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Resumo Capítulo 1 (parte 2), livro “Revolução Antioxidante” do Dr.Kenneth Copper

Segue abaixo um trecho retirado do livro: “Revolução Antioxidante“, Capítulo 1 (parte 2):

REVOLUÇÃO ANTIOXIDANTE

Capítulo 1

”Você não consegue vê-los. Nem senti-los. Eles deixam apenas vestígios fugazes de sua presença. Mas não se engane: Seu coração, seus pulmões, seus vasos sanguíneos, todos os seus órgãos e tecidos estão sob ataque constante de uma grande variedade de renegados biológicos. Mesmo enquanto você segura este livro em suas mãos, nenhuma parte de seu organismo se encontra protegida dos ataques destruidores destes bandidos moleculares, conhecidos como radicais livres.

(…) As últimas pesquisas demonstram claramente que estes inimigos letais para sua saúde e sua vida possuem íntimas relações com os seguintes problemas:

  • Cardiopatias e Vasculopatias: (…) os radicais livres são os verdadeiros culpados pela deterioração da LDL (conhecida como colesterol ruim, pois está associada à formação de placas nas artérias). Enquanto a LDL não se deteriora ou se modifica, aparentemente não é nociva.(…)
  • Câncer: Os radicais estão implicados em cânceres do pulmão, cérvix, pele, estômago, próstata, cólon e esôfago.
  • Cataratas: Turvação ou perda da transparência do cristalino podem ser consequências dos radicais livres.
  • Envelhecimento: A destruição e o enfraquecimento da pele e a deterioração orgânica, associados ao processo de envelhecimento, são agravados pelos radicais livres.(…)

A menção de outras doenças que as pesquisas médicas associaram à atuação insidiosa dos radicais livres no seu organismo se assemelharia ao índice de uma enciclopédia de medicina. Entre elas estão mais de 50 doenças como acidentes vasculares cerebrais, asma, pancreatite, inflamações intestinais, como diverticulite, colite ulcerativa, úlcera péptica, insuficiência cardíaca congestiva crônica, doença de Parkinson, anemia falciforme, artrite reumatóide, hemorragia cerebral e hipertensão arterial.

O que são exatamente os Radicais Livres? E como eles atuam?

(…) O movimento e o aspecto dessas moléculas são voláteis e imprevisíveis em contraste com as outras moléculas, pois em suas órbitas externas elas possuem um ou mais elétrons ímpares. Esta deficiência em suas estruturas faz com que elas busquem outras moléculas para se combinar.

(…) Os cientistas chamaram estas moléculas instáveis de oxigênio de radicais livres.

(…) O oxigênio estável é absolutamente essencial para manter a vida. Também deve ser mencionado que algumas moléculas instáveis de oxigênio (radicais livres) são benéficas, pois permitem o combate à inflamação, destroem bactérias e controlam o tônus dos músculos lisos, que regulam o funcionamento dos órgãos internos e vasos sanguíneos.

A chave para uma atuação eficaz e segura dos radicais livres no seu corpo é o equilíbrio; o problema, porém, é que os mecanismos delicadamente ajustados com frequência se atrapalham. Para corrifir a situação, o seu corpo produz radicais livres que atuam como lixeiros, conhecidos como antioxidantes endógenos, os quais engolem os radicais livres em excesso, impedindo que eles prejudiquem o organismo.

Alguns antioxidantes ingeridos através da dieta ajudam a fortalecer nossas defesas contra o excesso de radicais livres. Os antioxidantes externos (ou exógenos) mais importantes são a vitamina C, a vitamina E e o betacaroteno.

Infelizmente, nem sempre os sistemas de proteção interno e externo são adequados. O problema é que podem ser produzidos muitos radicais livres por fatores como poluição do ar, fumaça de cigarros, luz ultravioleta do sol, pesticidas e outros contaminantes nos alimentos, e até mesmo exercícios em excesso.

