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Ômega-3 e a Nutrição Inteligente

Os esquimós da Groenlândia e os americanos nativos do Alasca, conhecidos por se alimentarem com carne de foca e baleia, muito ricas em gordura, sempre foram pouco afetados por doenças do coração. No Brasil, 35% das mortes em adultos são decorrentes de doenças cardiovasculares e câncer. Nos Estados Unidos existem atualmente mais de 60 milhões de pessoas portadoras de doenças cardíacas.

A resposta para esse enigma encontra-se na nutrição e no estilo de vida. Os povos que vivem nas regiões frias, além de praticarem atividade física, consomem peixes e frutos do mar que são muito pobres em gorduras saturadas e ricos num ácido graxo polinsaturado de cadeia longa, chamado ômega-3.

O ômega-3, encontrado no óleo de certos peixes, ajuda a reduzir a gordura total no sangue, reduzindo o LDL (mau colesterol) e aumentando os níveis de HDL (bom colesterol).

Além disso, auxilia na redução dos níveis de triglicérides (gorduras) na circulação sanguínea e participa de mecanismos de p roteção ao endotélio, as células que revestem as paredes das veias e artérias.

Um estudo da Universidade de Tsukuba, no Japão, mostrou que a produção de óxido nítrico, um potente dilatador dos vasos sangüíneos, aumenta poucos minutos após a ingestão de ômega-3.

A soma dessas ações leva a uma melhora na fluidez do sangue, ajudando a regular a sua coagulação, reduzindo a pressão arterial e diminuindo assim, o risco de ataques do coração e derrames cerebrais.

Porém não restam dúvidas de que esses efeitos positivos na saúde somente serão evidenciados quando acompanhados por uma alimentação equilibrada e um estilo de vida saudável.

Na natureza, as melhores fontes de ômega-3 são os peixes marinhos de águas frias, principalmente o salmão, bacalhau, arenque, anchovas, sardinhas, além de outros frutos do mar, como lagostas e camarão. Nozes e alguns óleos vegetais também apresentam bons níveis desse ácido graxo.

No dia-a-dia agitado que vivemos no século XXI, fica muito difícil incluirmos esses peixes ricos em ômega-3 na nossa dieta pois, além de caros, são difíceis de encontrar e não fazem parte do cardápio típico do brasileiro.

Para receber um benefício apreciável na nossa saúde, precisaríamos ingerir esses alimentos no mínimo 3 vezes por semana, segundo estudo publicado pelo Jornal da Associação Médica Americana.

Além disso, muitas pessoas diminuem drasticamente a ingestão de gorduras quando querem controlar seu peso, privando o organismo dos ácidos graxos essenciais.

Assim, o uso de suplementos de ômega-3 é uma maneira inteligente de complementar as necessidades diárias desse nutriente tão importante.

Use a cabeça e proteja seu coração!

Sucesso e saúde para todos.

Autor: Dr.Nataniel Viunisk, Médico nutrólogo.

Fonte: Revista Today – edição 87 – outubro/2005.

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Vitaminas & Minerais

As vitaminas e os Minerais são substâncias essenciais para a nossa saúde, mas a maioria delas não é produzida pelo nosso próprio organismo e precisa ser obtidas através dos alimentos, bebidas ou dos suplementos vitamínicos e minerais. Atualmente, esse tema é alvo de um grande debate entre os especialistas. De um lado, um grupo que acredita que é possível obter todas as vitaminas e minerais necessários utilizando, exclusivamente, os alimentos que regularmente ingerimos. Do outro, pesquisadores que recomendam uma alimentação saudável, suplementada com multivitamínicos, assegurando que todas as necessidades desses nutrientes sejam plenamente atingidas. Provavelmente, ao menos em parte, os dois grupos estão com a razão!

Se pudéssemos garantir que os alimentos de origem animal, as verduras e as frutas que consumimos fossem produzidas naturalmente, sem contaminações; se vivêssemos ao ar livre, longe da poluição e do estresse; e se todos fossem fisicamente ativos e não fumassem, provavelmente, assim, obteríamos todas as vitaminas e minerais, nas quantidades que necessitamos, apenas dos alimentos que ingerimos. Infelizmente, nossa realidade está bem longe desse cenário ideal. O estilo de vida moderno não contribui para que nosso organismo obtenha as quantidades adequadas de vitaminas e minerais.

Devido à rotina agitada, não conseguimos nos alimentar corretamente e o estresse provoca uma descarga de hormônios que atrapalham a ação dessas vitaminas, além de produzir radicais livres em excesso.

O próprio processo de transporte, armazenamento e preparo dos alimentos faz com que eles percam nutrientes, pois algumas vitaminas são sensíveis às alterações de calor, umidade, luz e contato com o oxigênio. As vitaminas e os minerais atuam acelerando e regulando uma série de reações químicas vitais para a nossa saúde. Vários estudos comprovam que elas são capazes de estimular o sistema imunológico,
aumentando as defesas do nosso organismo contra uma variedade de doenças. Além disso, as vitaminas A, C e E são potentes antioxidantes que protegem nossas células contra os efeitos danosos dos radicais livres. Esses verdadeiros inimigos da saúde estão diretamente relacionados com os processos degenerativos das células, como é o caso do envelhecimento e do câncer.

