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Resumo cap 18 – Mais Prazer na Vida Adulta, livro “Nutrição Cerebral” de Helion Povoa

Segue abaixo um trecho retirado do livro: “Nutrição Cerebral“, capítulo 18 (Mais Prazer na Vida Adulta):

NUTRICAO CEREBRAL

“Hoje em dia, todas as pessoas conhecem alguém, quando não elas próprias, que está com alguma forma de depressão. Podemos comprovar bem perto de nós, em nosso próprio círculo de relacionamentos, o que a Organização Mundial da Saúde afirma sobre a doença: em termos mundiais, a depressão vem crescendo na proporção de 1% ao ano. (…)

Homens e mulheres reagem à depressão de formas diferentes, em função dos hormônios. Nos homens, a depressão pode chegar a transformá-los em homicidas em potencial. A depressão mascarada masculina não se revela com frequência na fome de carboidratos, como acontece com as mulheres, especialmente aquelas em crise de tensão pré-menstrual, mas sim nos comportamentos violentos, nas reações desproporcionais aos fatos. (…)

Podemos afirmar que a depressão, surge como resultado de um esgotamento do cérebro, de um acúmulo de lesões por falta ou alteração no funcionamento dos neurotransmissores. (…)

As Formas de Tratar a Depressão

Se estamos sob forte estresse emocional, e se não temos boa quantidade de ômega 3 no cérebro, acontece a produção de uma enzima chamada PLA2 (fosfolipase A2), que se fixa na membrana das células nervosas. Quanto mais tensos, mais fabricamos PLA2, que desregula os receptores 1 e 2 de serotonina e da dopamina e produz depressão. (…)

O lítio é o mineral que inibe no cérebro a produção de PLA2 e, com isso, promove a regulação dos receptores, fazendo com que os do tipo 1 da serotonina aumente e os tipos 2 de serotonina e da dopamina diminuam, além de aumentar a produção desse receptor. (…)

Atualmente utiliza-se muito o carbonato de lítio no combate à depressão, mas essa prática vem sendo questionada pela psiquiatria ortossistêmica em função do baixo poder de penetração desse composto nas células. (…)

A outra forma mais comum de tratar a depressão atualmente é igualmente polêmica. Trata-se da administração de medicamentos que conseguem manter artificialmente maior quantidade de serotonina no cérebro, interferindo nos seus processos naturais. (…) Mas o cérebro fica sem estoques de regulação de serotonina, importantes para ativar a imaginação quando é preciso superar uma crise eventual. Por isso a medicação, cedo ou tarde, não fará efeito.

O marketing da indústria farmacêutica tem difundido a crença não comprovada da existência de uma excessiva aceleração no transporte (recaptação) de serotonina em pessoas deprimidas, para justificar a venda de inibidores de recaptação como antidepressivos “sem efeitos prejudiciais a médio e longo prazos”. Essa afirmação, entretanto, não leva em conta a necessidade de reposição de nutrientes que funcionam como precursores de serotonina, tais como o triptofano (…), e nem os co-fatores que funcionam como auxiliares da síntese de serotonina: as vitaminas C, B6, ácido fólico, B12, e os minerais zinco, lítio e outros. (…)

É claro que em algumas pessoas, em crises mais acentuadas, a utilização de antidepressivos é inevitável, mas ainda assim julgamos que ela não é feita de forma adequada na grande maioria dos casos. Os inibidores de recaptação de serotonina, por exemplo, pode afetar seriamente o cerébro e por isso quem os utiliza deve tomar, também, muitos antioxidantes. (…)

Na verdade, todas as formas clássicas de tratar a depressão merecem atenção severa porque não consideram aquele tridente de estressores sociais, psicológicos e biológicos que convergem para o cérebro e produzem o estresse oxidativo. (…)

A Insensata Busca Moderna pelo Alimento

Cena comum no supermercado: o consumidor tira um produto da prateleira e imediatamente gira a embalagem à procura do rótulo. E ali fica, contemplando as pequenas tabelas e fazendo seus cálculos mentais. Quer saber se as calorias contidas naquela caixinha excedem ou não a cota estabelecida, normalmente por ele próprio, para evitar o ganho de peso. E confiante de que está fazendo sua parte para manter-se magro e saudável, coloca o produto no carrinho de compras e sai em busca de novos alimentos probres em calorias. (…)

Em primeiro lugar, já caiu por terra a idéia de que alimentação pode ser traduzida em números e a velha tabela de calorias vem se mostrando algo muito simplista diante de toda a riqueza contida nos alimentos. Na concepção metabólica e bioquímica do organismo, não é o número de calorias que se ingere que faz a diferença para uma vida mais feliz, uma mente mais criativa ou mesmo uma silhueta mais bonita.