(…) Quando o organismo é sobrepujado pelo excesso de radicais livres, aqueles moléculas instáveis de oxigênio se transformam, de aliados, em predadores moleculares. Elas passam a atacar com sucesso partes saudáveis e partes doentes do organismo. Como consequência, surgem doenças do coração, vários tipos de câncer, e muitas outras doenças. (…)”

Retirado do livro: “Revolução Antioxidante”, 2005 – Editora Record, de Kenneth H. Cooper [Comprar o livro]

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Resumo Prefácio, livro “Revolução Antioxidante” do Dr.Kenneth Copper

Segue abaixo um trecho retirado do livro: “Revolução Antioxidante“, Prefácio:

REVOLUÇÃO ANTIOXIDANTE

Prefácio

“Atualmente, é difícil folhear um periódico médico, ler uma revista, abrir um jornal, ou mesmo assistir a um comercial na televisão sem encontrar referências aos antioxidantes ou radicais livres.

(…) Os radicais livres – ou moléculas instáveis de oxigênio, também conhecidas como a espécie de oxigênio reativo – estão agora implicados em mais de 50 problemas médicos, incluindo vários tipos de câncer, cardiopatia, envelhecimento precoce, cataratas, e até mesmo AIDS. O relacionamento com uma variedade tão grande de doenças sugere que os radicais livres não representam fenômenos periféricos isolados, sendo na realidade os protagonistas da maioria dos problemas de saúde no ser humano.

(…) Embora a possível relação entre os danos causados pelos radicais livres e as várias doenças seja postulada há muitos anos, só recentemente as pesquisas e a disponibilidade de tecnologia científica moderna permitiram conclusões mais definidas. Aprendemos que uma variedade de fatores, como a luz ultravioleta, a poluição do ar, os cigarros e até mesmo os exercícios exaustivos (do tipo ultra) podem produzir muitos radicais livres em nosso corpo.

(…) De fato, à medida que as pesquisas se ampliaram, ficou claro que a prescrição de exercícios apropriados se complica – especialmente quando se considera a exposição a gatilhos de radicais livres como o treinamento exagerado. Sobre este assunto, iremos discutir dois tópicos importantes:

o valor supreendente da atividade física de baixa intensidade na produção de benefícios sobre a saúde e a longevidade

a necessidade de um tratamento com vitaminas antioxidantes para combater os efeitos potencialmente nocivos do excesso de radicais livres causado pelo excesso de atividade física

Talvez o tópico mais interessante, e certamente o mais controverso neste livro, seja a noção de que exercícios em demasia – também denominados exercícios extenuantes – possam na realidade aumentar o risco de problemas médicos. (…) Além disso, não estou desencorajando a atividade física no indivíduo apto, que está atento aos sinais do seu organismo. Porém, recomendo fortemente o uso regular de antioxidantes, independentemente do grau de atividade física. (…) Mas existem evidências concretas indicando que os antioxidantes podem prevenir ou retardar o surgimento de muitas doenças, como o câncer e as cardiopatias.

(…) Finalmente, com o seu ingresso na aventura da Revolução Antioxidante, desejo-lhe boa sorte – e quero lembrar-lhe que o caminho para a aptidão é uma jornada, e não uma simples chegada. Por isso, após dar início ao programa, não espere que algum dia chegue lá ou finalmente consiga. Em vez disso, decida-se a permanecer nesse caminho para a saúde pelo resto de sua vida.

Retirado do livro: “Revolução Antioxidante”, 2005 – Editora Record, de Kenneth H. Cooper [Comprar o livro]

Resumo cap 19 – A Idade de Colher Frutos, livro “Nutrição Cerebral” de Helion Povoa

Segue abaixo um trecho retirado do livro: “Nutrição Cerebral“, capítulo 19 (A Idade de Colher os Frutos):

NUTRICAO CEREBRAL

“Como os demais países em desenvolvimento, o Brasil deverá nas próximas décadas, igualar-se aos do Primeiro Mundo no que diz respeito à doença de Alzheimer, a condição mais crítica que se conhece de degeneração cerebral. (…)

A doença de Alzheimer foi identificada no início do século passado pelo cientista Alois Alzheimer, daí seu nome. Como o hipocampo é a primeira área cerebral a ser afetada no Alzheimer, os lapsos de memória são seu primeiro sinal. (…)

O grande drama do Alzheimer, e o que nos faz pessimistas em relação ao futuro, é que a psiquiatria e neurologia não estão se preparando para tratar da doença preventivamente, considerando a interação entre os seus aspectos nutricionais, toxicológicos e genéticos. Hoje atribui-se toda a responsabilidade do Alzheimer aos genes, o que acaba por simplificar demais a questão: se uma doença tem causa genética, não há o que fazer a não ser tomar medicamentos para impedir seu avanço.

