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Medicamento de Referência, Genérico e Similar, você sabe as diferenças?

O mercado farmacêutico brasileiro conta, desde o dia 3 de fevereiro de 2000, com três categorias de medicamentos: os remédios de referência ou marca, os genéricos e os similares. Para que o consumidor distingua entre os três tipos de produto, o Ministério da Saúde, por ocasião da regulamentação da Lei dos Genéricos, instituiu um diferencial gráfico que pode ser facilmente identificado nas embalagens dos remédios genéricos.

Esses medicamentos trazem na embalagem, logo abaixo do nome do princípio ativo que identifica o produto, a frase “medicamento genérico – Lei 9.787/99”. 

Os remédios similares que até o dia 23 de janeiro de 2000 eram comercializados somente pelo nome do princípio ativo estão obrigados a partir daquela data a adotar uma marca comercial ou agregar à denominação do princípio ativo, o nome do laboratório fabricante. Exemplo: “XYZdipirona”. As embalagens dos similares não têm nem terão a frase “medicamento genérico – Lei 9.787/99”. Portanto, para diferenciar um genérico de um similar basta conferir na embalagem a presença da frase. Se não tiver, não é genérico.

A terceira categoria é a dos medicamentos de referência ou marca, remédios já estabelecidos e há bastante tempo no mercado. Ex: Aspirina. Esses produtos também estão mudando de embalagem. O nome do princípio ativo, que até o dia 23 de janeiro de 2000 tinha um tamanho correspondente a 20% do nome de marca, agora terá que ser aumentado para 50%. A modificação busca dar maior visibilidade ao nome do princípio ativo também nos medicamentos de marca. Assim como os similares, os remédios de marca não terão a frase “medicamento genérico – Lei 9.787/99”, que identifica só os genéricos.

Qual a importância de saber a diferença?

Medicamento de marca ou referência: É o produto inovador, cuja eficácia, segurança e qualidade foram comprovadas cientificamente por ocasião do registro. É geralmente o primeiro remédio que surgiu para curar determinada doença e sua marca é bem conhecida. Ex: Aspirina.

Medicamento genérico: É um remédio intercambiável com o produto de marca ou inovador. Isto é, pode ser trocado por este pois têm rigorosamente as mesmas características e efeitos sobre o organismo do paciente. A garantia é dada pelo Ministério da Saúde que exige testes de bioequivalência farmacêutica para aprovar os genéricos. Testes de bioequivalência servem para comprovar se dois produtos de idêntica forma farmacêutica, contendo idêntica composição, qualitativa e quantitativa, de princípio ativo, são absorvidos em igual quantidade e na mesma velocidade pelo organismo de quem os toma. Os genéricos podem ser trocados pelos medicamentos de marca quando o médico não se opuser à substituição.

Medicamento similar: Contém o mesmo princípio ativo, apresenta a mesma concentração, forma farmacêutica, via de administração, posologia e indicação terapêutica do medicamento de referência, mas não são bioequivalentes. Sendo assim, não podem substituir os remédios de marca na receita pois, apesar de terem qualidade assegurada pelo Ministério da Saúde, não passaram por análises capazes de atestar se seus efeitos no paciente são exatamente iguais aos dos medicamentos de referência nos quesitos quantidade absorvida e velocidade de absorção.

fonte: ANVISA

Na ordem de segurança e eficácia para uso:

1º Medicamento de Referência ou Marca (testado clinicamente)

2º Medicamento Genérico (testado clinicamente)

3º Medicamento Similar (NÃO TESTADO CLINICAMENTE)

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Você sabe o que é NNT ?

Abaixo a ditadura dos índices

Controlar a pressão, o colesterol e a glicemia continua
essencial para evitar doenças cardiovasculares. Mas esse
controle não precisa ser tão rígido para todo mundo. É possível
manter a saúde em equilíbrio sem cair na neurose


