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Resumo capítulo 1 – Apresentação – do livro “O Cérebro Desconhecido” de Helion Povoa

Segue abaixo um trecho retirado do livro: “O Cérebro Desconhecido“, capítulo 1 (Apresentação):

O CÉREBRO DESCONHECIDO

Apresentação

“O intestino repousou durante muitos anos no esquecimento. Esquecido pelas pessoas, que dele só se lembravam quando comiam algo que não lhes fazia bem, e pela ciência, que sempre considerou os trâmites intestinais como um departamento secundário dentro da medicina. Até bem pouco tempo, era suficiente para os cientistas conhecer sobre este órgão apenas sua função básica de absorção, em que os nutrientes dos alimentos são enviados para o organismo, depois de devidamente digeridos. (…)

(…) Depois de reconhecido como órgão inteligente por sua capacidade de selecionar entre o que comemos o que nós é ou não útil, o intestino foi recentemente proclamado o segundo cérebro por ser o único órgão do corpo humano capaz de executar funções independentemente do sistema nervoso central. Agora, está cada vez mais evidente que o sistema gastrintestinal está no âmago dos processos que garantem a vida saudável. (…)

(…) Fenômenos como o aumento assustador dos casos de alergias, diabetes e dos males que mais matam no mundo – o câncer e as doenças coronarianas – também podem ser explicados como perturbações na dinâmicas das enzimas, hormônios e neurotransmissores que atuam no sistema gastrintestinal. (…)

(…) Acredito que toda a comunidade médica precisa conhecer o que vem sendo descoberto a respeito do sistema gastrintestinal, pois em qualquer área de atuação dentro da medicina esse conhecimento será de grande valor. E para aqueles que não são médicos, mas se interessam pelas questões de saúde, a leitura deste livro também será muito válida e por essa razão ele foi escrito numa linguagem compreensível a todos.

Como em meu primeiro livro para leigos, A Chave da Longevidade, quero aqui proporcionar às pessoas mais ferramentas para lidar com a própria saúde, conhecendo um pouco os fantásticos mecanismos que garantem a nossa vida.”

Retirado do livro: “O Cérebro Desconhecido”, 2002 – Editora Objetiva, de Helion Póvoa [Comprar o livro]

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Resumo cap 13, livro “Nutrição Cerebral” de Helion Povoa

Segue abaixo um trecho retirado do livro: “Nutrição Cerebral“, capítulo 13 (A Abordagem Ortossistêmica):

NUTRICAO CEREBRAL

“O advento dos Smart Nutrients vem determinando mudanças importantes na forma de tratar a saúde mental. (…) Não há sucesso no tratamento de questões isoladas, pois é preciso considerar todos os aspectos biológicos, sociais e psicológicos que podem determinar a saúde ou a doença. (…)

O que se constata é que aqueles que buscam a solução apenas para a obesidade não conseguem tratar sequer deste distúrbio, e por isso sofrem com o chamado efeito ioiô. Tudo é sistêmico no universo, e no que se refere à fome compulsiva, há muito mais o que considerar nesses casos. (…)

O modelo ortossistêmico representa uma forma mais abrangente de tratar quem sofre porque coloca sua individualidade acima do seu distúrbio, abrindo mão das estratégias puramente medicamentosas que não consideram as diferentes dimensões do sofrimento. (…)

O Papel Fundamental do Estresse

Dentro da abordagem ortossistêmica, é muito importante distinguir o tipo de estresse desencadeante de um distúrbio da mente. (…)

Um bom exemplo são as crises nos relacionamentos afetivos. Se considerarmos que melhorar a relacionamento de um casal nada mais é do que melhorar a sua comunicação, a solução dos conflitos se torna mais simples quando se administra a transparência que existe sobre o jogo das necessidades e recursos de duas pessoas e suas correlações dentro da união. (…)

O casamento é um exemplo interessantíssimo da dinâmica que surge a partir da interação entre diferentes necessidades e recursos, e está claro que quanto mais emocionalmente inteligentes, ou seja, quanto mais bem nutridos do ponto de vista cerebral, mais os parceiros estarão preparados para evoluir e chegar juntos à felicidade. (…)

Seja nas relações pessoais, no trabalho ou em qualquer outra área de interação humana, será cada vez mais importante a abordagem ortossistêmica dos indivíduos, assim como o conhecimento sobre os smart nutrients, que recuperam o potencial do cérebro e impedem o bloqueio da inteligência emocional. (…)

Os Exames Essenciais

(…) Em função dos interesses da indústria farmacêutica, o mineralograma vem sendo esporadicamente contestado através de notícias que proclamam sua inutilidade, que vez por outra são divulgadas nos meios de comunicação. (…)

Existem diversos casos em que um mineralograma faz a diferença. Um bem simples é a acidez estomacal, mal que atinge um número imenso de pessoas, a maioria após os 50 anos de idade. O problema na verdade acontece porque a carência de alguns minerais diminui no estômago a produção de ácido clorídrico, para digerir os alimentos e matar os germes oportunistas. Sem a barreira da acidez, muitos deles, principalmente o Helycobacter pilori, proliferam na região estomacal.

