Posts Tagged ‘Esquizofrenia’

Resumo cap 17, livro “Nutrição Cerebral” de Helion Povoa

Segue abaixo um trecho retirado do livro: “Nutrição Cerebral“, capítulo 17 (A Grande Oportunidade da Adolescência):

NUTRICAO CEREBRAL

“Nas sociedades urbanas modernas, criou-se o estigma da adolescência como uma fase conturbada, difícil tanto para os jovens como para seus pais. Mas em sua essência, a adolescência é uma fase maravilhosa e reveladora, quando a vida nos oferece a primeira grande oportunidade de direcionar nosso desenvolvimento para o rumo da felicidade. (…)

É de fato uma pena que toda a beleza da adolescência esteja sendo ameaçada, em boa parte por causa da mudança dos padrões alimentares. Os adolescentes de nossa era comem cada vez menos gorduras saudáveis, frutas, legumes e verduras. (…)

Sabe-se atualmente que os distúrbios psíquicos que mais acometem os adolescentes estão muito relacionados à questão da dieta. (…)

Em alguns casos, a esquizofrenia pode surgir a partir da agitação cerebral intensa, causada pelas proteínas mal digeridas do trigo e do leite. (…)

Indefinido em suas questões profissionais e amorosas, e dormindo mal, por causa da ansiedade provocada por essas mesmas questões ou pelo péssimo hábito de trocar o dia pela noite, o jovem não se recupera do estresse diário. Não apenas os jovens, mas todos nós precisamos dormir muito bem, para que a melatonina promova no cérebro aquela “faxina” de radicais livres durante a noite, protegendo-nos do estresse oxidativo. (…)

Durante muito tempo acreditou-se que a esquizofrenia era uma doença genética, mas esse conceito está superado. A esquizofrenia é uma daquelas doenças cujas causas começam a receber novas considerações da psiquiatria clássica, em função dos casos que respondem muito bem a terapias que utilizam smart nutrients. (…)

É claro que não são as frustações sociais fatores determinantes para a felicidade dos jovens. (…) O problema é que os jovens têm sido vítimas quase prioritárias dos ditames dos estilo alimentar prático e rápido, que em nada favorece o desenvolvimento da inteligência, especialmente a emocional. (…)

Alimentar bem adolescentes tornou-se uma tarefa muito árdua, mas é preciso tentar sempre e até mesmo conscientizá-los para os riscos a que estão se expondo quando comem mal. Alimentos pobres em nutrientes não podem ser, de forma alguma, a base da alimentação dos jovens, que estão na fase final de amadurecimento cerebral. E é preciso ter muito cuidado para que a má qualidade da comida não perpetue o problema da falta de nutrientes. (…)

A disbiose, comum em pessoas que têm dietas pobres e pouco variadas, pode tornar o paladar cada vez mais retrito porque as toxinas de alguns fungos tampam as papilas gustativas. O glutamato monossódico, realçador de sabor, é outro alterador de paladar. Se sabor exótico vicia as papilas gustativas e prejudica sua sensibilidade aos sabores clássicos: salgado, doce, amargo, ácido e picante.

Um estudo realizado recentemente em cinco escolas dos Estados Unidos selecionou um grupo homogêneo de estudantes e deu a eles, durante um ano, suplementos de vitaminas e minerais em dose dupla da recomendada pelo Codex Alimentarius da OMS. O resultado foi o aumento do QI em seis pontos no grupo, sendo que em 10% o aumento foi de 30 pontos. Se a média normal do QI é 100%, o aumento desse índice representa uma mudança substancial no destino desses adolescentes.

É evidente que não podemos mais ter acesso ao leite de uma vaca naturalmente criada no pasto, nem substituir todo o trigo que comemos pelo trigo sarraceno, muito mais saudável. E é claro também que um jovem não pode se abster completamente de um rodízio de pizza com os amigos. Mas podemos e devemos fazer valer as necessidades nutricionais do cérebro, que é a estrutura que sustenta nosso sucesso na vida. Assim como acontece durante a infância, uma alimentação saudável é essencial para o desenvolvimento da inteligência dos jovens. Alimentá-los mal equivale a condená-los a uma vida de sofrimento e burrice.”

Retirado do livro: “Nutrição Cerebral”, 2005 – Editora Objetiva, de Helion Póvoa [Comprar o livro]

Anúncios

Resumo cap 16, livro “Nutrição Cerebral” de Helion Povoa

Segue abaixo um trecho retirado do livro: “Nutrição Cerebral“, capítulo 16 (Para Crianças Mais Felizes e Bondosas):

NUTRICAO CEREBRAL

“Chegar ao mundo passando por um gestação tranquila, em que houve boa disponibilidade de nutrientes, é algo que aumenta as chances de felicidade de qualquer ser humano. Entretanto, como a evolução é o grande propósito da natureza, a infância, primeira etapa da vida, oferece uma oportunidade única de reparar eventuais danos da gravidez, para dar origem a uma existência feliz e criativa. (…)

A recuperação de danos é realizada, principalmente durante o sono do bebê e por isso os recém-nascidos precisam dormir tanto. (…)

Hoje se sabe que o metabolismo de uma criança é seis vezes mais rápido que o de um adulto. Essa descoberta, inclusive, foi a que deu o Prêmio Nobel ao cientista Pierre Le Compte du Nouy (…). Esse dado deixa clara a vulnerabilidade da saúde infantil e alerta para diversos perigos, inclusive o uso de medicamentos. Infelizmente, vem-se tornando comum a utilização abusiva de antibióticos e antiinflamatórios em crianças.

