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Resumo cap 13, livro “Nutrição Cerebral” de Helion Povoa

Segue abaixo um trecho retirado do livro: “Nutrição Cerebral“, capítulo 13 (A Abordagem Ortossistêmica):

NUTRICAO CEREBRAL

“O advento dos Smart Nutrients vem determinando mudanças importantes na forma de tratar a saúde mental. (…) Não há sucesso no tratamento de questões isoladas, pois é preciso considerar todos os aspectos biológicos, sociais e psicológicos que podem determinar a saúde ou a doença. (…)

O que se constata é que aqueles que buscam a solução apenas para a obesidade não conseguem tratar sequer deste distúrbio, e por isso sofrem com o chamado efeito ioiô. Tudo é sistêmico no universo, e no que se refere à fome compulsiva, há muito mais o que considerar nesses casos. (…)

O modelo ortossistêmico representa uma forma mais abrangente de tratar quem sofre porque coloca sua individualidade acima do seu distúrbio, abrindo mão das estratégias puramente medicamentosas que não consideram as diferentes dimensões do sofrimento. (…)

O Papel Fundamental do Estresse

Dentro da abordagem ortossistêmica, é muito importante distinguir o tipo de estresse desencadeante de um distúrbio da mente. (…)

Um bom exemplo são as crises nos relacionamentos afetivos. Se considerarmos que melhorar a relacionamento de um casal nada mais é do que melhorar a sua comunicação, a solução dos conflitos se torna mais simples quando se administra a transparência que existe sobre o jogo das necessidades e recursos de duas pessoas e suas correlações dentro da união. (…)

O casamento é um exemplo interessantíssimo da dinâmica que surge a partir da interação entre diferentes necessidades e recursos, e está claro que quanto mais emocionalmente inteligentes, ou seja, quanto mais bem nutridos do ponto de vista cerebral, mais os parceiros estarão preparados para evoluir e chegar juntos à felicidade. (…)

Seja nas relações pessoais, no trabalho ou em qualquer outra área de interação humana, será cada vez mais importante a abordagem ortossistêmica dos indivíduos, assim como o conhecimento sobre os smart nutrients, que recuperam o potencial do cérebro e impedem o bloqueio da inteligência emocional. (…)

Os Exames Essenciais

(…) Em função dos interesses da indústria farmacêutica, o mineralograma vem sendo esporadicamente contestado através de notícias que proclamam sua inutilidade, que vez por outra são divulgadas nos meios de comunicação. (…)

Existem diversos casos em que um mineralograma faz a diferença. Um bem simples é a acidez estomacal, mal que atinge um número imenso de pessoas, a maioria após os 50 anos de idade. O problema na verdade acontece porque a carência de alguns minerais diminui no estômago a produção de ácido clorídrico, para digerir os alimentos e matar os germes oportunistas. Sem a barreira da acidez, muitos deles, principalmente o Helycobacter pilori, proliferam na região estomacal.

O que acontece normalmente é as pessoas começam logo a tomar antiácidos quando sentem acidez estomacal, o que não resolve, já que essa forma de úlcera é um efeito da falta de ácido clorídrico, não do excesso. (…)

Um outro problema que devemos citar é o fato de muitos antiácidos conterem em suas fórmulas o alumínio, mineral que pode causar sérios prejuízos à saúde. (…) Quanto ao antibiótico, este acaba por destruir a flora útil do intestino, aumentando a chance para os germes oportunistas.

Para utilizarmos um exemplo dentro do tema central deste livro, que é a saúde mental, a mesma falta de minerais pode fazer proliferar no intestino um germe chamado Clostridium difficile, que secreta uma toxina capaz de inibir a síntese de serotonina no cérebro. A estratégia do germe é provocar em seu hospedeiro a necessidade de comer carboidratos simples, de rápida absorção, que são seu principal alimento. (…)

O Clostridium difficile também inibe a absorção de vitaminas lipossolúveis (A, D, E e K) e aumenta a proliferação da Candida albicans, que é um fungo envolvido na depressão. Na verdade, a falta de minerais pode provocar distúrbios mentais por várias vias… (…)

Um exemplo claro disso é que nos casos de Alzheimer é freqüente surgir, vinte anos antes, um déficit de betacaroteno e de vitamina C. (…)