Ainda não se cuida das questões nutricionais e toxicológicas do Alzheimer porque isso exigiria grande reformulação na questão alimentar dos países. Prevenir o Alzheimer a partir de um enfoque ortossistêmico levaria à necessidade de adoção de políticas de saúde que investissem em pesquisas sobre alimento e poluição. E nenhum governo consegue fazer, infelizmente, porque contraria os interesses das indústrias mais poderosas do mundo. (…)

Os fatores ambientais são muito considerados na etiologia do Alzheimer, com destaque para o alumínio, cuja relação com a doença já está comprovada. Nos locais onde há uma incidência alta do metal na água, verificam-se mais casos de pessoas com Alzheimer. (…)

Também são muito comuns entre as alterações encontradas nos cérebros de pessoas com Alzheimer os produtos avançados de glicação, conhecidos pela sigla AGE (advanced glycation end products), que são o resultado de uma reação perigosa que acontece no organismo a partir, mais uma vez, dos radicais livres.

Para compreendermos essa reação, é preciso fazer uma diferenciação muito importante entre os dois processos de incorporação da glicose à proteína no organismo: a glicosilação, que é uma reação benéfica, modulada por enzimas, e que forma substâncias úteis para o funcionamento das membranas celulares, e a glicação, um processo em que a glicose se incorpora à molécula da proteína através da oxidação, sem a participação de enzimas. (…)

A questão da contaminação por metais também tem-se mostrado muito importante nos distúrbios mentais comuns da última fase da vida. Além do alumínio, o chumbo, o mercúrio e outros metais têm mostrado efeitos dramáticos. Quem fumou durante toda a vida, por exemplo, frequentemente está intoxicado com cádmio e níquel. O primeiro é conhecido por suas consequências renais, mas também é séria ameaça à integridade cerebral. (…)

Ainda sobre esses minerais prejudiciais à saúde, é importante lembrar que o teor deles nos alimentos refinados é muito grande. A farinha branca, por exemplo, tem mais cádmio do que zinco, mineral que é antagonista do cádmio. Já na farinha integral essa relação não existe, há muito mais zinco. (…)

Uma Nova Maturidade

Por diversas estratégias, o bombardeio de substâncias estressoras no cérebro vai lentamente causando a degeneração de seus circuitos cognitivos, afetivos e psicomotores, bloqueando a inteligência emocional. Até que no último estágio da vida, quando as pessoas deveriam estar colhendo os frutos de tudo o que fizeram, os distúrbios da mente explodem, tornando a velhice a fase mais triste e sofrida da vida. (…)”

Retirado do livro: “Nutrição Cerebral”, 2005 – Editora Objetiva, de Helion Póvoa [Comprar o livro]

Resumo cap 18 – Mais Prazer na Vida Adulta, livro “Nutrição Cerebral” de Helion Povoa

Segue abaixo um trecho retirado do livro: “Nutrição Cerebral“, capítulo 18 (Mais Prazer na Vida Adulta):

NUTRICAO CEREBRAL

“Hoje em dia, todas as pessoas conhecem alguém, quando não elas próprias, que está com alguma forma de depressão. Podemos comprovar bem perto de nós, em nosso próprio círculo de relacionamentos, o que a Organização Mundial da Saúde afirma sobre a doença: em termos mundiais, a depressão vem crescendo na proporção de 1% ao ano. (…)

Homens e mulheres reagem à depressão de formas diferentes, em função dos hormônios. Nos homens, a depressão pode chegar a transformá-los em homicidas em potencial. A depressão mascarada masculina não se revela com frequência na fome de carboidratos, como acontece com as mulheres, especialmente aquelas em crise de tensão pré-menstrual, mas sim nos comportamentos violentos, nas reações desproporcionais aos fatos. (…)

Podemos afirmar que a depressão, surge como resultado de um esgotamento do cérebro, de um acúmulo de lesões por falta ou alteração no funcionamento dos neurotransmissores. (…)

