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Resumo Capítulo 1 (parte 2/2), livro “Vitamina D” do Dr.Michael Holick

Segue abaixo um trecho retirado do livro: “Vitamina D – Como um tratamento tão simples pode reverter doenças tão importantes“, Capítulo 1 (parte 2/2):

VITAMINA D

Capítulo 1 – O que é a Vitamina D?

”(…) Os hormônios são moléculas mais complexas e sofisticadas que as vitaminas. E agem de dois modos: primeiro, eles podem entrar nas células e navegar pelo mar de citoplasma celular até chegarem ao núcleo – o cérebro das células -, influenciando sua atividade; segundo, eles podem se ligar a um receptor na membrana celular e a partir daí transmitir um sinal para a célula, com comandos para que ela mude as suas atividades de diversos modos. A vitamina D ativada age, principalmente, por meio da interação com seu receptor dentro do núcleo da célula.

Contrariamente às crenças do passado – de que só os ossos, os intestinos e os rins possuíam receptores de vitamina D -, agora sabemos que os receptores de vitamina D estão espalhados por todo o nosso corpo. Podemos provar que o cérebro possui receptores de vitamina D e que a forma ativa de vitamina D estimula a produção da serotonina, neurotransmissor relacionado ao bom humor. (…) Os adipócitos também têm receptores de vitamina D e podem ser metabolicamente mais ativos (ou seja, queimar mais calorias) se tiverem mais vitamina D. De modo geral, as pessoas pensam que os adipócitos são somente bolas inanimadas de gordura; mas, na verdade, eles são participantes ativos no processo que sinaliza ao cérebro que estamos satisfeitos e que não precisamos de mais comida. Quando estamos saciados, os adipócitos secretam um hormônio chamado leptina, que permite que nos afastemos da comida. A falta de vitamina D interfere na ação desse hormônio supressor do apetite, que trabalha regulando o peso do corpo. (…) já foi demonstrado que a deficiência de vitamina D exacerba o diabetes do tipo 2, prejudica a produção de insulina no pâncreas e aumenta a resistência à insulina.

(…) Como tal, ela pode interferir no surgimento do câncer. Se uma célula perde o controle sobre o próprio crescimento, ela está prestes a se tornar uma célular cancerosa maligna. A forma ativa da vitamina D pode ajudar no resgate, ativando genes que controle o crescimento celular, ou induzindo a apoptose – um processo em que a própria célula se destrói, ou seja, comete suicídio. Se o tumor permanece e começa a crescer, a vitamina D ativa pode, ainda, tentar uma das suas outras ações mágicas: ela impede a formação de vasos sanguíneos que fornecem a nutrição necessária à sobrevivência do câncer. Infelizmente, uma vez que o processo maligno tenha início, o câncer, ardilosamente, se torna resistente ao efeito benéfico da forma ativa de vitamina D. Por isso, é muito importante manter níveis suficientes de vitamina D ao longo da vida.

(…) Afirmar que o medo do sol ou que o uso excessivo de protetor solar diminuiu a nossa capacidade de manter níveis adequados de vitamina D é só um dos aspectos do problema. (…) Idade, sexo, raça, localização geográfica, fatores culturais, dieta, medicamentos e até mesmo determinadas condições de saúde, tais como a obesidade, a doença hepática, a doença intestinal e a doença renal, todas contribuem para a epidemia. As pessoas que se submeteram à cirurgia bariátrica para controlar a obesidade representam desafios adicionais.

(…) Quanto mais escura for a cor da pele, mais difícil se torna a produção de vitamina D, pois a melanina, que é o pigmento que colore a pele, age como um protetor natural contra a luz solar.

(…) Quanto mais velhos ficamos, mais difícil fica a produção de vitamina D em quantidades suficientes. Uma pessoa com 70 anos de idade tem apenas um quarto da capacidade de um indivíduo de 20 anos para produzir vitamina D.

(…) outro relato recente mostrou que adolescentes com deficiência ou insuficiência de vitamina D apresentaram uma chance 200% maior de ter hipertensão e taxa alta de glicose no sangue e 400% maior de desenvolver pré-diabetes do tipo 2 (também chamado de síndrome metabólica), quando comparados aos adolescentes que apresentavam níveis adequados de vitamina D.