É claro que o tempo de assimilação de novos conceitos na medicina é muito longo e hoje, em função dos interesses da indústria de medicamentos, há um grande trabalho de manipulação da opinião pública para negar a utilidade das estratégias mais naturais de cuidar da saúde, que não determinam formas de dependência. (…)

No que diz respeito aos suplementos vitamínicos, que também são smart nutrients, as quantidades terapêuticas constituem uma polêmica eterna. É inquestionável a afirmação de que uma alimentação rica e saudável previne doenças, mas é ingênuo pensar que alguns distúrbios mentais podem ser solucionados apenas com uma excelente dieta, embora seja fundamental para a desintoxicação do organismo e restabelecimento do sistema.

Quando chegam ao estresse oxidativo, as pessoas já atingiram um grau de carência nutricional que apenas poderá ser corrigido com doses concentradas de nutrientes que recuperarão a funcionalidade do cérebro. (…)

O que acontece é que, quando buscam o tratamento, alguns pacientes já estão com as “bolas de neve” da desnutrição cerebral muito grandes. E se começam a tomar remédios, sem corrigir primeiro a desnutrição, as bolas de neve tendem a ficar maiores e mais complexas. O paciente perde o que se chama de janela de oportunidade terapêutica preventiva e heurística. Joga fora a oportunidade de retomar sua evolução. (…)

Esta é uma prova irrefutável de que o uso dos medicamentos sintéticos abafa os sintomas, mas não corrige as causas que formam uma espécie de espiral de desnutrição da célula, do cérebro e, pelos seus metacircuitos, fazem com que o indivíduo se transforme em um agente da destruição social.

Cérebro-intestino: uma conexão vital

Seja por meio de uma alimentação equilibrada, seja por meio de suplementos, nenhum nutriente chega ao cérebro antes de ser processado pelo sistema digestivo. (…)

Para que um nutriente chegue ao ambiente cerebral e lá exerça suas funções, é muito importante que o sistema gastrintestinal esteja em boas condições. E para que o equilíbrio deste aconteça, uma nutrição adequada é o ponto-chave. (…)

Essa é uma das razões pelas quais o intestino tem passado por uma grande revisão científica nos últimos anos, sendo hoje considerado um órgão de estreita ligação com o cérebro.

Com cerca de 100 milhões de neurônios, o intestino auxilia o cérebro a sintetizar substâncias importantes. (…) Sabe-se hoje que cerca de 90% da serotonina que temos em nosso organismo são produzidos não no cérebro, mas no intestino.

O intestino é responsável por 80% da capacidade imune do organismo e é também um grande produtor de neurotrofinas (…).

É muito importante preservar a capacidade de absorção do intestino, o que significa manter íntegras suas vilosidades. (…) Além da alimentação deficiente e intoxicante como a atual, o uso prolongado de antibióticos, anticoncepcionais, antiinflamatórios e corticóides pode comprometer a integridade das vilosidades intestinais, fazendo com que o órgão perca sua capacidade natural de selecionar o que pode ser absorvido ou não pelo organismo. (…)

Com suas paredes mais permeáveis, o intestino permitirá a passagem para corrente sanguínea de substâncias indesejáveis, como as perigosas toxinas secretadas pela parcela nociva de microorganismos que habitam o intestino – são cerca de 50 trilhões delas. Muitas dessas toxinas desenvolvem processos depressivos no organismo, para criar a necessidade da ingestão de açúcares, como é o caso da Candida albicans e do Clostridium defficile.

Outro grande problema do aumento da permeabilidade intestinal é que o organismo passa a absorver proteínas ainda não devidamente digeridas, dando origens às alergias e intolerâncias alimentares. (…)

A verdade é que muitas pessoas que hoje sofrem com a depressão e outros distúrbios mentais com certeza poderiam obter grande melhora se investigassem a integridade de seu sistema gastrintestinal. A infelicidade pode começar por esse ponto.”