Anna Paula Buchalla

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Quadro: A escala do risco cardiovascular e como controlá-lo tranqüilamente
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Nos últimos cinco anos, para reduzir ao máximo os riscos de doenças cardiovasculares, prevaleceu na cardiologia a prescrição de baixar, baixar e baixar os parâmetros de pressão arterial, colesterol e glicemia. O paciente estava com a pressão um pouco acima de 12 por 8 e não conseguia reduzi-la com mudanças no estilo de vida? Era bom ele tomar remédio. O colesterol passou de 130? Melhor recorrer logo às estatinas. Os limites desceram tanto que se tornou impossível atingir o número ideal sem medicamentos – ou sem perder um pouco da alegria de viver. Essa rigidez extrema, no entanto, começou a ser questionada há algum tempo nos bastidores dos hospitais e consultórios. Aos poucos, vai aumentando o número de médicos que, em vez de impor índices estreitos para todo mundo, aceitam alargá-los de acordo com o perfil de cada paciente. Recentemente, dois estudos tiraram da sombra a discussão que se trava no meio médico, ao colocar em xeque a redução exagerada dos parâmetros de glicemia e colesterol. “O que se está provando é que, abaixo de determinados limites, se anulam os benefícios decorrentes dessa diminuição ou, pior, todo o esforço pode se transformar em risco para o coração”, diz o cardiologista Raul Dias dos Santos, do Instituto do Coração em São Paulo.

O primeiro estudo, conduzido pelos Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos, mostrou que reduzir demais os índices de glicose no sangue pode aumentar o risco de pacientes diabéticos tipo 2 sofrerem um infarto fatal – acidente que, em tese, deveria ser evitado pelo controle glicêmico agressivo. O perigo é tanto que o estudo foi interrompido dezoito meses antes da data prevista para a sua conclusão. “Não há mais dúvida de que, para os pacientes diabéticos, o que vale é manter a glicemia o mais próximo do normal, sem diminuições exageradas”, diz o endocrinologista Marcos Tambascia, da Sociedade Brasileira de Diabetes. O outro estudo, patrocinado por laboratórios, avaliou a redução dos níveis do colesterol ruim, o LDL, pelo uso de remédios que combinam uma estatina com outro redutor de colesterol, o ezetimibe. Em vez de agir no fígado impedindo a fabricação de colesterol metabólico, como fazem as estatinas, o ezetimibe atua no intestino, bloqueando a absorção de colesterol contido nos alimentos. As duas drogas combinadas baixaram em 58% os índices de LDL, o mau colesterol, dos pacientes do estudo. Impressionante? Sim. Mas, ao contrário do que se previa, essa queda abrupta do colesterol LDL não puxou para baixo o número de mortes por infarto e derrame. A poderosa combinação produziu os mesmos resultados da terapia tradicional à base apenas de estatinas.

Com tais resultados, fortalece-se a idéia de que a redução excessiva do LDL não tem um impacto tão grande quanto se imaginava na prevenção de mortes por distúrbios cardiovasculares. Mas você pode tirar o sorrisinho do rosto. As comidas (deliciosamente) gordurosas não estão liberadas, não. O colesterol continua a ser um inimigo do coração. A questão, hoje, é se vale a pena baixá-lo drasticamente, no caso de pacientes com risco moderado de sofrer ataques cardíacos. Mesmo em relação àqueles de alto risco, já há cardiologistas perguntando: quão baixo é baixo demais? De qualquer forma, está-se demonstrando simplista a hipótese de que, quanto menor o LDL, maior é o ganho para a saúde. Sua diminuição, por si só, não bastaria para evitar infartos. “Afirmar que a redução do LDL é suficiente para afastar perigos é como dizer que aspirina é boa para o coração porque diminui a dor de cabeça”, diz o americano Gary Taubes, autor do livro Good Calories, Bad Calories. Nessa linha de raciocínio, os benefícios obtidos com as estatinas se deveriam mais à redução das inflamações das artérias do que propriamente à baixa do LDL. Ninguém discute, porém, o fato de que o aumento dos índices de bom colesterol, o HDL, é uma poderosa medida cardioprotetora. Ocorre que as estatinas agem muito timidamente no aumento do HDL, e ainda não existe um remédio seguro capaz de elevar a concentração dessa gordura saudável no sangue. A única maneira garantida de aumentar significativamente o HDL circulante é justamente circular – ou seja, exercícios aeróbicos e com peso cinco vezes por semana.

Divulgação
Laboratório farmacêutico: os fabricantes de remédios são os grandes beneficiados com a rigidez dos controles, já que não dá para manter-se dentro dos limites estreitos sem o auxílio de estatinas, anti-hipertensivos, e por aí vai

Embora tenham sido demonizados, o colesterol e a glicose são imprescindíveis para o bom funcionamento do organismo. Quando se diminuem dramaticamente esses componentes, o resultado é um desequilíbrio perigoso. A glicose obtida pelo sistema digestivo a partir da metabolização dos carboidratos é o principal combustível das células. O colesterol, por sua vez, é um tipo de gordura de grande utilidade. Serve para sintetizar hormônios, produzir vitamina D e formar membranas celulares. Algumas pesquisas sugerem que níveis muito baixos de colesterol implicam um aumento no risco de aparecimento de tumores malignos. Uma delas foi publicada na revista médica Journal of the American College of Cardiology. A falta de colesterol também está associada com quadros de depressão e ansiedade, porque causa diminuição dos níveis de serotonina, substância cerebral associada à sensação de bem-estar.