(…) Uma vez que a vitamina D é armazenada nos adipócitos, imaginaríamos que as pessoas obesas teria um volume extra de vitamina D disponível para compensar qualquer falta. Mas esse tipo de raciocínio não está correto e, a bem da verdade, existe um relacionamento paralelo entre a deficiência de vitamina D e a obesidade. Quanto mais engordamos, mais aumentamos o risco de deficiência. Por quê? Porque a vitamina D fica essencialmente presa nos adipócitos e indisponível para uso.

(…) Quando as pessoas estão em dúvida se têm ou não, deficiência de vitamina D porque não pertencem aos grupos de risco, eu costumo lembrá-las de que é quase impossível suprir as nossas necessidades com dieta e ingestão de polivitamínicos.

(…) Verifique o seu pacote diário de polivitamínicos. Aposto que a dose diária total recomendada é de 400 UI de vitamina D. Essa dose não é nem a metade da que deveríamos ingerir. E não podemos simplesmente, dobrar ou triplicar as doses de polivitamínicos, pois isso pode ser perigoso por causa da dose de vitamina A que vamos ingerir.

(…) Há alguns anos comparamos o salmão silvestre ao de criadouro. O salmão silvestre contém altos níveis de vitamina D porque obtém essa vitamina a partir da cadeia alimentar da natureza, onde ela existe em abundância, por meio da fotossíntese pelo fitoplâncton e zooplâncton. Por outro lado, o salmão de criadouro é alimentado com ração, que tem um valor nutritivo muito baixo. Por isso, não há essencialmente vitamina D nele.

(…) Quando o corpo não consegue aquilo que precisa para maximizar as funções celulares e manter a vida, há inevitavelmente, um declínio na saúde, que se manifesta por meio das doenças sobre as quais ouvimos e lemos todos os dias (e que tememos), tais como as doenças cardíacas, o câncer, o diabetes, a artrite, a osteoporose e a demência, só para lembrar algumas. Essas doenças levam à perda da independência e diminuem a qualidade de vida dos indivíduos afetados. (…)”

Retirado do livro: “Vitamina D”, 2012 – Editora Fundamento, de Michael F. Holick [Comprar o livro]

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Resumo Capítulo 1 (parte 1/2), livro “Vitamina D” do Dr.Michael Holick

Segue abaixo um trecho retirado do livro: “Vitamina D – Como um tratamento tão simples pode reverter doenças tão importantes“, Capítulo 1 (parte 1/2):

VITAMINA D

Capítulo 1 – O que é a Vitamina D?

”(…) O sol é tão vital para a nossa saúde e bem-estar quanto os alimentos, o abrigo, a água e o oxigênio. (…) Qual o papel da vitamina D no envelhecimento e na doença?

Muito maior do que podemos imaginar.

Quando afirmo que a deficiência de vitamina D é o desafio mais comum para a saúde em todo o mundo, a resposta que ouço nos países mais ricos e desenvolvidos é quase sempre a mesma: “Bem, isso não pode acontecer comigo ou com qualquer outro no meu país. Nós temos o melhor sistema de saúde.” Quando lembro às pessoas que o melhor modo de assegurar níveis saudáveis de vitamina D é com a exposição moderada ao sol, de duas a três vezes por semana, a resposta sempre contém uma ameaça velada, que é mais ou menos assim: “Você só pode estar brincando! O sol é o vilão do câncer e do envelhecimento precoce. Nem pensar! Eu nunca vou considerar luz solar como remédio. Nem pensar!”

Os números que provam o contrário são altos e gritantes e, ao longo deste livro, serão divulgados.

(…) só recentemente começamos a entender quão importante é a vitamina D para a manutenção da saúde de cada um dos sistemas e células dessa máquina sofisticada que é o nosso corpo. A vitamina D pode ser tão vital para a saúde do coração e do cérebro quanto é para a saúde dos ossos. (…) pode prevenir ou ajudar no tratamento de um número infindável de patologias, desde a pressão alta até a dor lombar, do diabetes até a artrite, das infecções das vias respiratórias superiores até as doenças infecciosas, e da fibromialgia até o câncer. Além disso, a vitamina D parece melhorar a fertilidade, ajudar no controle do peso corporal e auxiliar a memória.

(…) Nos últimos cinco anos houve uma reviravolta no entendimento dos diversos benefícios para a saúde que resultam da exposição ao sol. Essa mudança forçou uma reavaliação do valor da exposição ao sol. Tenho orgulho de dizer que estive à frente dessas ações.