Porém, nunca é demais salientar que as vitaminas e minerais são úteis para complementar uma dieta saudável e não servem para substituir o consumo dos alimentos que nosso organismo necessita. Assim, como a falta desses nutrientes está na origem de diversas doenças, o consumo excessivo, especialmente o das vitaminas A, D, E e o Ferro, pode causar graves intoxicações. As necessidades diárias das vitaminas e minerais vão depender de fatores como idade, grau de atividade física, presença de gravidez ou lactação, dietas com restrição de calorias, somente para citar alguns. Porém, podemos afirmar que quanto mais colorida e saudável for a nossa alimentação, maior será a certeza de que estamos ingerindo todos os nutrientes essenciais para uma boa nutrição. Ter uma alimentação correta, praticar atividade física regularmente e fazer uso de um suplemento de vitaminas e minerais de qualidade são ótimas maneiras para ficarmos longe das doenças, estarmos bem dispostos e de bem com a vida.

Principais vitaminas e minerais, suas funções e onde são encontradas:

Vitamina A: necessária para a visão noturna, crescimento e metabolismo ósseo, antioxidante. Fontes: vegetais vermelhos e amarelos intenso, caju, manga, cenoura, gema de ovo, fígado.

Vitamina D: ajuda na absorção do cálcio. Fontes: luz do sol, leite enriquecido, salmão e cavala.

Vitamina C: antioxidante, atua na saúde da pele, cicatrização e imunidade. Fontes: frutas frescas.

Vitamina E: antioxidante, importante para a saúde cardiovascular e do sistema nervoso. Fontes: óleos vegetais, cereais integrais e nozes.

Cálcio: necessário para a saúde dos dentes e ossos. Atua na contração muscular. Fontes: leites e derivados, tofu, sardinhas.

Ferro: transporta e armazena oxigênio. Fontes: fígado, carnes vermelhas, gema de ovo, frutos do mar.

Fósforo: atua na regulação dos níveis de cálcio. Previne a fadiga muscular. Fontes: gema de ovo, leite, queijos e peixes.

Magnésio: antioxidante. Importante na contração muscular. Fontes: verduras, cereais, pães.

Zinco: antioxidante. Previne a fadiga muscular. Cicatrizante. Fontes: carnes magras, iogurte, gérmen de trigo.

Iodo: atua no metabolismo e na saúde da tireóide. Fontes: sal de cozinha, peixes e frutos do mar.

Muita saúde e sucesso para todos.

Autor: Dr.Nataniel Viunisk, Médico Nutrólogo, autor do livro Obesidade Infantil – Um Guia Prático, Editora de Publicações Biomédicas Ltda.

Fonte: Revista Today, edição 93 de maio/2006.

Chá-verde: Bem-estar para o corpo todo

O chá verde é conhecido na China, há mais de 4.000 anos, como um poderoso aliado à boa saúde.
Mas somente nas últimas décadas os cientistas começaram a explicar como ele atua nos mais diversos sistemas do nosso organismo.
É chamado de verde porque as folhas da erva sofrem pouca oxidação durante o processamento, o que não acontece com as folhas do chá preto.
Algumas outras ervas são vendidas sob título de chá verde, porém o verdadeiro chá verde é feito a partir da folha do arbusto Camellia Sinensis.
Também conhecido como Banchá, ele é rico em polifenóis ou flavonóides, substâncias que possuem ação antioxidante (anti-radicais livres) superior a qualquer outro antioxidante natural conhecido.
De acordo com uma pesquisa da Universidade de Tohoku, no Japão, publicada recentemente no The Journal of the American Medical Association (JAMA), o chá verde – além de ser rico em manganês, potássio, ácido fólico e em vitaminas C, K, B1 e B2 – é uma boa fonte de tanino. Segundo eles, o consumo diário deste chá, associado a uma alimentação saudável e atividade física regularmente, é excelente para a saúde do organismo.
Aumentar a ingestão de líquidos, na forma de água pura ou chás, é um dos pilares de sustentação de qualquer programa de controle de peso baseado na ciência. Isso ocorre porque uma das maiores dificuldades de quem quer ter um peso saudável são os picos de fome entre as refeições. Tomar uma bebida refrescante, sem adição de açúcar, no meio da manhã ou da tarde, de preferência acompanhando um lanche nutritivo e saudável (frutas, barras de proteína ou sopas), evita que o indivíduo tenha a sensação de estômago vazio, prevenindo uma compulsão alimentar.
Além disso, aumentar a ingestão diária de líquidos é uma medida excelente para melhorar a saúde dos intestinos, rins e pele. Por falar em pele, há muito tempo já conhecemos os efeitos benéficos dos antioxidantes na proteção das células da epiderme, melhorando a circulação e ajudando a prevenir o envelhecimento precoce da cútis.
A novidade é que pesquisadores da Universidade de Nova Jersey descobriram que o chá verde na forma de creme melhora o sistema de defesa das células da pele contra os raios ultravioleta do tipo B.
Eles demonstraram que a aplicação de extrato de chá verde na pele de humanos 30 minutos antes da exposição à radiação ultravioleta reduziu significativamente o eritema (ou “vermelhão”), além de diminuir a formação de radicais livres e células inflamatórias. Ao reduzirmos a inflamação causada por essa radiação, aumentamos a proteção contra o câncer de pele.
O tanino presente nesta planta possui propriedades anti-sépticas e adstringentes, podendo ser indicada para limpeza de peles oleosas, especialmente do couro cabeludo.
A cada dia aparecem mais estudos demonstrando os benefícios do chá verde, tanto quando ingerido como aplicado na pele. É a Ciência da nutrição trazendo bem-estar para todo o nosso organismo.

Autor: Dr. Nataniel Viuniski, Médico Nutrólogo especialista em obesidade.

Fonte: Revista Today, edição 102 setembro/2007.