Retirado do livro: “Nutrição Cerebral”, 2005 – Editora Objetiva, de Helion Póvoa [Comprar o livro]

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Resumo capítulo 10, livro “Nutrição Cerebral” de Helion Povoa

Segue abaixo um trecho retirado do livro: “Nutrição Cerebral“, capítulo 10 (A Diferenciação Alimentar):

NUTRICAO CEREBRAL

“Muitos estudiosos da evolução creditam a degeneração da saúde e inteligência do homem a causas nutricionais. Segundo eles, não teria havido tempo suficiente para que o código genético humano modificasse suas informações de forma a fabricar enzimas capazes de digerir completamente os novos alimentos que o homem vem introduzindo em sua dieta. (…)

Enquanto viveu como caçador-coletor, o homem teve uma excelente disponibilidade de vitaminas, minerais e gorduras saudáveis para promover o aperfeiçoamento de sua inteligência. Até que, há cerca de 10 mil anos, o homem parou de deslocar-se em busca do alimento e se fixou na terra, desenvolvendo a agricultura e a criação de animais. Foi quando aconteceu a primeira grande modificação da dieta humana, com a introdução dos grãos, pães, leite e derivados.

Há pouco mais de 50 anos, com o advento da industrialização dos alimentos, uma outra grande modificação alimentar ocorreu, com a introdução dos fast-foods, gorduras processadas e alimentos exageradamente açucarados. Segundo os pesquisadores, essa nova dieta vem determinando mudanças importantes, às quais o código genético humano definitivamente ainda não conseguiu se adaptar.

Hoje, frutas, legumes e verduras são alimentos cada vez mais raros nas dietas da maior parte da população. As gorduras saudáveis do peixe foram substituídas pelas gorduras processadas e hidrogenadas (margarinas), que são altamente oxidantes, ou seja, trabalham a favor dos radicais livres. Não é de se admirar, portanto, que as doenças mentais e físicas venham aumentando em ritmo acelerado nas sociedades que se afastaram da alimentação natural. (…)

Vejamos a questão dos ômegas, tipo de gorduras poliinsaturadas essenciais para o funcionamento cerebral.

Para que os ômegas exerçam sua ação benéfica, é preciso haver uma proporção exata deles: uma molécula de ômega 3 para cada quatro moléculas de ômega 6. Mas quando se come gorduras hidrogenadas ou processadas demais, acontece um desequilíbrio dos ômegas, com o aumento brutal dos ômegas 6, que então passarão a produzir substâncias neurotóxicas, que inflamam o cérebro. E onde há inflamação, há estresse oxidativo. (…)

Com o refinamento, grãos e farinhas perdem substâncias preciosas para a saúde, como o cromo, mineral que ajuda a estabilizar o açúcar no sangue, o que é uma garantia de saúde física e mental. Além de não possuírem o mineral, os carboidratos refinados ainda provocam a perda do cromo pela urina e o aumento de peso. Grãos e farinhas refinados perdem também fibras, que ajudam a disponibilizar a glicose mais lentamente para o organismo, o que é muito bom, pois evita uma liberação muito rápida da insulina. (…)

Quem não come frutas, verduras, legumes e grãos integrais cedo ou tarde começa a apresentar sintomas que são resultado de um estado de desnutrição, quadro cada vez mais comum em pessoas que nunca experimentaram a fome. Trata-se uma desnutrição subclínica, que não acontece por ausência de alimento, mas sim pela falta de nutrientes. (…)

Escolher os alimentos sob a ótica do que é mais fácil ou atraente representa um risco muito sério. Nossa alegria de viver, nosso potencial hormonal e imunológico, enfim, o bem-estar físico e mental estão diretamente ligados ao estilo de alimentação que adotamos. (…)

Cada célula é dependente de cerca de 40 nutrientes para se manter saudável, e quando essa demanda não é satisfeita, a célula entra em sofrimento. No cérebro, isso é o início dos processos neurodegenerativos e do envelhecimento precoce. (…)

Seja nos casos onde há falta de sensibilidade dos receptores, seja quando há uma deficiência em sua produção, estamos, novamente, diante da questão dos nutrientes. Para produzir e fazer funcionar qualquer proteína receptora é necessária uma grande variedade de vitaminas, minerais e aminoácidos, que apenas uma alimentação bem equilibrada pode fornecer.”

