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Resumo Capítulo 1 (parte 1/2), livro “Vitamina D” do Dr.Michael Holick

Segue abaixo um trecho retirado do livro: “Vitamina D – Como um tratamento tão simples pode reverter doenças tão importantes“, Capítulo 1 (parte 1/2):

VITAMINA D

Capítulo 1 – O que é a Vitamina D?

”(…) O sol é tão vital para a nossa saúde e bem-estar quanto os alimentos, o abrigo, a água e o oxigênio. (…) Qual o papel da vitamina D no envelhecimento e na doença?

Muito maior do que podemos imaginar.

Quando afirmo que a deficiência de vitamina D é o desafio mais comum para a saúde em todo o mundo, a resposta que ouço nos países mais ricos e desenvolvidos é quase sempre a mesma: “Bem, isso não pode acontecer comigo ou com qualquer outro no meu país. Nós temos o melhor sistema de saúde.” Quando lembro às pessoas que o melhor modo de assegurar níveis saudáveis de vitamina D é com a exposição moderada ao sol, de duas a três vezes por semana, a resposta sempre contém uma ameaça velada, que é mais ou menos assim: “Você só pode estar brincando! O sol é o vilão do câncer e do envelhecimento precoce. Nem pensar! Eu nunca vou considerar luz solar como remédio. Nem pensar!”

Os números que provam o contrário são altos e gritantes e, ao longo deste livro, serão divulgados.

(…) só recentemente começamos a entender quão importante é a vitamina D para a manutenção da saúde de cada um dos sistemas e células dessa máquina sofisticada que é o nosso corpo. A vitamina D pode ser tão vital para a saúde do coração e do cérebro quanto é para a saúde dos ossos. (…) pode prevenir ou ajudar no tratamento de um número infindável de patologias, desde a pressão alta até a dor lombar, do diabetes até a artrite, das infecções das vias respiratórias superiores até as doenças infecciosas, e da fibromialgia até o câncer. Além disso, a vitamina D parece melhorar a fertilidade, ajudar no controle do peso corporal e auxiliar a memória.

(…) Nos últimos cinco anos houve uma reviravolta no entendimento dos diversos benefícios para a saúde que resultam da exposição ao sol. Essa mudança forçou uma reavaliação do valor da exposição ao sol. Tenho orgulho de dizer que estive à frente dessas ações.

(…) No início do século 20, os cientistas determinaram que a radiação ultravioleta na luz do sol era o que estimulava a produção de vitamina D pelo corpo humano. (…) Com base nos achados de que a vitamina D gerada pela exposição ao sol melhorava a saúde óssea, as indústrias de leite e derivados da Europa e dos Estados Unidos começaram a enriquecer o leite com a vitamina D. Foi iniciada uma corrida maluca, e os fabricantes enriqueceram exaustivamente produtos alimentícios e bebidas com a vitamina D. Produtos como o pão branco de forma, a salsicha para cachorro-quente, refrigerantes e até mesmo a cerveja eram vendidos com promessa de suprimento de vitamina D. (…) Em 1903, o Dr.Niels Ryberg Finsen, fotobiólogo, ganhou o Prêmio Nobel de Medicina após demonstrar, eficazmente, que a exposição ao sol curava diversos tipos de doenças, incluindo o lupus vulgaris, ou tuberculose cutânea.

(…) Entretanto, nos últimos quarenta anos, a recomendação mudou radicalmente. Atualmente, se um pai ou uma mãe deixar o filho brincando em um parque ou praia, exposto ao sol e sem protetor solar, será fatalmente acusado de maus-tratos.

(…) Em julho de 2009, a Academia Americana de Dermatologia publicou uma “declaração revisada de posicionamento sobre a vitamina D, após uma revisão atualizada da gama crescente de literatura científica sobre essa vitamina e sobre a sua importância para a boa saúde.”  Muito embora extremamente tímida no apoio à exposição de luz solar, (…) a academia recomendou que seus membros permanecessem atentos à importância da vitamina D e que prestassem atenção aos pacientes com maior probabilidade de apresentar deficiência da vitamina. A academia declarou que os indivíduos com risco de desenvolver deficiência deveriam ser encorajados a aumentar a ingestão de vitamina D por meio da alimentação e dos suplementos – e não com a exposição à luz do sol. Fico feliz por ver que estamos progredindo, mesmo que a passos de tartaruga, (…).

(…) A enfermidade óssea e o raquitismo são, somente a ponta do iceberg chamado vitamina D. Um número cada vez maior de adultos desenvolve uma condição óssea relacionada à deficiência de vitamina D chamada osteomalacia, que também é conhecida como raquitismo adulto. Diferentemente da osteoporose, que é a doença dos ossos frágeis, indolor, e que acomete os adultos com idade mais avançada, a característica da osteomalacia é a dor vaga, mas frequentemente intensa, nos ossos e nos músculos. Por vezes, a doença é diagnosticada, equivocadamente, como fibromialgia, síndrome da fadiga crônica ou artrite.