(…) No início do século 20, os cientistas determinaram que a radiação ultravioleta na luz do sol era o que estimulava a produção de vitamina D pelo corpo humano. (…) Com base nos achados de que a vitamina D gerada pela exposição ao sol melhorava a saúde óssea, as indústrias de leite e derivados da Europa e dos Estados Unidos começaram a enriquecer o leite com a vitamina D. Foi iniciada uma corrida maluca, e os fabricantes enriqueceram exaustivamente produtos alimentícios e bebidas com a vitamina D. Produtos como o pão branco de forma, a salsicha para cachorro-quente, refrigerantes e até mesmo a cerveja eram vendidos com promessa de suprimento de vitamina D. (…) Em 1903, o Dr.Niels Ryberg Finsen, fotobiólogo, ganhou o Prêmio Nobel de Medicina após demonstrar, eficazmente, que a exposição ao sol curava diversos tipos de doenças, incluindo o lupus vulgaris, ou tuberculose cutânea.

(…) Entretanto, nos últimos quarenta anos, a recomendação mudou radicalmente. Atualmente, se um pai ou uma mãe deixar o filho brincando em um parque ou praia, exposto ao sol e sem protetor solar, será fatalmente acusado de maus-tratos.

(…) Em julho de 2009, a Academia Americana de Dermatologia publicou uma “declaração revisada de posicionamento sobre a vitamina D, após uma revisão atualizada da gama crescente de literatura científica sobre essa vitamina e sobre a sua importância para a boa saúde.”  Muito embora extremamente tímida no apoio à exposição de luz solar, (…) a academia recomendou que seus membros permanecessem atentos à importância da vitamina D e que prestassem atenção aos pacientes com maior probabilidade de apresentar deficiência da vitamina. A academia declarou que os indivíduos com risco de desenvolver deficiência deveriam ser encorajados a aumentar a ingestão de vitamina D por meio da alimentação e dos suplementos – e não com a exposição à luz do sol. Fico feliz por ver que estamos progredindo, mesmo que a passos de tartaruga, (…).

(…) A enfermidade óssea e o raquitismo são, somente a ponta do iceberg chamado vitamina D. Um número cada vez maior de adultos desenvolve uma condição óssea relacionada à deficiência de vitamina D chamada osteomalacia, que também é conhecida como raquitismo adulto. Diferentemente da osteoporose, que é a doença dos ossos frágeis, indolor, e que acomete os adultos com idade mais avançada, a característica da osteomalacia é a dor vaga, mas frequentemente intensa, nos ossos e nos músculos. Por vezes, a doença é diagnosticada, equivocadamente, como fibromialgia, síndrome da fadiga crônica ou artrite.

Naturalmente, tendemos a pensar que a vitamina D é uma vitamina – uma substância que obtemos a partir dos alimentos, como a vitamina C ou a niacina, e que participa em reações biológicas que ajudam o corpo a funcionar perfeitamente. Mas, apesar do nome, a vitamina D não é, de fato, uma vitamina. E como já mencionado, não podemos depender unicamente da dieta para obtê-la. Entretanto, produzimos vitamina D na nossa pele. A vitamina D é uma classe em si própria. Os seus inúmeros efeitos no organismo ocorrem de modo similar à atuação dos hormônios, que agem influenciando as vias metabólicas, as funções celulares e a expressão de um número incontável de genes.

(…) As vitamina são obtidas por meio da dieta ou de suplementos, sendo vitais para o crescimento, para o desenvolvimento e para as reações metabólicas. Por outro lado, os hormônios são sintetizados pelo corpo a partir de precursores simples e se dirigem aos tecidos mais distantes, onde produzem um determinado efeito e provocam melhorias metabólicas múltiplas.

(…) Entretanto, antes de poder agir como hormônio, a vitamina D precisa passar por dois estágios de ativação – um no fígado e outro nos rins.

(…) A aplicação na pele de um protetor solar com um FPS de 8 permite a absorção de 90% da radiação UVB, diminuindo a capacidade de produção da vitamina D em, aproximadamente 90%. Do mesmo modo um FPS de 30 reduz a capacidade em 99%. (…)”

Retirado do livro: “Vitamina D”, 2012 – Editora Fundamento, de Michael F. Holick [Comprar o livro]

Como os refrigerantes impactam sua saúde

Estes são apenas alguns males causados pelo consumo de refrigerantes:

  • Dissolvem os esmalte dos dentes
  • Provocam asma
  • Doenças renais
  • Distúrbios reprodutivos
  • Osteoporose
  • Obesidade
  • Aumenta o risco de Diabetes
  • Doenças Cardiovasculares