As Formas de Tratar a Depressão

Se estamos sob forte estresse emocional, e se não temos boa quantidade de ômega 3 no cérebro, acontece a produção de uma enzima chamada PLA2 (fosfolipase A2), que se fixa na membrana das células nervosas. Quanto mais tensos, mais fabricamos PLA2, que desregula os receptores 1 e 2 de serotonina e da dopamina e produz depressão. (…)

O lítio é o mineral que inibe no cérebro a produção de PLA2 e, com isso, promove a regulação dos receptores, fazendo com que os do tipo 1 da serotonina aumente e os tipos 2 de serotonina e da dopamina diminuam, além de aumentar a produção desse receptor. (…)

Atualmente utiliza-se muito o carbonato de lítio no combate à depressão, mas essa prática vem sendo questionada pela psiquiatria ortossistêmica em função do baixo poder de penetração desse composto nas células. (…)

A outra forma mais comum de tratar a depressão atualmente é igualmente polêmica. Trata-se da administração de medicamentos que conseguem manter artificialmente maior quantidade de serotonina no cérebro, interferindo nos seus processos naturais. (…) Mas o cérebro fica sem estoques de regulação de serotonina, importantes para ativar a imaginação quando é preciso superar uma crise eventual. Por isso a medicação, cedo ou tarde, não fará efeito.

O marketing da indústria farmacêutica tem difundido a crença não comprovada da existência de uma excessiva aceleração no transporte (recaptação) de serotonina em pessoas deprimidas, para justificar a venda de inibidores de recaptação como antidepressivos “sem efeitos prejudiciais a médio e longo prazos”. Essa afirmação, entretanto, não leva em conta a necessidade de reposição de nutrientes que funcionam como precursores de serotonina, tais como o triptofano (…), e nem os co-fatores que funcionam como auxiliares da síntese de serotonina: as vitaminas C, B6, ácido fólico, B12, e os minerais zinco, lítio e outros. (…)

É claro que em algumas pessoas, em crises mais acentuadas, a utilização de antidepressivos é inevitável, mas ainda assim julgamos que ela não é feita de forma adequada na grande maioria dos casos. Os inibidores de recaptação de serotonina, por exemplo, pode afetar seriamente o cerébro e por isso quem os utiliza deve tomar, também, muitos antioxidantes. (…)

Na verdade, todas as formas clássicas de tratar a depressão merecem atenção severa porque não consideram aquele tridente de estressores sociais, psicológicos e biológicos que convergem para o cérebro e produzem o estresse oxidativo. (…)

A Insensata Busca Moderna pelo Alimento

Cena comum no supermercado: o consumidor tira um produto da prateleira e imediatamente gira a embalagem à procura do rótulo. E ali fica, contemplando as pequenas tabelas e fazendo seus cálculos mentais. Quer saber se as calorias contidas naquela caixinha excedem ou não a cota estabelecida, normalmente por ele próprio, para evitar o ganho de peso. E confiante de que está fazendo sua parte para manter-se magro e saudável, coloca o produto no carrinho de compras e sai em busca de novos alimentos probres em calorias. (…)

Em primeiro lugar, já caiu por terra a idéia de que alimentação pode ser traduzida em números e a velha tabela de calorias vem se mostrando algo muito simplista diante de toda a riqueza contida nos alimentos. Na concepção metabólica e bioquímica do organismo, não é o número de calorias que se ingere que faz a diferença para uma vida mais feliz, uma mente mais criativa ou mesmo uma silhueta mais bonita.

Além de nutrir, os alimentos funcionam como grandes estimuladores dos processos de eliminação do organismo, porque seus nutrientes nada mais são do que coadjuvantes nos processos metabólicos. Por isso é muito importante conhecer os processos de formação de energia. O fundamental não são as calorias, os números, mas sim a quantidade nutricional do que comemos, suas vitaminas, minerais, proteínas, carboidratos e gorduras saudáveis.

Existe uma cascata real de distúrbios causados pela má alimentação e má absorção que determina reflexos reais no corpo e na mente. A falta de vitaminas e minerais nos alimentos começa a baixar o poder digestivo e a produção das enzimas pancreáticas, causando a má digestão das proteínas, como é comum acontecer com as do leite e do pão.

A falta de minerais e vitaminas e a má digestão dos amigos vai estimular os germes oportunistas. Com isso acontece a disbiose, que produz corticóides e radicais livres, levando a inflamações não apenas nas paredes do intestino, mas também na barreira hemotoliquórica. É por esse processo que as substâncias nocivas ao cérebro acabamm por intoxicar os neurônios e a glia.