Além de nutrir, os alimentos funcionam como grandes estimuladores dos processos de eliminação do organismo, porque seus nutrientes nada mais são do que coadjuvantes nos processos metabólicos. Por isso é muito importante conhecer os processos de formação de energia. O fundamental não são as calorias, os números, mas sim a quantidade nutricional do que comemos, suas vitaminas, minerais, proteínas, carboidratos e gorduras saudáveis.

Existe uma cascata real de distúrbios causados pela má alimentação e má absorção que determina reflexos reais no corpo e na mente. A falta de vitaminas e minerais nos alimentos começa a baixar o poder digestivo e a produção das enzimas pancreáticas, causando a má digestão das proteínas, como é comum acontecer com as do leite e do pão.

A falta de minerais e vitaminas e a má digestão dos amigos vai estimular os germes oportunistas. Com isso acontece a disbiose, que produz corticóides e radicais livres, levando a inflamações não apenas nas paredes do intestino, mas também na barreira hemotoliquórica. É por esse processo que as substâncias nocivas ao cérebro acabamm por intoxicar os neurônios e a glia.

Outra questão muito importante é o excesso de alimentos industrializados na dieta. Vejamos o caso de duas substâncias muito comum neles: o aspartame e o glutamato monossódico. Descoberto em 1969 por cientistas que procuravam inventar um remédio para gastrite, o aspartame logo se tornou um dos mais usados adoçantes do mundo. Já o glutamato monossódico, um sal sintético descoberto no Japão no início do século passado, é utilizado em larga escala para realçar o sabor dos alimentos.

O grande problema da utilização abusiva dessas duas substâncias tão presentes na alimentação moderna é o fato de ambas já estarem presentes no organismo. Com a função de excitar os neurônios, o glutamato e aspartame são os dois aminoácidos mais abundantes no cérebro e por isso devemos absorver esse aminoácidos normalmente pela alimentação. (…) Essas substâncias acabam por abrir os canais de cálcio dos neurônios, o que provoca uma superexcitação nervosa. A consequência mais comum disso é a enxaqueca, mas acontece também a produção de radicais livres que matam neurônios cognitivos, causando problemas de memória e Alzheimer. (…)

A Candida albicans está envolvida, mais uma vez. Porque quando tomam aspartame para emagrecer, as pessoas estão oferecendo ao germe seu melhor alimento, uma arma para que ele fure as barreiras do intestino e do cérebro. O aspartame é a matéria-prima que a Candida albicans necessita para fabricar a aspartatoprotease, uma enzima com a qual produz não apenas as enxaquecas, mas também a depressão, a fadiga crônica. Além disso, a Candida albicans libera mais de 80 toxinas que provocam a depressão do sistema imunológico e a da tireóide e sobrecarregam o fígado, o que é mais uma razão para as enxaquecas. (…)

Mais uma questão interessante diz respeito ao café. Pouca gente imagina que uma bebida estimulante possa ter participação na depressão, mas isso é fato. A cafeína bloqueia no organismo o inositol, um tipo de açúcar fundamental para a memória e que produzimos após uma noite bem dormida. Um estudo realizado pela Universidade de Israel mostrou que o inositol, em altas doses, cura casos de depressão, ansiedade, pânico e pensamento obsessivo. (…)

Desvantagens Femininas

Já está bem estabelecido o fato de que as mulheres sobre mais de depressão e ansiedade do que os homens. Uma das razões disso é a “fome de carboidratos”, sintoma comum na fase que antecede a menstrução, e que as tornam mais vulneráveis à ação da Candida albicans.

