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Documentário: “Morrendo por não saber”

Este filme é um documentário sobre o médico Max Gerson e a famosa terapia que criou e leva seu nome: Terapia de Gerson. Conteúdo em inglês com legenda em português.

Depois de filmar o documentário “O Milagre de Gerson”, o Diretor Steve Kroschel, se deparou com max1evidências que apontavam que realmente a cura do câncer já havia sido descoberta e que interesses da indústria farmacêutica estavam por trás de esconder os resultados da Terapia de Gerson, que utiliza-se basicamente da nutrição altamente rica e da desintoxicação. Ele vai então conversar com médicos, pacientes, nutricionistas viajando pelos EUA, Espanha, Holanda e México. No Japão conversa com um médico que aplicou em si o tratamento e curou-se, depois de ter sido diagnosticado de câncer terminal 50 anos atrás. Esse médico hoje faz a Terapia de Gerson no Japão para inúmeros pacientes. “Por que essa terapia ainda está renegada depois de 75 anos de claramente provar curar doenças degenerativas?” – É o que o diretor tenta responder.

Após sua morte, Dr.Max Gerson recebeu homenagem da comunidade ortomolecular, posicionando-o no hall da fama dos precursores da medicina ortomolecular.

Local do documentário: Vimeo.com

Clique aqui para assistir o documentário.

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Resumo Capítulo 2, livro “Vitamina D” do Dr.Michael Holick

Segue abaixo um trecho retirado do livro: “Vitamina D – Como um tratamento tão simples pode reverter doenças tão importantes“, Capítulo 2:

VITAMINA D

Capítulo 2

”(…) Neste capítulo, veremos como o nosso corpo produz, a partir da radiação ultravioleta do sol, e como ele utiliza essa forma ativada de vitamina D, um dos hormônios mais vitais à sobrevivência do nosso corpo. Além disso, vamos explorar a magnífica ligação entre a vitamina D e o cálcio e verificar por que todo o cálcio do mundo não mantém nossos ossos fortes sem a ajuda da vitamina D. (…)

A vitamina D existe neste planeta há mais de quinhentos milhões de anos, muito antes de qualquer organismo pensar em querer desenvolver ossos ou apêndices, ou de poder andar em pé, sobre duas patas. (…)

Em algum momento, durante a longa vida deste planeta, os seres vivos cansaram do oceano e começaram a se aventurar para a terra firme. Mas, assim que eles abandonaram as águas ricas em cálcio, há aproximadamente 350 milhões de anos, tiveram que encarar um problema: não havia cálcio disponível em terra firme; ele estava incrustado na terra e ia parar nas raízes e nas folhas das plantas. Nas águas salinas dos oceanos, os esqueletos primitivos desses primeiros seres vivos podiam absorver o cálcio de um modo direto ou eles comiam fitoplâncton ou zooplâncton (animais microscópicos), que era ricos em vitamina D. (…)

Foi a exposição da pele à luz do sol – que produz a vitamina D – que permitiu que esses animais evoluíssem em terra firme, como a capacidade de absorver cálcio suficiente dos alimentos para as suas estruturas ósseas. O papel principal do cálcio é manter as funções neuromusculares, bem como desenvolver os ossos, e os nossos ancestrais desenvolveram um sistema para absorção de cálcio dos alimentos. Esse processo de transporte bioquímico na absorção do cálcio dietético requer a presença da vitamina D, que é produzida na pele, quando exposta à luz solar. (…)

A vitamina D produzida na pele dura duas vezes mais no sangue do que a vitamina D ingerida na dieta.

Quando estamos expostos à luz do sol, não produzimos apenas a vitamina D, mas também vários outros produtos de reações fotoquímicas que não podem ser obtidos a partir da dieta. Não sabemos se esses produtos de reações fotoquímicas têm ações biológicas singulares que podem beneficiar adicionalmente a saúde. Entretanto, esse é um fato interessante, e continuamos a buscar mais informações na área. (…)

Nossos antepassados viviam na região do Equador, onde há bastante luz solar e, portanto desenvolveram pele escura, rica em melanina, que os protegia contra as queimaduras solares, mas que “deixava passar” o suficiente para a produção da vitamina D.

À medida que os humanos começaram a migrar para longe do Equador, (…) a pele ficou menos pigmentada a fim de absorver mais eficazmente a radiação solar disponível. Quanto mais os homens migraram para o norte, mais a pele humana clareou, permitindo o máximo uso da luz do sol. (…)

Mesmo hoje, os indivíduos de pele clara não precisam de muita exposição à luz do sol para produzir quantidade suficientes de vitamina D para a sua saúde, e os indivíduos de pele escura são naturalmente protegidos contra as queimaduras do sol. (…)

Desde o início dos registros históricos, o homem venera o sol por causa das suas propriedades terapêuticas e curadoras. (…) A terapia solar, também foi enaltecida por Hipócrates (filósofo grego considerado o “Pai da Medicina” e criador do juramento de Hipócrates), pelos médicos da Roma Antiga e da Arábia. (…) Não é surpresa que os povos antigos entendiam, instintivamente, os benefícios do sol.