Outra questão muito importante é o excesso de alimentos industrializados na dieta. Vejamos o caso de duas substâncias muito comum neles: o aspartame e o glutamato monossódico. Descoberto em 1969 por cientistas que procuravam inventar um remédio para gastrite, o aspartame logo se tornou um dos mais usados adoçantes do mundo. Já o glutamato monossódico, um sal sintético descoberto no Japão no início do século passado, é utilizado em larga escala para realçar o sabor dos alimentos.

O grande problema da utilização abusiva dessas duas substâncias tão presentes na alimentação moderna é o fato de ambas já estarem presentes no organismo. Com a função de excitar os neurônios, o glutamato e aspartame são os dois aminoácidos mais abundantes no cérebro e por isso devemos absorver esse aminoácidos normalmente pela alimentação. (…) Essas substâncias acabam por abrir os canais de cálcio dos neurônios, o que provoca uma superexcitação nervosa. A consequência mais comum disso é a enxaqueca, mas acontece também a produção de radicais livres que matam neurônios cognitivos, causando problemas de memória e Alzheimer. (…)

A Candida albicans está envolvida, mais uma vez. Porque quando tomam aspartame para emagrecer, as pessoas estão oferecendo ao germe seu melhor alimento, uma arma para que ele fure as barreiras do intestino e do cérebro. O aspartame é a matéria-prima que a Candida albicans necessita para fabricar a aspartatoprotease, uma enzima com a qual produz não apenas as enxaquecas, mas também a depressão, a fadiga crônica. Além disso, a Candida albicans libera mais de 80 toxinas que provocam a depressão do sistema imunológico e a da tireóide e sobrecarregam o fígado, o que é mais uma razão para as enxaquecas. (…)

Mais uma questão interessante diz respeito ao café. Pouca gente imagina que uma bebida estimulante possa ter participação na depressão, mas isso é fato. A cafeína bloqueia no organismo o inositol, um tipo de açúcar fundamental para a memória e que produzimos após uma noite bem dormida. Um estudo realizado pela Universidade de Israel mostrou que o inositol, em altas doses, cura casos de depressão, ansiedade, pânico e pensamento obsessivo. (…)

Desvantagens Femininas

Já está bem estabelecido o fato de que as mulheres sobre mais de depressão e ansiedade do que os homens. Uma das razões disso é a “fome de carboidratos”, sintoma comum na fase que antecede a menstrução, e que as tornam mais vulneráveis à ação da Candida albicans.

Além de liberar toxinas que prejudicam o cérebro, esse germe perigoso bloqueia a ação da vitamina B6, importantíssima para o órgão. As mulheres em geral têm quase o dobro da carência de B6 do que os homens e por isso apresentam mais depressão, ansiedade e fadiga crônica. Adicionalmente, o germe bloqueia o ácido lipóico, uma vitamina antioxidante importantíssima para o combate ao estresse oxidativo. (…)

Sabemos que os radicais livres afetam sobremaneira a memória, mas nas mulheres esse fato pode coincidir com a fase em que a produção dos hormônios femininos está decaindo, o que agrava o problema. (…)

Mulheres que tomam pílula anticoncepcional ou que fazem reposição hormonal clássica são as maiores vítimas dos distúrbios de memória porque os estrógenos sintéticos modificam as moléculas dos hormônios naturais femininos. (…)

Inevitavelmente, essas constatações nos levam, mais uma vez, à comparação com as sociedades que vivem mais próximas à natureza. Não há praticamente problemas de tireóide em povos que se alimentam de peixes, que são ricos em iodo. Por isso a nutrição ortomolecular utiliza muito as algas, as principais fontes alimentares dos peixes, que possuem grande variedade de minerais. O iodo é um grande recurso natural para “adubar” a glândula tireóide, estimulando sua produção hormonal. Utilizado em sincronia com a vitamina B6, o mineral diminui em muito as chances de problemas tireoidianos.”