Naturalmente, tendemos a pensar que a vitamina D é uma vitamina – uma substância que obtemos a partir dos alimentos, como a vitamina C ou a niacina, e que participa em reações biológicas que ajudam o corpo a funcionar perfeitamente. Mas, apesar do nome, a vitamina D não é, de fato, uma vitamina. E como já mencionado, não podemos depender unicamente da dieta para obtê-la. Entretanto, produzimos vitamina D na nossa pele. A vitamina D é uma classe em si própria. Os seus inúmeros efeitos no organismo ocorrem de modo similar à atuação dos hormônios, que agem influenciando as vias metabólicas, as funções celulares e a expressão de um número incontável de genes.

(…) As vitamina são obtidas por meio da dieta ou de suplementos, sendo vitais para o crescimento, para o desenvolvimento e para as reações metabólicas. Por outro lado, os hormônios são sintetizados pelo corpo a partir de precursores simples e se dirigem aos tecidos mais distantes, onde produzem um determinado efeito e provocam melhorias metabólicas múltiplas.

(…) Entretanto, antes de poder agir como hormônio, a vitamina D precisa passar por dois estágios de ativação – um no fígado e outro nos rins.

(…) A aplicação na pele de um protetor solar com um FPS de 8 permite a absorção de 90% da radiação UVB, diminuindo a capacidade de produção da vitamina D em, aproximadamente 90%. Do mesmo modo um FPS de 30 reduz a capacidade em 99%. (…)”

Retirado do livro: “Vitamina D”, 2012 – Editora Fundamento, de Michael F. Holick [Comprar o livro]

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Resumo cap 1, livro: “O que o seu Médico não sabe sobre Medicina Nutricional pode estar Matando Você”

Segue abaixo um trecho retirado do livro: “O que o seu Médico não sabe sobre Medicina Nutricional pode estar Matando Você”, capítulo UM:

O QUE SEU MEDICO NAO SABE SOBRE MEDICINA“Eu já não sabia quanto de frustação ainda seria capaz de tolerar com a saúde declinante de minha esposa. E eu não era apenas mais um marido preocupado: era um médico. (…)

Finalmente, após testes e avaliações, os médicos disgnosticaram o problema de Liz como sendo Fibromialgia. Esta condição médica envolve diversos sintomas – os piores sendo a dor crônica e a fadiga. (…)

Como a fibromialgia não tem cura, tudo o que pude fazer para minimizar os sintomas de Liz foi carregá-la de medicamentos. Eu a fiz tomar amitriptilina à noite para dormir, antiinflamatórios para dor, relaxantes musculares, inaladores para asma e febre do feno, seldane para alergias e até mesmo injeções antialérgicas semanais. Apesar de meus esforços e de toda essa medicação, sua saúde piorava ano após ano. (…)

Quando perguntei quanto tempo levaria para que ela se recuperasse, a resposta foi que de seis a nove meses – ou talvez nunca.

Mais ou menos por essa época, uma amiga da família comentou com Liz que seu marido também tivera pneumonia e sofrera com uma grande fadiga durante a convalescência. Ele tomou certos suplementos nutricionais, e estes o ajudaram a recuperar as forças. Liz e sua amiga sabiam de minha atitude negativa com relação a suplementos nutricionais, então Liz tinha ciência de que precisaria de minha aprovação antes de experimentá-los. Quando me abordou, até eu fiquei surpreso com minha resposta: “Querida, pode tentar o que quiser. Nós, médicos, não estamos lhe fazendo nenhum bem.”

Para ser sincero, eu não sabia quase nada sobre nutrição ou suplementação nutricional. Na faculdade de medicina não tinha recebido quase nenhuma instrução sobre o assunto. E não estava sozinho. Apenas 6% dos médicos formando-se atualmente nos Estados Unidos têm algum treinamento em nutrição. (…)

Em função do respeito que têm pelos médicos, as pessoas presumem que somos especialistas em todos os problemas relacionados à saúde, incluindo nutrição e vitaminas. Antes de minha experiência de conversão a medicina nutricional, meus pacientes perguntavam-me com frequência se eu achava que tomar vitaminas trazia algum benefício à saúde. Eles levavam seus frascos de suplementos ao consultório e me faziam examiná-los. Eu franzia o cenho e, com minha expressão profissional mais astuta, examinava cuidadosamente os rótulos. Devolvendo os frascos, respondia que aquela droga não servia para nada.

Meus motivos eram bons: eu não queria que as pessoas desperdiçassem seu dinheiro. Eu acreditava realmente que aqueles pacientes não precisavam de suplementos e podiam obter todas as vitaminas que precisavam com uma boa dieta. Afinal de contas, é isso o que aprendi na faculdade de medicina. Eu podia até citar algumas pesquisas que apontavam o perigo potencial de certos suplementos. O que não dizia a meus pacientes é que eu não tinha passado um minuto sequer avaliando as centenas de estudos científicos que provavam o valor da suplementação para a saúde.