Até mesmo baixar demais a pressão arterial pode ser ruim. “Ainda não há consenso sobre até que ponto é seguro reduzi-la”, diz o médico Décio Mion, chefe do departamento de hipertensão do Hospital das Clínicas, de São Paulo. A análise de gráficos mostra que, a partir de patamares abaixo de 12 por 8, ocorre uma curva em J. Ou seja, a incidência de mortalidade entre cardiopatas volta a aumentar. As mortes se dão principalmente nos grupos cuja pressão diastólica, a mais baixa, situa-se em índices inferiores a 6,5. A suposição é que, ao se reduzir a pressão diastólica, diminui-se também a pressão no bombeamento de sangue às coronárias, o que pode causar isquemia.

Atualmente, milhões de pessoas, ao redor do mundo, entopem-se de medicamentos para controlar a pressão, o colesterol e a glicemia. Só as estatinas são consumidas regularmente por mais de 25 milhões de pacientes, dos quais cerca de 500 000 estão no Brasil. Como se chegou a essa perseguição incansável de índices reduzidos de todos esses fatores? Tudo começou no fim da década de 70, quando pesquisadores decidiram investigar populações longevas, com pouca incidência de doenças cardíacas. O que, afinal de contas, chineses, esquimós, japoneses e pigmeus africanos tinham em comum? A resposta não demorou a vir: valores de colesterol, pressão e glicemia abaixo dos habitualmente encontrados entre os ocidentais. Nessas populações, a pressão média era menor do que 12 por 8, o colesterol total ficava em torno de 130 e a glicemia não passava de 100. Foi com base nesses dados que os médicos estabeleceram que o correto era investir na redução drástica dos parâmetros. Decorridos trinta anos de controle férreo, o que se sabe é que a maioria das vítimas fatais de infartos ou derrames apresentava taxas relativamente normais de colesterol. Esse é um argumento e tanto para os que defendem a revisão dos critérios vigentes.

Os cardiologistas também discutem se não se está exagerando na indicação de medicamentos. Nos Estados Unidos, onde se faz propaganda de remédio como de refrigerante, um comercial recente trazia o inventor do coração artificial, o cardiologista Robert Jarvik, à beira de um lago enquanto fazia o elogio do Lípitor, a estatina mais vendida nos cinco continentes. Segundo o comercial, com o remédio é possível reduzir em 36% os infartos em pacientes de alto risco para doenças cardiovasculares. Analisado com lupa, porém, esse número não quer dizer grande coisa. Os estudos que compararam a eficácia do Lípitor em relação a placebos mostram que a taxa de mortalidade por infarto no grupo dos que tomaram o medicamento foi de 2%, contra a de 3% entre os que receberam pílulas de farinha. Outra base estatística, esta utilizada pelos médicos para avaliar a efetividade de um remédio, o NNT (sigla em inglês para Number Needed to Treat), é ainda mais impressionante (veja quadro abaixo).

A polêmica sobre até que ponto vale a pena diminuir os índices de colesterol, glicemia e pressão arterial é mais uma prova de que a medicina é uma ciência de verdades transitórias. Todos esses componentes devem ser levados em conta, repita-se. Entretanto, como se vê agora, o melhor não é seguir baixando-os. Em se tratando de doenças cardiovasculares, os fatores de risco são múltiplos e entrelaçados. Um paciente nunca é igual ao outro, ainda que aparentemente tenham riscos cardiovasculares muito semelhantes. “O tratamento tem de ser individual. A rigidez das metas depende exclusivamente do histórico de cada paciente”, diz o cardiologista Otávio Rizzi Coelho, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Também na cardiologia, o rumo é o da individualização do tratamento. A boa notícia é que, para a maioria das pessoas, essa customização, para usar um termo em voga, representa um afrouxamento dos controles, uma diminuição da neurose em relação à leitura dos exames de check-up e um aumento do índice geral de satisfação e saúde.