Retirado do livro: “Nutrição Cerebral”, 2005 – Editora Objetiva, de Helion Póvoa [Comprar o livro]

Resumo cap 17, livro “Nutrição Cerebral” de Helion Povoa

Segue abaixo um trecho retirado do livro: “Nutrição Cerebral“, capítulo 17 (A Grande Oportunidade da Adolescência):

NUTRICAO CEREBRAL

“Nas sociedades urbanas modernas, criou-se o estigma da adolescência como uma fase conturbada, difícil tanto para os jovens como para seus pais. Mas em sua essência, a adolescência é uma fase maravilhosa e reveladora, quando a vida nos oferece a primeira grande oportunidade de direcionar nosso desenvolvimento para o rumo da felicidade. (…)

É de fato uma pena que toda a beleza da adolescência esteja sendo ameaçada, em boa parte por causa da mudança dos padrões alimentares. Os adolescentes de nossa era comem cada vez menos gorduras saudáveis, frutas, legumes e verduras. (…)

Sabe-se atualmente que os distúrbios psíquicos que mais acometem os adolescentes estão muito relacionados à questão da dieta. (…)

Em alguns casos, a esquizofrenia pode surgir a partir da agitação cerebral intensa, causada pelas proteínas mal digeridas do trigo e do leite. (…)

Indefinido em suas questões profissionais e amorosas, e dormindo mal, por causa da ansiedade provocada por essas mesmas questões ou pelo péssimo hábito de trocar o dia pela noite, o jovem não se recupera do estresse diário. Não apenas os jovens, mas todos nós precisamos dormir muito bem, para que a melatonina promova no cérebro aquela “faxina” de radicais livres durante a noite, protegendo-nos do estresse oxidativo. (…)

Durante muito tempo acreditou-se que a esquizofrenia era uma doença genética, mas esse conceito está superado. A esquizofrenia é uma daquelas doenças cujas causas começam a receber novas considerações da psiquiatria clássica, em função dos casos que respondem muito bem a terapias que utilizam smart nutrients. (…)

É claro que não são as frustações sociais fatores determinantes para a felicidade dos jovens. (…) O problema é que os jovens têm sido vítimas quase prioritárias dos ditames dos estilo alimentar prático e rápido, que em nada favorece o desenvolvimento da inteligência, especialmente a emocional. (…)

Alimentar bem adolescentes tornou-se uma tarefa muito árdua, mas é preciso tentar sempre e até mesmo conscientizá-los para os riscos a que estão se expondo quando comem mal. Alimentos pobres em nutrientes não podem ser, de forma alguma, a base da alimentação dos jovens, que estão na fase final de amadurecimento cerebral. E é preciso ter muito cuidado para que a má qualidade da comida não perpetue o problema da falta de nutrientes. (…)

A disbiose, comum em pessoas que têm dietas pobres e pouco variadas, pode tornar o paladar cada vez mais retrito porque as toxinas de alguns fungos tampam as papilas gustativas. O glutamato monossódico, realçador de sabor, é outro alterador de paladar. Se sabor exótico vicia as papilas gustativas e prejudica sua sensibilidade aos sabores clássicos: salgado, doce, amargo, ácido e picante.

Um estudo realizado recentemente em cinco escolas dos Estados Unidos selecionou um grupo homogêneo de estudantes e deu a eles, durante um ano, suplementos de vitaminas e minerais em dose dupla da recomendada pelo Codex Alimentarius da OMS. O resultado foi o aumento do QI em seis pontos no grupo, sendo que em 10% o aumento foi de 30 pontos. Se a média normal do QI é 100%, o aumento desse índice representa uma mudança substancial no destino desses adolescentes.

É evidente que não podemos mais ter acesso ao leite de uma vaca naturalmente criada no pasto, nem substituir todo o trigo que comemos pelo trigo sarraceno, muito mais saudável. E é claro também que um jovem não pode se abster completamente de um rodízio de pizza com os amigos. Mas podemos e devemos fazer valer as necessidades nutricionais do cérebro, que é a estrutura que sustenta nosso sucesso na vida. Assim como acontece durante a infância, uma alimentação saudável é essencial para o desenvolvimento da inteligência dos jovens. Alimentá-los mal equivale a condená-los a uma vida de sofrimento e burrice.”

