, nas células, o ômega 3 fica localizados nos plasmalógenos, potentes antioxidantes encontrados principalmente nas membranas celulares dos neurônios, protegendo o cérebro e o sistema nervoso central dos radicais livres. (…)

Melatonina

É certamente o mais potente antioxidante endógeno que temos, pois faz uma verdadeira faxina de radicais livres no organismo durante a noite, sob o efeito da escuridão, em especial durante o sono REM (rapid eye moviment). (…)

Soja

Contém várias substâncias com valor nutricional e nutracêutico de relevância. A isoflavona e alguns de seus derivados (…) são exemplos. Estas substâncias são poderosos antioxidantes e possuem valor fitoestrogênico. Atribui-se ao estrogênio a função de reduzir a produção de placas amilóides no cérebro e auxiliar na preservação da memória, duas condições associadas à doença de Alzheimer.

A isoflavona tem atividade cerebral e inibe o progresso da aterosclerose e outras doenças neurodegenerativas (…).”

Retirado do livro: “Nutrição Cerebral”, 2005 – Editora Objetiva, de Helion Póvoa [Comprar o livro]