Quando o diet engorda

Agora, até o refrigerante sem açúcar está na berlinda. O consumo de uma latinha da bebida por dia aumenta em 34% os riscos de ocorrência da síndrome metabólica – conjunto de fatores que predispõem às doenças cardiovasculares e ao diabetes. A conclusão é de um estudo feito por médicos da Universidade de Minnesota, nos Estados Unidos, e publicado recentemente na revista Circulation, da Associação Americana do Coração. O refrigerante diet (light ou zero, como preferir) seria, inclusive, mais pernicioso à saúde do que a gordura saturada. Para se ter uma idéia, com a ingestão diária de dois hambúrgueres ou de uma porção de batata frita, a probabilidade de manifestação da síndrome metabólica é de 26% e 25%, respectivamente. Os pesquisadores de Minnesota acompanharam os hábitos alimentares de 9 514 homens e mulheres entre 45 e 64 anos durante quase uma década. Ao final, quase metade dos participantes eram portadores da síndrome metabólica. A maioria apresentava acúmulo de tecido adiposo na região abdominal, um dos cinco fatores de risco da doença, ao lado de pressão alta, colesterol e triglicérides alterados e glicemia elevada.

Há pelo menos três hipóteses para explicar a influência negativa do refrigerante sem açúcar. A primeira delas diz respeito a substâncias presentes em sua composição. “Suspeita-se de que essas bebidas, como o cigarro, estimulem a inflamação das paredes das artérias, o que pode deflagrar infartos e derrames”, diz o médico Marcus Bolívar Malachias, diretor do departamento de hipertensão da Sociedade Brasileira de Cardiologia. A outra suposição é de ordem comportamental. Como a bebida é sem açúcar, muita gente acaba abusando de outros alimentos mais calóricos. A terceira hipótese sobre a relação entre refrigerante diet e síndrome metabólica foi fornecida por pesquisadores da Universidade de Purdue, também nos Estados Unidos, em artigo na revista científica Behavioral Neuroscience. Em experiências com ratos de laboratório, eles mostraram que a sacarina (adoçante artificial bastante comum na formulação dos refrigerantes diet) pode engordar mais do que o açúcar.

Durante cinco semanas, nove roedores receberam iogurte adoçado com sacarina e outros oito, iogurte e açúcar. Surpreendentemente, ao término dos estudos, os ratos do primeiro grupo estavam 20% mais gordos que os do segundo. A explicação é que, como os alimentos à base de adoçantes artificiais satisfazem menos que os adoçados com açúcar, os ratos do adoçante comeram maiores quantidades. Além disso, com a falta de ingestão de açúcar de verdade, o ritmo metabólico dos roedores baixou, favorecendo o acúmulo de tecido adiposo.

Adriana Dias Lopes

Fonte: http://veja.abril.com.br/200208/p_102.shtml

Resumo do Capítulo 3, livro “Nutrição Cerebral” de Helion Povoa

Segue abaixo um trecho retirado do livro: “Nutrição Cerebral“, capítulo 3 (O Ambiente e a Nutrição):

NUTRICAO CEREBRAL“(…) Hoje, na maioria dos países, as faculdades de medicina, de uma forma geral, não abordam profundamente o conhecimento sobre vitaminas, minerais e nutrientes em geral. São raríssimas – se é que ainda existem – aquelas que ensinam sobre os alimentos e suas possibilidades terapêuticas. É claro que isso contribui para que os médicos saiam das faculdades completamente inaptos a praticar a prevenção natural da saúde, baseada no que comemos. (…)

Hoje vivemos em uma época de verdadeira obsessão por medicamentos, como resultado do abandono das práticas preventivas para cuidar da saúde. Há pacientes que saem dos consultórios médicos indignados porque não lhes foi entregue uma longa lista de remédios. (…)

A verdade é que existe um condicionamento automático, inconsciente e involuntário global que zela pelo status quo e impede que vejamos a absurda situação que nos rodeia com a clareza necessária para modificá-la. (…)

Sobre os distúrbios mentais mais graves, que atingem um número cada vez maior de pessoas, grande parte deles também acontece a partir de uma sobrecarga de radicais livres. (…)

Há uma questão anterior aos genes, e talvez mais importante, que é a dificuldade das células em executar seus processos por falta de nutrientes. Infelizmente, a toxicologia e a nutrição ainda não se desenvolveram tanto quanto a genética, e essa pode ser uma das causas pelas quais ainda convivemos com tantas doenças.(…)

a informação é um nutriente. A informação é um fator tão importante para o cérebro que, na fase final da vida, é o mais decisivo de todos. Quem conserva o saudável hábito da leitura e procura constantemente aprender e se informar tem menos risco de apresentar alguma forma de demência senil. (…)

A falta de informação, especialmente a científica, faz com que muitas pessoas vivam imersas em uma espécie de mundo mágico, apoiadas em mapas falsos de realidade, gastando tempo e energia e aumentando o risco de sofrimento. Ter informação é aumentar a consciência e, por isso, é importante deselitizar o conhecimento científico e democratizá-lo, para que todos possam estabelecer os critérios de suas próprias vidas a partir de suas necessidades reais.”