Retirado do livro: “Nutrição Cerebral”, 2005 – Editora Objetiva, de Helion Póvoa [Comprar o livro]

Resumo cap 15, livro “Nutrição Cerebral” de Helion Povoa

Segue abaixo um trecho retirado do livro: “Nutrição Cerebral“, capítulo 15 (Preparando o Terreno da Felicidade):

NUTRICAO CEREBRAL

“Uma pesquisa realizada há poucos anos na cidade de Los Angeles, EUA, constatou que nove entre dez bebês vinham sendo abortados ainda na fase ovular, nos primeiros dias da gravidez. Como o aborto espontâneo de óvulos defeituoso é uma estratégia natural de proteção das espécies, esse dado aponta para um comprometimento precoce do material genético dessas mulheres, representantes bem significativas da sociedade moderna. (…)

Um dos maiores desafios da gestação é otimizar da melhor forma o ácido fólico e a vitamina B12 no organismo da mãe e do bebê. (…)

As mulheres que engravidam, e aquelas que pretendem engravidar, devem ter atenção especial com os nutrientes porque a falta deles pode determinar danos irreversíveis. Sem as vitaminas, minerais, aminoácidos e gorduras certas, as mulheres se tornam candidatas a distúrbios sérios que podem comprometer sua saúde e a saúde de seus bebês. (…)

O magnésio é outro mineral que merece atenção durante a gravidez, já que a hipertensão e, consequentemente, a eclâmpsia podem ter como causa sua falta no organismo. O magnésio é um mineral importantíssimo para o controle da pressão arterial e em muitos casos sua carência é causada pela ingestão exagerada de açúcares. (…) O fato é que uma gravidez tranquila, do início ao fim, depende essencialmente da quantidade e da qualidade dos nutrientes ingeridos pelas gestantes. (…) Por isso é de grande interesse para as mulheres grávidas ou que querem engravidar o trabalho do pesquisador David Heber, diretor do Centro para Nutrição Humana da Universidade da Califórnia. Com o intuito de relacionar as doenças modernas com dietas equivocadas, ele fez um levantamento dos maiores mitos alimentares, alguns particularmente interessantes para as gestantes. (…)

Algumas mulheres grávidas substituem o açúcar refinado pelo aspartame, sem saber que tal troca consiste em um risco para seus bebês. (…)

E como vivemos uma época de obsessão pela magreza, todas as gestantes devem saber ainda que é muito mais importante escolher alimentos pelos seus nutrientes do que pelo número de calorias. (…)

A questão das gorduras também acabou se transformando em um mito alimentar muito grande durante a gravidez. Entretanto, em nenhuma outra fase da vida as gorduras de boa qualidade são tão importantes para a mulher, já que a boa formação dos bebês depende dos ácidos graxos essenciais, como o ômega 3. Não podemos esquecer nunca que o cérebro humano é formado em sua maior parte por essas gorduras (…)

Não existe um bom colesterol e um mal colesterol. (…) O que se convencionou chamar de colesterol ruim, o LDL, é na verdade um tipo de colesterol que passaremos a chamar de colesterol nativo, que sofreu a ação dos radicais livres.

O LDL nativo possui em sua estrutura uma capa protetora rica em antioxidantes, como o licopeno e vitaminas, principalmente vitamina E, e plasmalógenos. Sob a ação dos radicais livres, o colesterol nativo perde essa capa protetora e fica flutuando nos vasos sanguineos. Os macrófagos (células do sistema imunológico) percebem essa anomalia e engolem o colesterol, como fazem com todas as substâncias que não reconhecem. Envenenados com as substâncias oxidadas, os macrófagos estufam, se transformam em células espumosas e morrem, formando as placas que entopem as artérias. (…)

É evidente que taxas muito elevadas de colesterol são preocupantes, mas, na grande maioria dos casos, taxas acima da média podem ser normalizadas com a adoção de uma dieta antioxidante. (…)

A verdade é que uma alimentação antioxidante é fundamental durante a gravidez, para suprir a mulher e o bebê de todos os nutrientes de que precisam. (…)

Já se sabe agora que a nutrição é capaz de modular sistemas genéticos, o que vai contra o fatalismo da genética. Esses estudos reforçam a importância dos nutrientes para a formação neurológica do bebê durante a gestação e certamente permitirão, no futuro, avaliar o impacto da nutrição sobre a questão genética, o que é revolucionário. (…)

Se um homem está malnutrido, não haverá boa seleção de espermatozóides para a fecundação. (…)