O que acontece normalmente é as pessoas começam logo a tomar antiácidos quando sentem acidez estomacal, o que não resolve, já que essa forma de úlcera é um efeito da falta de ácido clorídrico, não do excesso. (…)

Um outro problema que devemos citar é o fato de muitos antiácidos conterem em suas fórmulas o alumínio, mineral que pode causar sérios prejuízos à saúde. (…) Quanto ao antibiótico, este acaba por destruir a flora útil do intestino, aumentando a chance para os germes oportunistas.

Para utilizarmos um exemplo dentro do tema central deste livro, que é a saúde mental, a mesma falta de minerais pode fazer proliferar no intestino um germe chamado Clostridium difficile, que secreta uma toxina capaz de inibir a síntese de serotonina no cérebro. A estratégia do germe é provocar em seu hospedeiro a necessidade de comer carboidratos simples, de rápida absorção, que são seu principal alimento. (…)

O Clostridium difficile também inibe a absorção de vitaminas lipossolúveis (A, D, E e K) e aumenta a proliferação da Candida albicans, que é um fungo envolvido na depressão. Na verdade, a falta de minerais pode provocar distúrbios mentais por várias vias… (…)

Um exemplo claro disso é que nos casos de Alzheimer é freqüente surgir, vinte anos antes, um déficit de betacaroteno e de vitamina C. (…)

É claro que o tempo de assimilação de novos conceitos na medicina é muito longo e hoje, em função dos interesses da indústria de medicamentos, há um grande trabalho de manipulação da opinião pública para negar a utilidade das estratégias mais naturais de cuidar da saúde, que não determinam formas de dependência. (…)

No que diz respeito aos suplementos vitamínicos, que também são smart nutrients, as quantidades terapêuticas constituem uma polêmica eterna. É inquestionável a afirmação de que uma alimentação rica e saudável previne doenças, mas é ingênuo pensar que alguns distúrbios mentais podem ser solucionados apenas com uma excelente dieta, embora seja fundamental para a desintoxicação do organismo e restabelecimento do sistema.

Quando chegam ao estresse oxidativo, as pessoas já atingiram um grau de carência nutricional que apenas poderá ser corrigido com doses concentradas de nutrientes que recuperarão a funcionalidade do cérebro. (…)

O que acontece é que, quando buscam o tratamento, alguns pacientes já estão com as “bolas de neve” da desnutrição cerebral muito grandes. E se começam a tomar remédios, sem corrigir primeiro a desnutrição, as bolas de neve tendem a ficar maiores e mais complexas. O paciente perde o que se chama de janela de oportunidade terapêutica preventiva e heurística. Joga fora a oportunidade de retomar sua evolução. (…)

Esta é uma prova irrefutável de que o uso dos medicamentos sintéticos abafa os sintomas, mas não corrige as causas que formam uma espécie de espiral de desnutrição da célula, do cérebro e, pelos seus metacircuitos, fazem com que o indivíduo se transforme em um agente da destruição social.

Cérebro-intestino: uma conexão vital

Seja por meio de uma alimentação equilibrada, seja por meio de suplementos, nenhum nutriente chega ao cérebro antes de ser processado pelo sistema digestivo. (…)

Para que um nutriente chegue ao ambiente cerebral e lá exerça suas funções, é muito importante que o sistema gastrintestinal esteja em boas condições. E para que o equilíbrio deste aconteça, uma nutrição adequada é o ponto-chave. (…)

Essa é uma das razões pelas quais o intestino tem passado por uma grande revisão científica nos últimos anos, sendo hoje considerado um órgão de estreita ligação com o cérebro.

Com cerca de 100 milhões de neurônios, o intestino auxilia o cérebro a sintetizar substâncias importantes. (…) Sabe-se hoje que cerca de 90% da serotonina que temos em nosso organismo são produzidos não no cérebro, mas no intestino.

O intestino é responsável por 80% da capacidade imune do organismo e é também um grande produtor de neurotrofinas (…).

É muito importante preservar a capacidade de absorção do intestino, o que significa manter íntegras suas vilosidades. (…) Além da alimentação deficiente e intoxicante como a atual, o uso prolongado de antibióticos, anticoncepcionais, antiinflamatórios e corticóides pode comprometer a integridade das vilosidades intestinais, fazendo com que o órgão perca sua capacidade natural de selecionar o que pode ser absorvido ou não pelo organismo. (…)

Com suas paredes mais permeáveis, o intestino permitirá a passagem para corrente sanguínea de substâncias indesejáveis, como as perigosas toxinas secretadas pela parcela nociva de microorganismos que habitam o intestino – são cerca de 50 trilhões delas. Muitas dessas toxinas desenvolvem processos depressivos no organismo, para criar a necessidade da ingestão de açúcares, como é o caso da Candida albicans e do Clostridium defficile.

Outro grande problema do aumento da permeabilidade intestinal é que o organismo passa a absorver proteínas ainda não devidamente digeridas, dando origens às alergias e intolerâncias alimentares. (…)

A verdade é que muitas pessoas que hoje sofrem com a depressão e outros distúrbios mentais com certeza poderiam obter grande melhora se investigassem a integridade de seu sistema gastrintestinal. A infelicidade pode começar por esse ponto.”

Retirado do livro: “Nutrição Cerebral”, 2005 – Editora Objetiva, de Helion Póvoa [Comprar o livro]