Quase não se usa na pediatria básica dar lactobacilos para corrigir a flora intestinal das crianças e pouco se considera a importância do zinco para a formação do sistema imunológico e para a absorção e fixação das vitaminas, especialmente a vitamina A, que promove a resistência da pele e das mucosas. Por isso é tão comum que crianças apresentem infecções constantes, como as de ouvido. (…)

Quando se utilizam alimentos no tratamento do autismo – e infelizmente poucos centros psiquiátricos o fazem atualemente –, o que se considera principalmente é a depressão imunológica provocada pela carência de zinco, que é agravada pelo excesso de carboidratos refinados. Como se sabe, esses dois fatores fazem proliferar tanto a Candida albicans como a Clostridium difficile, cujas toxinas estão envolvidas também em outros distúrbios infantis, como o distúrbio do déficit de atenção (DDA). (…)

Como o autismo, o DDA vem aumentando significativamente em crianças nas últimas décadas. E as causas desse distúrbio infantil certamente podem estar nas questões alimentares, mais especificamente no aumento da permeabilidade intestinal e nas proteínas não digeridas do glúten e da caseína. Quando são absorvidas pelo intestino e passam para a corrente sanguinea, as proteínas mal digeridas do leite e do trigo podem produzir no liquor do cérebro derivados de substâncias estimulantes. É o que provoca a agitação típica do distúrbio do déficit de atenção (DDA) e a hiperatividade. (…)

É muito importante o fato de que os distúrbios mentais mais comuns da infância começam a ser relacionados com erros alimentares, e já existem diversas pesquisas provando que a utilização de smart nutrients pode produzir excelentes resultados na reversão de muitos desses distúrbios. No que diz respeito ao DDA, comprovou-se que o uso de ômega 3 associado à restrição de carboidratos refinados, corantes, chocolate, cafeína e gorduras trans e hidrogenadas, que fornecem excesso de ômega 6, pode dar ótimos resultados. (…)

Existe uma relação na incidência da deficiência de ômega 3 como o DDA na infância, a esquizofrenia na adolescência, a depressão na vida adulta e a doença de Alzheimer na velhice. (…)

A verdade é que à medida que aumenta na dieta infantil a quantidade de substâncias que podem gerar uma alteração neurológica, também crescem as chances de disfunções sérias no presente e no futuro. Quanto mais perde energia no lobo frontal, por falta de nutrientes, mais dificuldade a criança terá para adquirir conhecimentos e assimilar as lições que a vida oferece. (…)

Um outro cuidado fundamental que se deve ter com a saúde infantil diz respeito aos metais tóxicos. (…)

O mercúrio, por exemplo, que ainda aparece na fórmula de muitos agrotóxicos utilizados no Brasil, bloqueia as bombas injetoras que promovem a entrada da vitamina B12 no cérebro, o que pode causar distúrbios psiquiátricos graves também em crianças. Esse é um dado pouco difundido porque muitas pessoas psicóticas costumam apresentar níveis de B12 normais no sangue. Entretanto, quando a dosagem é realizada no liquor, os níveis da vitamina estão frequentemente baixos. O mesmo ocorre com o ácido fólico.

Já o chumbo, comprovadamente, causa hiperatividade e DDA. Tal fato é levado tão a sério que em alguns países crianças em idade escolar devem fazer testes para verificar se estão ou não contaminadas por chumbo. Infelizmente essa prática não existe entre nós e muitas marcas de tintas ainda contêm chumbo em sua composição. Também verificou-se a presença do metal na tinta de brinquedos provenientes da China.

Em alguns países, como os Estados Unidos, o cuidado com a contaminação por chumbo é tão grande que existe uma fiscalização rigorosa de solos para plantio, já que no passado a gasolina continha chumbo e muitas terras próximas a estrada estão hoje impregnadas com o metal. Também não se admite a construção de parques infantis em áreas contaminadas com chumbo. (…)

A relação entre as doenças modernas com os fatores nutricionais é bastante evidente e as poucas civilizações que ainda se alimentam de forma natural a reforçam. (…)

Um componente da alimentação infantil que merece maiores considerações é certamente o açúcar refinado, pois é grave a permissividade com que ele é utilizado. (…) Como vimos, oa açúcar refinado faz perder cromo e ainda zinco pela urina, tornando as crianças mais predispostas à depressão e a problemas imunológicos, entre outros. (…)

A criança ainda não conhece o sabor dos alimentos e por isso a introdução de açúcar é totalmente desnecessária, assim como o sal nas comidas salgadas. É preciso dar às crianças a oportunidade de experimentar o sabor natural dos alimentos. (…)

Quanto melhor a criança se alimenta, maior a disponibilidade de nutrientes benéficos para seu cérebro. Mais ela tem inteligência emocional, mais ela é criativa, bondosa e mais cedo assimila as vantagens da colaboração e da amorosidade sobre a competividade ou a alienação.

Retirado do livro: “Nutrição Cerebral”, 2005 – Editora Objetiva, de Helion Póvoa [Comprar o livro]