Quem não tem alergias alimentares e está com o intestino em boas condições certamente conta com boa saúde para gerar uma nova vida. (…)

Finalmente, é muito comum que a gestante apresente anemia, para a qual os suplementos de ferro são imediatamente recomendados. Entretanto, dentro do enfoque ortossistêmico, o mais correto nesses casos é dosar a ferritina, proteína na qual são depositadas as reservas de ferro do organismo. Muitas vezes alguns obstetras se precipitam e não distinguem qual tipo de anemia que a gestante apresenta. Quando a anemia é causada por falta de B12 e ácido fólico, e recomenda-se ferro para a mulher, há risco sério de intoxicação por esse metal, o que leva a uma alta produção de radical hidroxila. (…)

Por isso é muito perigoso administrar ferro nos casos de anemia sem dosar a ferritina, já que a falta do mineral pode estar sendo causada por outros fatores.”

Retirado do livro: “Nutrição Cerebral”, 2005 – Editora Objetiva, de Helion Póvoa [Comprar o livro]

Resumo 14, livro “Nutrição Cerebral” de Helion Povoa

Segue abaixo um trecho retirado do livro: “Nutrição Cerebral“, capítulo 14 (A Redescoberta do Ácido Fólico):

NUTRICAO CEREBRAL

“Há cerca de 30 anos, o brilhante cientista e professor alemão Kurr Oster, radicado nos Estados Unidos, contrariou as crenças científicas da época ao dizer que a aterosclerose era uma doença causada pela deficiência de plasmalógenos, tipos de fosfolipídeo encontrados na membrana das células, com função protetora. (…)

Sobre o cérebro, sabe-se agora que uma série de doenças neurodegenerativas é causada pela deficiência de plasmalógenos. (…)

Hoje já se sabe que os plasmalógenos possuem papel bloqueador dos radicais livres nas células, sendo peça fundamental na questão do colesterol. Como sabemos, o que chamamos de LDL é uma combinação de colesterol com fosfolipídeos e triglicerídeos. Acredita-se que a vulnerabilidade do LDL se dê justamente pela falta de plasmalógenos. (…)

Sabe-se também agora que o ácido fólico, uma das vitaminas do complexo B, é uma substância fundamental para promover o aumento dos plasmalógenos nas células. (…)

Vejamos a questão da homocisteína, aminoácido cuja presença aumentada no sangue é hoje reconhecida como grande fator de risco para a aterosclerose. O caminho natural da homocisteína no organismo é a sua transformação, por metilação, em metionina, aminoácido essencial muito importante e também um excelente smart nutrient.

Processamos cerca de um milhão de metilações por segundo para a síntese do DNA, regulação hormonal, metabolização das gorduras, ativação das vitaminas, entre outras funções. É sempre grave quando o organismo não consegue processar muito bem as metilações, e o excesso de homocisteína no sangue demonstra que isso está acontecendo. (…)

Hoje se sabe que as pessoas que apresentam homocisteína alta no sangue têm cinco vezes mais possibilidade de fazer um infarto cerebral. Depressão, psicoses e demências, comuns a partir dos 60 anos, são na verdade infartos cerebrais silenciosos altamente relacionados com a homocisteína.

É o ácido fólico a substância que pode conter o aumento da homocisteína, pois é um de seus principais agentes metiladores. (…)

Não por acaso, uma das grandes causas da falta de ácido fólico no organismo é a disbiose, pois precisamos dos microorganismos benéficos da flora para fazer a síntese das vitaminas do Complexo B que ingerimos pela alimentação. Por isso, com uma alimentação saudável e rica em folhas verdes, e cuidando do intestino, estamos garantindo uma proteção contra o aumento da homocisteína no organismo. (…)

Por isso, podemos esperar uma campanha contra essa vitamina, a exemplo do que aconteceu há alguns anos com a vitamina C. O grande filão que o combate da homocisteína abre decerto não será desprezado pela indústria farmacêutica e qualquer alternativa mais simples e natural de abordar a questão, como a administração do ácido fólico, com certeza será rapidamente combatida, em virtude do seu baixo preço.”

Retirado do livro: “Nutrição Cerebral”, 2005 – Editora Objetiva, de Helion Póvoa [Comprar o livro]