Do ponto de vista científico, a corrida para o entedimento da função da terapia solar começou mais recentemente, nas décadas iniciais do século 20. (…) o Prêmio Nobel de Medicina, em 1903, foi para um fotobiólogo que demonstrou os benefícios da exposição à luz solar para a saúde.

Entretanto, um fato estranho aconteceu nos últimos quarenta anos. (…) Com a revelação de que a luz do sol contribuía para o câncer de pele e para o envelhecimento precoce, as atitudes mudaram. Os interesses financeiros alavancaram as campanhas para convencer o público de que o sol é totalmente prejudicial à saúde, de modo que todos usassem protetor solar e fossem ao dermatologista regularmente. Graças ao bombardeio de informações que foi – e que ainda é – lançado sobre o público, passamos a acreditar que isso é “verdade”.

Nos últimos quarenta anos, a comunidade dermatológica e, mais recentemente, a Organização Mundial de Saúde (OMS), vêm recomendando que as pessoas nunca se exponham à luz direta do sol. Essa é a causa principal da pandemia internacional de deficiência de vitamina D. As indústrias farmacêuticas conseguem vender o medo, mas não podem vender a luz solar, portanto, não há campanhas sobre os benefícios da luz do sol. (…) Entretanto, nada é mais poderoso do que a informação. Assim, vamos viajar pela máquina milagrosa de vitamina D que é o corpo humano. (…)

Como anteriormente mencionado, identifiquei a forma circulante mais comum de vitamina D (25-vitamina D) e a sua forma ativa (1,25 vitamina D, que é a única forma de vitamina D que fornece benefícios diretos aos humanos) durante o curso de medicina, há mais de trinta anos. Quando entendemos que a ativação da vitamina D acontece nos rins, ficou imediatamente claro por que os doentes renais sofriam de doenças ósseas graves e tinham resistência à vitamina D. (…)

Em 1979, o grupo do Dr.DeLuca relatou que praticamente todos os tecidos do corpo pareciam reconhecer a forma ativa da vitamina D. A minha equipe, bem como outras, conseguiu demonstrar que todos os tecidos e células do corpo possuem um receptor para a vitamina D. Só então começamos a compreender que, talvez, a vitamina D tivesse outras ações biológicas além das de regulação do metabolismo de cálcio e da manutenção dos ossos. (…)

O ph.D. Tatsuo Suda demonstrou no laboratório que as células leucêmicas com receptor de vitamina D incubadas com a forma ativa da vitamina D tinham seu crescimento inibido e passavam a se diferenciar normalmente, freando suas atividades cancerígenas. Esse foi o primeiro indício da potente ação biológica da vitamina D e do seu papel primordial na prevenção do câncer. Após essa observação, no início da décado de 1980, demonstramos que a forma ativa da vitamina D pode regular o crescimento da pele e ser usada para o tratamento da psoríase. (…)

Descobrimos que as células com receptores de vitamina D possuíam uma grande variedade de genes que eram ativados e desativados pela vitamina D. Esse genes controlavam o crescimento celular e induziam células malignas à normalidade ou à morte. (…)

Até a metade da década de 1990, acreditávamos que os rins eram responsáveis pelo suprimento da totalidade da vitamina D ativada. Os rins produzem vitamina D a partir da 25-vitamina D circulante, que é liberada pelo fígado. O fígado aprisiona a 25-vitamina D produzida pela pele após a exposição à luz do sol e, em menor nível, a partir dos alimentos que contêm vitamina D. Na verdade, a quantidade de vitamina D ativada produzida pelos rins é muito pequena (aproximadamente 2 a 4 microgramas por dia, que equivale a um centéssimo de um grão de sal), e esse suprimento não se altera independentemente da quantidade existente de 25-vitamina D na corrente sanguínea. Em outras palavras, podemos aumentar dramaticamente a quantidade de 25-vitamina D na corrente sanguínea deitando na praia todos os dias do verão, bebendo litros de leite e comendo salmão em todas as refeições, e, mesmo assim, nossos rins vão produzir a mesma pequena quantidade de vitamina D ativada. (…)

O tempo todo estávamos às portas de uma reviravolta no nosso entendimento da relação entre a exposição à luz do sol e a saúde celular. (…) Em outras palavras, começávamos a aceitar a idéia de que nós, humanos, somos capazes de produzir vitamina D ativada em praticamente todas as partes do corpo.