Além de liberar toxinas que prejudicam o cérebro, esse germe perigoso bloqueia a ação da vitamina B6, importantíssima para o órgão. As mulheres em geral têm quase o dobro da carência de B6 do que os homens e por isso apresentam mais depressão, ansiedade e fadiga crônica. Adicionalmente, o germe bloqueia o ácido lipóico, uma vitamina antioxidante importantíssima para o combate ao estresse oxidativo. (…)

Sabemos que os radicais livres afetam sobremaneira a memória, mas nas mulheres esse fato pode coincidir com a fase em que a produção dos hormônios femininos está decaindo, o que agrava o problema. (…)

Mulheres que tomam pílula anticoncepcional ou que fazem reposição hormonal clássica são as maiores vítimas dos distúrbios de memória porque os estrógenos sintéticos modificam as moléculas dos hormônios naturais femininos. (…)

Inevitavelmente, essas constatações nos levam, mais uma vez, à comparação com as sociedades que vivem mais próximas à natureza. Não há praticamente problemas de tireóide em povos que se alimentam de peixes, que são ricos em iodo. Por isso a nutrição ortomolecular utiliza muito as algas, as principais fontes alimentares dos peixes, que possuem grande variedade de minerais. O iodo é um grande recurso natural para “adubar” a glândula tireóide, estimulando sua produção hormonal. Utilizado em sincronia com a vitamina B6, o mineral diminui em muito as chances de problemas tireoidianos.”

Retirado do livro: “Nutrição Cerebral”, 2005 – Editora Objetiva, de Helion Póvoa [Comprar o livro]

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Resumo capítulo 9, livro “Nutrição Cerebral” de Helion Povoa

Segue abaixo um trecho retirado do livro: “Nutrição Cerebral“, capítulo 9 (A Energia do Cérebro):

NUTRICAO CEREBRAL

“(…) Mas não é simples entender de que forma o estresse oxidativo pode provocar alterações estruturais no cérebro. Para isso, é preciso que aprofundemos o conhecimento a respeito dos mecanismos de formação da energia cerebral, que são complexos.

Nosso cérebro conta com cerca de 100 bilhões de neurônios. Cada um deles pode formar até 10 mil dentritos (…) onde são feitas as ligações com os outros neurônios. Os neurônios processam simultaneamente um número imenso de conexões e por isso o cérebro é o órgão de maior gasto energético de todo organismo. Embora tenha apenas de 2 a 3% do peso do corpo, o cérebro consome 20% do oxigênio que circula por ele.

Os neurônios trabalham muito mais do que imaginamos. Além de sustentarem um número incalculável de proteínas. (…)

Para o cérebro, o alimento de excelência é a glicose. Mas, para chegar aos neurônios, a glicose deve passar primeiro pela barreira hematoliquórica, que conecta o sangue com o liquor, que banha o cérebro. Esta barreira, quando saudável, impede a penetração de substâncias nocivas para o ambiente cerebral. (…)

Em células saudáveis, as mitocôndrias produzem, além da água e do ATP, uma quantidade pequena de radicais livres. Mas quando há muitos corticóides no cérebro, que é o que acontece no estresse oxidativo, esses hormônios bloqueiam a entrada de glicose nos neurônios, que ficam sem matéria-prima para produzir ATP. Acontece então uma perigosa inversão: as mitocôndrias passam a produzir menos ATP e radicais livres em excesso. Sem ATP, o cérebro diminui sua produção de proteínas. (…)

É o que dá início à degeneração de seus circuitos.

Embora esse mecanismo nos pareça aterrorizante, ele é real. Segundo o pesquisador Bruce Ames, da Universidade da Califórnia, o ser humano pode sofrer atualmente até 10 mil lesões em seu material genético por dia, o que provoca as mutações celulares que produzem toda forma de doenças, inclusive mentais. (…)

(…) o organismo humano conta com meios próprios de conter o processo de destruição dos mecanismos de proteção dos genes a partir de proteínas regeneradoras. Estas atuam principalmente durante o sono delta, o sono mais profundo, e quando há boa nutrição no organismo. Por isso é tão importante uma alimentação antioxidante, que ofereça resistência à ação dos radicais livres (…)