Mas o que fazer com minha esposa doente? Eu podia bancar o mágico profissional no consultório, mas, em casa, era apenas outro marido desamparado, vendo a esposa fenecer. Eu realmente não tinha escolha, e por isso disse à Liz: “Vá em frente, experimente as vitaminas. O que você tem a perder?”.

No dia seguintes, sua amiga nos trouxe um série de suplementos vitamínicos – carregados em antioxidantes: nutrientes como vitamina E, vitamina C e betacaroteno, que protegiam o corpo contra os efeitos nocivos da oxidação. Liz os engoliu com avidez, e emborcou ainda dois copos de líquidos para a saúde. Para meu espanto, em três dias ela se sentia visivelmente melhor. Fique feliz por ela, mas confudo. Conforme os dias seguintes transcorriam, Liz ganhava mais força e energia, e até mesmo ficava em pé à noitinha. Depois de três semanas ingerindo pílulas e tomando aquelas bebidas de aparência exótica, ela se sentia tão bem que parou com os esteróides e os tratamentos com nebulizador.

Três meses se passaram, todos trazendo melhoras graduais, e Liz não sofreu nenhuma recaída. Ela estava mais forte do que jamais se sentira em anos, e exalava uma renovada perspectiva para a vida. (…)

O que havia ocorrido? Eu estava aturdido. Se não tivesse sido testemunha ocular desta transformação, nunca acreditaria nela. Seria possível que algumas “vitaminas esquisitas” tivessem restaurado a saúde de minha esposa quando todos os medicamentos e toda a perícia médica eram incapazes de ajudar? (…)

Vasculhando uma livraria uma semana depois, vi um livro do Dr.Kenneth Cooper chamado “A Revolução Antioxidante”, 1994. O Dr.Cooper explica um processo chamado “estresse oxidativo”, que segundo ele, é a causa subjacente de doenças degenerativas crônicas – essencialmente um “quem é quem” dos problemas de saúde que flagelam hoje a humanidade. Devorei o livro. (…)

Pesquisas científicas demonstraram, para além de quaisquer dúvidas, que o estresse oxidativo, ou dano celular por radicais livres, é a causa primária de mais de setenta doenças degenerativas crônicas. O mesmo processo que faz o ferro enferrujar ou uma maça cortada ficar marrom é o iniciador subjacente de doenças como a arterial coronariana, o câncer, a apoplexia, a artrite, a esclerose múltipla, o mal Alzheimer e a degeneração macular. (…)

Saber quão livremente o estresse oxidativo prejudica o organismo foi algo que mudou minha perspectiva com relação às doenças degenerativas crônicas. Por exemplo, como o estresse oxidativo pode causar danos até mesmo ao núcleo de DNA das células, ele pode ser o verdadeiro vilão do câncer. (…)

(…) o Dr.Cooper descobriu que alguns atletas que treinavam intensamente acabaram enfrentando sérias moléstias crônicas. Todos mostravam sinais de estresse oxidativo… (…)

Somente no ano passado examinei mais de 1.300 estudos médicos editados por especialistas versando sobre suplementos nutricionais e o modo como estes afetam as doenças degenerativas crônicas. Esses estudos eram ensaios clínicos do tipo duplo-cego, controlados com placebo, o tipo que os médicos adoram. A suprema maioria destes estudos aponta uma melhora significativa de saúde entre pacientes que tomavam nutrientes em níveis otimizados, os quais são significativamente mais altos que o nível dos valores diários de referência.

Quando você conhece o tremendo dano que o estresse oxidativo inflige ao corpo humano durante a vida cotidiana normal, percebe o quão importante é otimizar seu próprio sistema de defesa natural. Sua saúde e sua vida dependem disso. (…)

Concluí, após muito estudo, que usar a suplementação nutricional em pacientes não é uma medicina alternativa, mas uma medicina complementar. Na verdade, isso pode representar o que há de melhor na corrente central da medicina, pois é um verdadeiro método preventivo. Tomar suplementos nutricionais não é erradicar doenças: é promover uma saúde vibrante.

Depois de avaliar os estudos médicos, já não tenho absolutamente dúvida de que aqueles dentre meus meus pacientes que tomam suplementos nutricionais de alta qualidade têm ganhos de saúde superiores aos dos que não tomam. Embora o paciente possa ter um problema de saúde específico, quando recomendo os suplementos não estou tratando necessariamente daquele problema em particular. Estou simplesmente cuidando para que o presente forneça a seu corpo nutrientes nos níveis otimizados – os quais, conforme demonstram estudos baseados em pesquisas médicas , proporcionam benefícios à saúde. Chamei essa abordagem à saúde de nutrição celular, algo que permite ao corpo realizar aquilo que Deus planejou. (…)”

Retirado do livro: O que o seu Médico não sabe sobre Medicina Nutricional pode estar Matando Você”, 2004 – Editora M.Books, de Ray D. Strand, M.D. [Comprar o livro]