Retirado do livro: “Nutrição Cerebral”, 2005 – Editora Objetiva, de Helion Póvoa [Comprar o livro]

Resumo capítulo 9, livro “Nutrição Cerebral” de Helion Povoa

Segue abaixo um trecho retirado do livro: “Nutrição Cerebral“, capítulo 9 (A Energia do Cérebro):

NUTRICAO CEREBRAL

“(…) Mas não é simples entender de que forma o estresse oxidativo pode provocar alterações estruturais no cérebro. Para isso, é preciso que aprofundemos o conhecimento a respeito dos mecanismos de formação da energia cerebral, que são complexos.

Nosso cérebro conta com cerca de 100 bilhões de neurônios. Cada um deles pode formar até 10 mil dentritos (…) onde são feitas as ligações com os outros neurônios. Os neurônios processam simultaneamente um número imenso de conexões e por isso o cérebro é o órgão de maior gasto energético de todo organismo. Embora tenha apenas de 2 a 3% do peso do corpo, o cérebro consome 20% do oxigênio que circula por ele.

Os neurônios trabalham muito mais do que imaginamos. Além de sustentarem um número incalculável de proteínas. (…)

Para o cérebro, o alimento de excelência é a glicose. Mas, para chegar aos neurônios, a glicose deve passar primeiro pela barreira hematoliquórica, que conecta o sangue com o liquor, que banha o cérebro. Esta barreira, quando saudável, impede a penetração de substâncias nocivas para o ambiente cerebral. (…)

Em células saudáveis, as mitocôndrias produzem, além da água e do ATP, uma quantidade pequena de radicais livres. Mas quando há muitos corticóides no cérebro, que é o que acontece no estresse oxidativo, esses hormônios bloqueiam a entrada de glicose nos neurônios, que ficam sem matéria-prima para produzir ATP. Acontece então uma perigosa inversão: as mitocôndrias passam a produzir menos ATP e radicais livres em excesso. Sem ATP, o cérebro diminui sua produção de proteínas. (…)

É o que dá início à degeneração de seus circuitos.

Embora esse mecanismo nos pareça aterrorizante, ele é real. Segundo o pesquisador Bruce Ames, da Universidade da Califórnia, o ser humano pode sofrer atualmente até 10 mil lesões em seu material genético por dia, o que provoca as mutações celulares que produzem toda forma de doenças, inclusive mentais. (…)

(…) o organismo humano conta com meios próprios de conter o processo de destruição dos mecanismos de proteção dos genes a partir de proteínas regeneradoras. Estas atuam principalmente durante o sono delta, o sono mais profundo, e quando há boa nutrição no organismo. Por isso é tão importante uma alimentação antioxidante, que ofereça resistência à ação dos radicais livres (…)

Entre as conseqüências da falta de nutrientes, é de grande importância a neuroglicopenia, um distúrbio sério que também afeta a mente. A neuroglicopenia começa com a deficiência de cromo e vanádio, dois minerais essenciais para ativar a sensibilidade dos receptores de insulina, que estimulam os genes a fabricar as proteínas que transportam a glicose até as mitocôndrias. (…)

Quando acontece a neuroglicopenia, ainda que haja glicose suficiente no sangue, não há como transportá-la do sangue para dentro do cérebro, para que seja transformada em energia. E sem energia não há como fabricar toda a gama de proteínas que o cérebro necessita para funcionar. Começa a faltar concentração, a memória passa a falhar e depressão vai se aproximando.

O cérebro, carente de glicose, começa então a enviar mensagens para o hipotálamo, pedindo mais combustível. Mas quanto mais o organismo se enche de carboidratos, mais aumenta a insulina no sangue e menos sensíveis ficam os seus receptores. Além disso, quando se ingere açúcar refinado em excesso, a sensibilidade dos receptores de insulina diminui ainda mais. Este tipo de açúcar é rico em substâncias que depletam o cromo e o vanádio, essenciais para ativar a sensibilidade desses receptores. (…)

Reconhece-se agora que o hiperinsulinismo pode causar não apenas a diabetes tipo 2, mas também obesidade, hipertensão e ainda depressão, todos incluídos na chamada síndrome metabólica. Trata-se de um problema que avança com rapidez impressionante no mundo ocidental e que nos ajuda a compreender a importância que os nutrientes possuem para o bom funcionamento do nosso cérebro.”

Retirado do livro: “Nutrição Cerebral”, 2005 – Editora Objetiva, de Helion Póvoa [Comprar o livro]