Retirado do livro: “Nutrição Cerebral”, 2005 – Editora Objetiva, de Helion Póvoa [Comprar o livro]

Resumo Cap 3, Livro: “O que o seu Médico não sabe sobre Medicina Nutricional pode estar Matando Você”

Segue abaixo um trecho retirado do livro: “O que o seu Médico não sabe sobre Medicina Nutricional pode estar Matando Você”, capítulo TRÊS:

O QUE SEU MEDICO NAO SABE SOBRE MEDICINA“Recoste-se, feche os olhos por um momento e concentre-se em sua respiração. Relaxe os ombros e aspire tão profundamente quanto possível, liberando em seguida, lentamente, o ar de seus pulmões. (…)

Acabamos de imaginar juntos o lado “límpido” do oxigênio e da vida que ele traz (como o calor do fogo), mas não podemos negar o resto da história. Essa é a parte sobre a qual muitos de nós nunca ouviram falar: os danos que radicais livres desordenados causam, conhecidos também como estresse oxidativo.

Esse estresse oxidativo é a causa subjacente de quase todas as doenças degenerativas crônicas. Embora isso tudo ocorra internamente, é muito mais fácil observar o estresse oxidativo que se dá na superfície externa do corpo, a pele. Você já viu um retrato de família que reunisse várias gerações? Se olhar de perto a pele dos fotografados, verá a significativa diferença entre a pele do membro mais jovem e a do membro mais velho da família. O efeito que você vê se deve ao estresse oxidativo da pele. A mesma decadência ocorre no interior de nossos corpos. (…)

Se esses radicais livres não forem neutralizados por um antioxidante, poderão criar outros radicais livres ainda mais voláteis ou causar danos à membrana celular, à parede dos vasos sanguineos, às proteínas, às gorduras ou mesmo ao núcleo de DNA das células. A literatura científica e médica chama esses danos de estresse oxidativo. (…)

Um antioxidante é qualquer substância que possa liberar um elétron para um radical livre e compensar o elétron desemparelhado, o que neutraliza esse radical livre. Mesmo nosso corpo tem a capacidade de criar antioxidantes próprios. Na verdade, o corpo gera três grandes sistemas defensivos antioxidantes: o superóxido dismutase, a catalase e a glutationa peroxidase. Não é importante que você memorize esse nomes, mas é importante que perceba que possuímos um sistema natural de defesa antioxidante.

Nosso corpo, contudo, não produz todos os antioxidantes de que necessitamos. O restante deve provir da alimentação ou, como você verá, dos suplementos nutricionais. Desde que antioxidantes disponíveis em quantidades compatíveis com o número de radicais livres produzidos, nenhum dano é infligido a nosso corpo. (…)

É importante compreender que os antioxidantes funcionam em sinergia uns com os outros para desarmar radicais livres em áreas distintas do corpo. (…) Alguns chegam a ter a capacidade de regenerar outros antioxidantes, podendo neutralizar um número maior de radicais livres. (…)

Quanto mais antioxidantes, melhor! Nossa meta é ter antioxidantes em número mais do que suficiente para neutralizar os radicais livres que produzimos. (…)

Eles precisam de quantidades suficientes de minerais antioxidantes como cobre, zinco, o manganês e o selênio, que ajudam em suas reações químicas e lhes permitem realizar seu trabalho com eficiência. Se não houver minerais suficientes disponíveis, o estresse oxidativo poderá ocorrer. (…)

O QUE GERA RADICAIS LIVRES

Exercícios Excessivos

Quando nos exercitamos suavemente ou com moderação, o número de radicais livres que você e eu produzimos eleva-se somente um pouco. Em contraste, quando nos exercitamos demais, a quantidade de radicais livres que produzimos vai às alturas, aumentando exponencialmente. (…)

“A Revolução Antioxidante” (Dr.Kenneth Cooper), encerra-se alertando seus leitores de que exercícios excessivos podem, na verdade, ser nocivos à saúde, especialmente se os praticamos por anos a fio. O Dr.Cooper recomenda a todos um programa moderado de exercícios, mas também sugere que todos tomem antioxidantes na forma de suplementação. Somente atletas sérios devem fazer exercícios desgastantes, e precisam equilibrá-los com quantidades significativas de suplementos antioxidantes.