Entre as conseqüências da falta de nutrientes, é de grande importância a neuroglicopenia, um distúrbio sério que também afeta a mente. A neuroglicopenia começa com a deficiência de cromo e vanádio, dois minerais essenciais para ativar a sensibilidade dos receptores de insulina, que estimulam os genes a fabricar as proteínas que transportam a glicose até as mitocôndrias. (…)

Quando acontece a neuroglicopenia, ainda que haja glicose suficiente no sangue, não há como transportá-la do sangue para dentro do cérebro, para que seja transformada em energia. E sem energia não há como fabricar toda a gama de proteínas que o cérebro necessita para funcionar. Começa a faltar concentração, a memória passa a falhar e depressão vai se aproximando.

O cérebro, carente de glicose, começa então a enviar mensagens para o hipotálamo, pedindo mais combustível. Mas quanto mais o organismo se enche de carboidratos, mais aumenta a insulina no sangue e menos sensíveis ficam os seus receptores. Além disso, quando se ingere açúcar refinado em excesso, a sensibilidade dos receptores de insulina diminui ainda mais. Este tipo de açúcar é rico em substâncias que depletam o cromo e o vanádio, essenciais para ativar a sensibilidade desses receptores. (…)

Reconhece-se agora que o hiperinsulinismo pode causar não apenas a diabetes tipo 2, mas também obesidade, hipertensão e ainda depressão, todos incluídos na chamada síndrome metabólica. Trata-se de um problema que avança com rapidez impressionante no mundo ocidental e que nos ajuda a compreender a importância que os nutrientes possuem para o bom funcionamento do nosso cérebro.”

Retirado do livro: “Nutrição Cerebral”, 2005 – Editora Objetiva, de Helion Póvoa [Comprar o livro]

Resumo do Capítulo 7, livro “Nutrição Cerebral” de Helion Povoa

Segue abaixo um trecho retirado do livro: “Nutrição Cerebral“, capítulo 7 (O Papel dos Neurotransmissores) :

NUTRICAO CEREBRAL

“(…) Alguns receptores do cérebro possuem não apenas um, mas dois ou mais tipos diferentes de receptores. A serotonina, por exemplo, que é o neurotransmissor mais vinculado ao humor, tem, entre muitos, receptores do tipo 1 e do tipo 2. Quando se encaixa em seus receptores do tipo 1, por exemplo, a serotonina estimula o circuito do prazer. Mas quando se encaixa em seus receptores do tipo 2, ela estimula a dor. (…)

A noradrenalina, fundamental para o raciocínio, é importante porque faz com que não nos preocupemos com eventos de baixa probabilidade, quando em dose ótima. Mas em excesso, a noradrenalina sofre no cérebro o processo de metilação, transformando-se em adrenalina, que vai para o sangue e produz o medo, como já vimos. Isso provoca a ansiedade por antecipação, que é um componente da depressão. (…)

O ácido gama-aminobutírico (GABA) é outro neurotransmissor da maior importância porque freia a excitação do cérebro e controla o pensamento, para que não haja disparos excessivos entre os dois hemisférios que possam causar interferências nos circuitos de uma tarefa por outra.

O GABA também freia as respostas emocionais da amígdala, para que possamos usar a raiva, o amor e o medo no momento certo, na dose certa, com a pessoa certa, pelo motivo certo. (…)

A serotonina é o neurotransmissor mais vinculado à alegria e ao bem-estar porque sem ela não há como ativar a imaginação para encontrarmos saídas para os nossos problemas. E então ficamos com idéias estreitas sobre as situações, sobre a vida. (…)

Outra fantástica característica da serotonina é a de estimular diretamente a síntese da melatonina, um hormônio secretado pela glêndula pineal que é simplesmente o maior antioxidante que o organismo produz. Enquanto dormimos, melatonina promove uma verdadeira faxina de radicais livres em nosso cérebro, o que garante sua saúde e longevidade.

Os neurotransmissores são, portanto, substâncias essenciais. A correta quantidade e qualidade deles no cérebro nos garante a percepção, a imaginação e o raciocínio, para que possamos dar respostas sempre adequadas e proporcionais ao contexto, afastando-nos de tudo que possa degenerar nosso processo evolutivo.”

