Posts Tagged ‘sindrome metabólica’

COMO A RESISTÊNCIA À INSULINA SE TORNA SÍNDROME METABÓLICA

COMO A RESISTÊNCIA À INSULINA SE TORNA SÍNDROME METABÓLICA

Você não precisa ser obeso para ter síndrome metabólica. Até porque 40% dos adultos com peso normal possuem! A obesidade é um marcador para síndrome metabólica, mas não é o único, não é a causa. Que ela esteja em pessoas gordas ou não, uma coisa com que todos concordam é que a resistência à insulina é o início da síndrome metabólica. E pessoas magras também podem ser resistentes à insulina. Mas como? E quando? E por que o corpo se torna resistente à insulina?

Aqui está um esquema pela qual a Síndrome Metabólica ocorre:

1- A síndrome metabólica começa quando seu corpo acumula energia, estocando no fígado e tecido adiposo visceral. Isso torna o fígado resistente à insulina, o que começa a disfunção metabólica, uma cascata de efeitos que danifica cada órgão do corpo.

2- A resistência à insulina do fígado faz com que ele transporte energia de forma imprópria. O pâncreas responde aumentando a liberação de insulina. Isso causa hiperinsulinemia, que por sua vez causa mais deposição de gordura no tecido adiposo subcutâneo levando ao ganho de peso e obesidade.

3- O fígado tenta exportar o excesso de gordura como triglicerídeos para ser estocado no tecido adiposo subcutâneo. Os níveis de lipídeos no sangue aumentam levando a dislipidemia, um dos fatores de risco da doença.

4- A alta taxa de insulina age na musculatura lisa que envolve os vasos sanguíneos fazendo com que cresçam mais rápido do que o normal, levando a hipertensão.

5- A combinação de resistência à insulina, problemas com lipídeos e hipertensão ataca todo o corpo. Isso promove doenças cardiovasculares que podem resultar em infarto e derrame.

6- A gordura no fígado causa inflamação, o que leva a mais resistência à insulina. Eventualmente o fígado pode desenvolver em esteatose hepática que pode progredir para cirrose.

7- A resistência à insulina e hiperinsulinemia nas mulheres podem levar os ovários a produzir mais testosterona e reduzir o estrogênio. Isso resulta em ovários micropolicísticos e infertilidade.

8- Na medida que a resistência à insulina no fígado piora e a taxa de gordura aumenta, o pâncreas fabrica mais insulina. As células beta não conseguem atingir os requisitos e isso leva a insuficiência de insulina. Quando elas falham (e irão), você tem diabetes tipo 2

9- Insulina é um dos hormônios que está associado ao desenvolvimento e crescimento de várias formas de câncer.

10- Existem evidências, mas nada comprovado, de que a resistência a insulina pode causar demência.

Assistam ao Importante Vídeo (Clique para assistir):

“4 DICAS DO DR. ROBERT LUSTING”

1. Retire as bebidas açucaradas da sua casa, incluindo sucos de frutas em caixa.

2. Reduza a insulina ingerindo menos carboidratos refinados.

3. Mastigue bem e espere 20 min. antes de repetir o prato.

4. Exercite-se, passe menos tempo diante da televisão e internet (ensine as criança pelo exemplo)

 

Dr. Robert Lustig

Médico Endocrinologista

Professor da Universidade da California em São Francisco – UCSF

(Traduzido por Henrique Autran. Revisado e adaptado por David Menezes)

fonte: http://henriqueautran.tumblr.com/post/50007044586/como-a-resistencia-a-insulina-se-torna-sindrome

Anúncios

Resumo capítulo 9, livro “Nutrição Cerebral” de Helion Povoa

Segue abaixo um trecho retirado do livro: “Nutrição Cerebral“, capítulo 9 (A Energia do Cérebro):

NUTRICAO CEREBRAL

“(…) Mas não é simples entender de que forma o estresse oxidativo pode provocar alterações estruturais no cérebro. Para isso, é preciso que aprofundemos o conhecimento a respeito dos mecanismos de formação da energia cerebral, que são complexos.