Estresse Excessivo

O estresse emocional severo, contudo, faz com que o número de radicais livres suba significativamente, provocando o estresse oxidativo. Já notou que você costuma adoecer quando se encontra sobre grande pressão? (…)

Quando você compreender a gravidade do estresse oxidativo, começará a entender os perigosos efeitos que tem o estresse emocional prolongado em sua saúde, e poderá começar a combatê-lo.

Poluição do Ar

O ambiente tem uma influência tremenda na quantidade de radicais livres que nosso corpo produz. A poluição do ar é uma das principais causas do estresse oxidativo em nossos pulmões e em nosso corpo. (…)

Os efeitos da poluição do ar sobre a saúde tem suscitado considerável preocupação. A poluição do ar contém ozônio, dióxido de nitrogênio, dióxido de enxofre e diversas moléculas hidrocarbonadas, todas as quais geram uma quantidade significativa de radicais livres. (…)

Tabagismo

Pode-se pressumir que os nevoeiros de poluição e as substâncias químicas sejam a maior ameaça cotidiana a nossa saúde. Mas você acreditaria que a maior causa do estresse oxidativo em nossos corpos é a fumaça de cigarros e charutos? É verdade. (…)

Todos sabemos das consequências do fumo para a saúde, mas é fascinante saber que o problema básico é a quantidade de estresse oxidativo que o fumo produz em nosso corpo. (…)

Nenhum outro hábito ou vício afeta mais dramaticamente nossa saúde geral do que o fumo. (…)

Acredito que o custo absurdo e de longo alcance imposto a nossa saúde pelo tabagismo seja muito superior ao que podemos estimar. (…)

Poluição da Comida e da Água

(…) Desde a Segunda Guerra Mundial, mais de 60mil novas substâncias químicas foram introduzidas em nosso meio ambiente. Não menos que mil substâncias novas chegam ao meio ambiente todos os anos. Herbicidas, pesticidas e fungicidas são usados na produção de maior parte de nossos alimentos. A pesquisa médica demonstrou que todas essas substâncias químicas geram aumento do estresse oxidativo ao serem consumidas. Algumas são mais perigosas do que outras, mas todas apresentam riscos potenciais à saúde. Essas substâncias permitiram que nossa mercado de alimentos produzisse o mais abundante suprimento de comida jamais visto. Mas qual o custo disso para nossa saúde?

Luz Ultravioleta

(…) Diversos estudos demonstraram que a luz ultravioleta produz um aumento dos radicais livres na pele das pessoas. Já está comprovado que esses, por sua vez, têm a capacidade de danificar o DNA das células da pele, o que provoca o câncer de pele. Esses estudos proporcionam a melhor evidência direta de que o estresse oxidativo leva ao desenvolvimento de câncer. (…)

Finalmente estamos vendo no mercado protetores solares que oferecem abrigo contra raios tanto UVA como UVB. Evidentemente, é esse o tipo de protetor que você deve comprar para se proteger, e a seus filhos, tanto de queimaduras do sol como do câncer de pele. (…)

Medicamentos e Radiação

Todo medicamento que prescrevo causa um aumento de estresse oxidativo no corpo. Drogas quimioterapêuticas e radioterapias funcionam sobretudo causando danos por estresse oxidativo às células cancerosas, o que as mata. É essa a principal razão por que os pacientes acham esses tratamentos tão difíceis de tolerar. O aumento do estresse oxidativo também causa danos colaterais às células normais. (…)

Embora todas as drogas tenham sido testadas para comprovar-se que oferecem algum benefício, todas contém um risco inerente. Reações adversas e graves às drogas são a quarta causa de morte nos Estados Unidos. É verdade: medicamentos devidamente receitados e administrados são responsáveis por mais de 100 mil mortes e 2 milhões de internações todos os anos nos Estados Unidos. Grande parte do risco inerente aos medicamentos se deve ao estresse oxidativo que eles podem causar.”

Retirado do livro: O que o seu Médico não sabe sobre Medicina Nutricional pode estar Matando Você”, 2004 – Editora M.Books, de Ray D. Strand, M.D. [Comprar o livro]