Retirado do livro: “Nutrição Cerebral”, 2005 – Editora Objetiva, de Helion Póvoa [Comprar o livro]

Resumo do Capítulo 6, livro “Nutrição Cerebral” de Helion Povoa

Segue abaixo um trecho retirado do livro: “Nutrição Cerebral“, capítulo 6 (Personalidade e Inteligência) :

NUTRICAO CEREBRAL

“Há pessoas que desenvolvem uma séria dificuldade em enxergar o lado bom da vida, como se suas memórias tivessem se tornado seletivas para as experiências negativas do passado. (…)

Todos nós, em algum momento da vida, tivemos experiências dolorosas, como por exemplo, quando ouvimos de alguém que éramos feios, pouco inteligentes ou incapazes. Essas memórias são as que provocam em nós os complexos de inferioridade intelectual, estética e moral, que é a culpa. A vida se tornaria um grande suplício se não tivéssemos meios de apagar as memórias dolorosas da mente e por isso que o circuito do prazer é cerca de cinco vezes maior do que o circuito da dor no cérebro.

É o estresse oxidativo que está por trás da desregulação dos circuitos do prazer e da dor. E quando isso acontece, essa forma de estresse é capaz de atingir a personalidade e modificá-la até níveis críticos, como nas neuroses e psicoses. (…)

Uma pessoa com caráter é aquela que consegue controlar sua raiva, seu medo, seu amor. Assim, o caráter deve ser entendido como força de vontade para direcionar o temperamento e, por isso, está muito vinculado à área suplementar motora do córtex frontal, que controla a amígdala. (…)

Se uma pessoa tem inteligência emocional, ela está sempre avaliando a relação custo/benefício de soltar livremente o seu temperamento, para viver cada vez melhor. Por isso a inteligência, especialmente a emocional, a que permite o aprimoramento humano, é a ferramenta mais importante da evolução.”

Retirado do livro: “Nutrição Cerebral”, 2005 – Editora Objetiva, de Helion Póvoa [Comprar o livro]

Resumo Capítulos 4 e 5, livro “Nutrição Cerebral” de Helion Povoa

Segue abaixo um trecho retirado do livro: “Nutrição Cerebral“, capítulo 4 (Os Sistemas Vitais) e capítulo 5 (Nosso Hardware de Trabalho):

NUTRICAO CEREBRAL

“(…) São os nutrientes, afinal, que fornecem ao cérebro as condições ótimas de funcionamento, para que ele possa orquestrar muito bem a interação entre as dimensões de nossa existência. (…)

A peculiaridade de possuir maior capacidade de cálculo de probabilidade explica por que os homens costumam ser menos imediatistas em comparação com as mulheres. Essa é inclusive, uma das razões para o fato de as mulheres sofrerem mais de ansiedade por antecipação. Em compensação, os homens erram muito mais do que suas companheiras na escolha das pessoas certas para o convívio no trabalho e em outros aspectos sociais da vida.

Na escala evolutiva, o homem e o macaco aparecem juntos, classificados como mamíferos superiores. É assim porque o homem e o macaco são os únicos animais em toda a natureza que contam com o neocórtex, o tecido que recobre todo o cérebro e onde se dá a comunicação do indivíduo com o mundo exterior.

O que nos faz intelectuamente superiores aos macacos é o fato de termos duas vezes mais neurônios no córtex frontal, a região do neocórtex que comanda a interação entre os dois hemisférios do cérebro e onde está a unidade prospectiva do homem, na qual ele constrói sua história futura.”

Retirado do livro: “Nutrição Cerebral”, 2005 – Editora Objetiva, de Helion Póvoa [Comprar o livro]

Resumo do Capítulo 3, livro “Nutrição Cerebral” de Helion Povoa

Segue abaixo um trecho retirado do livro: “Nutrição Cerebral“, capítulo 3 (O Ambiente e a Nutrição):

NUTRICAO CEREBRAL“(…) Hoje, na maioria dos países, as faculdades de medicina, de uma forma geral, não abordam profundamente o conhecimento sobre vitaminas, minerais e nutrientes em geral. São raríssimas – se é que ainda existem – aquelas que ensinam sobre os alimentos e suas possibilidades terapêuticas. É claro que isso contribui para que os médicos saiam das faculdades completamente inaptos a praticar a prevenção natural da saúde, baseada no que comemos. (…)