Nosso cérebro conta com cerca de 100 bilhões de neurônios. Cada um deles pode formar até 10 mil dentritos (…) onde são feitas as ligações com os outros neurônios. Os neurônios processam simultaneamente um número imenso de conexões e por isso o cérebro é o órgão de maior gasto energético de todo organismo. Embora tenha apenas de 2 a 3% do peso do corpo, o cérebro consome 20% do oxigênio que circula por ele.

Os neurônios trabalham muito mais do que imaginamos. Além de sustentarem um número incalculável de proteínas. (…)

Para o cérebro, o alimento de excelência é a glicose. Mas, para chegar aos neurônios, a glicose deve passar primeiro pela barreira hematoliquórica, que conecta o sangue com o liquor, que banha o cérebro. Esta barreira, quando saudável, impede a penetração de substâncias nocivas para o ambiente cerebral. (…)

Em células saudáveis, as mitocôndrias produzem, além da água e do ATP, uma quantidade pequena de radicais livres. Mas quando há muitos corticóides no cérebro, que é o que acontece no estresse oxidativo, esses hormônios bloqueiam a entrada de glicose nos neurônios, que ficam sem matéria-prima para produzir ATP. Acontece então uma perigosa inversão: as mitocôndrias passam a produzir menos ATP e radicais livres em excesso. Sem ATP, o cérebro diminui sua produção de proteínas. (…)

É o que dá início à degeneração de seus circuitos.

Embora esse mecanismo nos pareça aterrorizante, ele é real. Segundo o pesquisador Bruce Ames, da Universidade da Califórnia, o ser humano pode sofrer atualmente até 10 mil lesões em seu material genético por dia, o que provoca as mutações celulares que produzem toda forma de doenças, inclusive mentais. (…)

(…) o organismo humano conta com meios próprios de conter o processo de destruição dos mecanismos de proteção dos genes a partir de proteínas regeneradoras. Estas atuam principalmente durante o sono delta, o sono mais profundo, e quando há boa nutrição no organismo. Por isso é tão importante uma alimentação antioxidante, que ofereça resistência à ação dos radicais livres (…)

Entre as conseqüências da falta de nutrientes, é de grande importância a neuroglicopenia, um distúrbio sério que também afeta a mente. A neuroglicopenia começa com a deficiência de cromo e vanádio, dois minerais essenciais para ativar a sensibilidade dos receptores de insulina, que estimulam os genes a fabricar as proteínas que transportam a glicose até as mitocôndrias. (…)

Quando acontece a neuroglicopenia, ainda que haja glicose suficiente no sangue, não há como transportá-la do sangue para dentro do cérebro, para que seja transformada em energia. E sem energia não há como fabricar toda a gama de proteínas que o cérebro necessita para funcionar. Começa a faltar concentração, a memória passa a falhar e depressão vai se aproximando.

O cérebro, carente de glicose, começa então a enviar mensagens para o hipotálamo, pedindo mais combustível. Mas quanto mais o organismo se enche de carboidratos, mais aumenta a insulina no sangue e menos sensíveis ficam os seus receptores. Além disso, quando se ingere açúcar refinado em excesso, a sensibilidade dos receptores de insulina diminui ainda mais. Este tipo de açúcar é rico em substâncias que depletam o cromo e o vanádio, essenciais para ativar a sensibilidade desses receptores. (…)

Reconhece-se agora que o hiperinsulinismo pode causar não apenas a diabetes tipo 2, mas também obesidade, hipertensão e ainda depressão, todos incluídos na chamada síndrome metabólica. Trata-se de um problema que avança com rapidez impressionante no mundo ocidental e que nos ajuda a compreender a importância que os nutrientes possuem para o bom funcionamento do nosso cérebro.”

Retirado do livro: “Nutrição Cerebral”, 2005 – Editora Objetiva, de Helion Póvoa [Comprar o livro]