Hoje vivemos em uma época de verdadeira obsessão por medicamentos, como resultado do abandono das práticas preventivas para cuidar da saúde. Há pacientes que saem dos consultórios médicos indignados porque não lhes foi entregue uma longa lista de remédios. (…)

A verdade é que existe um condicionamento automático, inconsciente e involuntário global que zela pelo status quo e impede que vejamos a absurda situação que nos rodeia com a clareza necessária para modificá-la. (…)

Sobre os distúrbios mentais mais graves, que atingem um número cada vez maior de pessoas, grande parte deles também acontece a partir de uma sobrecarga de radicais livres. (…)

Há uma questão anterior aos genes, e talvez mais importante, que é a dificuldade das células em executar seus processos por falta de nutrientes. Infelizmente, a toxicologia e a nutrição ainda não se desenvolveram tanto quanto a genética, e essa pode ser uma das causas pelas quais ainda convivemos com tantas doenças.(…)

a informação é um nutriente. A informação é um fator tão importante para o cérebro que, na fase final da vida, é o mais decisivo de todos. Quem conserva o saudável hábito da leitura e procura constantemente aprender e se informar tem menos risco de apresentar alguma forma de demência senil. (…)

A falta de informação, especialmente a científica, faz com que muitas pessoas vivam imersas em uma espécie de mundo mágico, apoiadas em mapas falsos de realidade, gastando tempo e energia e aumentando o risco de sofrimento. Ter informação é aumentar a consciência e, por isso, é importante deselitizar o conhecimento científico e democratizá-lo, para que todos possam estabelecer os critérios de suas próprias vidas a partir de suas necessidades reais.”

Retirado do livro: “Nutrição Cerebral”, 2005 – Editora Objetiva, de Helion Póvoa [Comprar o livro]

Resumo Capítulos 1 e 2, Livro “Nutrição Cerebral” de Helion Povoa

Segue abaixo um trecho retirado do livro: “Nutrição Cerebral“, capítulos 1 (A Mente, suas Necessidades e Recursos) e 2 (A Ameaça da Felicidade):

NUTRICAO CEREBRAL

A Mente, suas Necessidades e Recursos

(…) A inteligência emocional nos permite viver melhor a cada dia, pois com ela podemos aprimorar a habilidade de distinguir duas prioridades fundamentais na vida: as vantagens a obter e os perigos a evitar. Em qualquer situação, estabelecer e aplicar esses critérios é uma condição básica para o sucesso e a felicidade. Infelizmente, entretanto, essa fantástica forma de inteligência humana não é invulnerável. Ao contrário, ela pode ser diretamente atingida por um dos principais inimigos do homem: o estresse.

A Ameaça da Felicidade

(…) O estresse é uma resposta momentânea do organismo a um estímulo, que se dá através da liberação de hormônios que excitam o cérebro, despertando os intintos básicos de luta ou fuga. (…)

Um estresse de fundo biológico pode gerar um estresse psicológico, assim como o estresse social pode se converter um estresse biológico. É normal que as formas de estresse acabem por se fundir, e quando isso acontece, o cérebro entra em sofrimento. É o que se chama estresse oxidativo, que equivale a uma tempestade neurobioelétrica, de sérias consequências sobre o comportamento.

Grande parte da medicina continua negando o estresse oxidativo, seja porque é um conceito muito amplo e complexo, seja porque envolve a questão dos radicais livres, que inacreditavelmente ainda encontra detratores no Brasil, apesar do National Institute of Health, o maior centro de pesquisa do mundo, ter o seu Departamento de Radicais Livres. (…)

Na verdade, o cérebro sadio requer o que chamamos de estresse optimal, que é uma faixa segura entre o excesso de radicais livres e a falta deles. Porque o estresse não é um mal em si. (…)

O problema, portanto, não são exatamente os radicais livres, mas sim o excesso deles.”

Retirado do livro: “Nutrição Cerebral”, 2005 – Editora Objetiva, de Helion Póvoa [Comprar o livro]