O processo é extraordinário. Antes, pensávamos que somente os rins podiam ativar a vitamina D e, depois, entendemos que uma variedade de células, incluindo as da mama, da próstata, do cólon, do pulmão, do cérebro, da pele e, provavelmente, a maior parte dos outros tecidos e células, também tinham essa capacidade. Quando a 25-vitamina D alcança e entra nessas células, ela se converte em vitamina D ativada. Entretanto, diferente do processo dos rins, que produzem a vitamina D ativada a partir da 25-vitamina D e a encaminham, por meio da corrente sanguínea, aos intestinos e aos ossos, em outras células, tais como as cerebrais, a 25-vitamina D é convertida em vitamina D ativada e é usada localmente, na própria célula. Depois que desempenha suas funções vitais, a vitamina D ativada induz a sua própria destruição (e, desse modo, não pode entrar na corrente sanguínea e criar um excesso de vitamina D ativada, que poderia ser tóxico). (…)

Essa foi uma descoberta significativa, pois, agora, temos certeza de que o aumento dos níveis de 25-vitamina D na corrente sanguínea, com a exposição à luz do sol, e em menor grau, com a dieta e a suplementação, ajudará a diminuir a probabilidade de ocorrência de diversas doenças – especialmente aquelas causadas pelo crescimento celular anormal, tal como o câncer. Além disso, descobrimos que o sistema imunológico tem capacidade de gerar a vitamina D ativada e, portanto, a exposição à luz solar pode ser importante para a prevenção e o tratamento de doenças autoimunes, tais como a esclerose múltipla, a doença de Crohn e o diabetes do tipo 1. (…) Por causa dessa constatação na contramão do que ouvimos frequentemente -, as vantagens da exposição à luz do sol superam, em muito, suas consequências potencialmente negativas. (…)

A radiação ultravioleta, ou UV, é formada pela UVA, a UVB e a UVC. (…) A radiação UVA alcança o solo até cem vezes mais do que a UVB, e embora a UVA contenha muito menos energia do que a UVB, ela pode penetrar mais profundamente as camadas da pele, onde afeta as estruturas elásticas e aumenta os radicais livres, causando rugas e influenciando o sistema imunológico e os melanócitos, que são as células de pigmentação da pele. Por isso, acredita-se que a UVA seja a causa principal dos melanomas. (…) A UVB avermelha a pele e é o principal contribuinte, no longo prazo, para os outros cânceres de pele que não são melanomas. (…)

A UVB é a única forma de radiação que dá início à reação na pele que estimula a produção de vitamina D. Até pouco tempo atrás, a maior partes do protetores solares bloqueava apenas a radiação UVB, o que pode ter precipitado o aumento do número de casos de melanomas nos Estados Unidos e nos países ocidentais. (…) Sete fatores-chave influenciam quanto de radiação UV atinge um indivíduo na Terra:

  1. Hora do dia
  2. Estação do ano
  3. Latitude
  4. Altitude
  5. Condições climáticas
  6. Reflexo
  7. Poluição

Da radiação UVB para a vitamina D ativada

A cadeia de reações tem início quando a radiação UVB atinge a superfície da pele, na qual como vimos anteriormente, um precursor do colesterol, chamado 7-dehidrocolesterol (também conhecido como provitamina D3, ou 7-DHC), converte-se em vitamina D3 na camada superior de nossa pele. (…) Essa forma de vitamina D é também chamada de colecalciferol ou de vitamina D3, e é o mesmo sintetizado a partir da lanolina das ovelhas para os suplementos de vitamina D3. A vitamina D3 permanece biologicamente inativa até que o fígado a aprisione e crie a forma circulante mais comum, a 25-vitamina D (também chamada de calcidiol). Antes da vitamina D chegar ao fígado para ser transformada em 25-vitamina D, parte dela se desloca para a gordura subcutânea, onde é estocada. A vitamina D é solúvel em gordura, e portanto é aí que ela pode ser estocada e usada durante os meses de inverno, sendo liberada de acordo com as necessidades. (…)

É nos rins que a 25-vitamina D se transforma na sua forma mais ativa, a 1,25-vitamina D. Essa forma é responsável pela regulagem do metabolismo do cálcio e pela saúde dos ossos. Se o nível de vitamina D não estiver adequado, não podemos usar o cálcio. Quando sofremos de deficiência de vitamina D, não conseguimos absorver mais que 10% a 15% do cálcio da dieta ou oriundo de suplementos. Quando sofremos de insuficiência de vitamina D, absorvemos menos de 30% do cálcio da dieta. Ter nível insuficiente de vitamina D significa que, não há deficiência, mas as quantidades estão aquém das necessárias para o perfeito funcionamento do corpo. (…)

Frequentemente, os pacientes são instruídos a ingerir cálcio em complemento à terapia medicamentosa, mas os médicos não lembram aos seus pacientes da ingestão da vitamina D. Sem disponibilidade de vitamina D, o cálcio que ingerimos tem menos utilidade. (…)

O único teste para avaliação do nível de vitamina D

A forma principal circulante – a 25-vitamina D – é o seu metabólito mais importante. A dosagem da 25-vitamina D é o que os especialistas da área, recomendam para avaliar os estoque da vitamina D (nos exames de laboratório você pode ver 25 (OH) D sérico). Os médicos têm cada vez mais consciência das diferenças, e ainda assim, mais de 20% deles solicitam o exame errado. (…)

A vitamina D2 versus vitamina D3: Qual a diferença?

A vitamina D gerada na pele é a D3. A vitamina D2 é produzida a partir de leveduras e há mais de sessenta anos é usada para fortificar os alimentos e os suplementos. (…)

A maior parte dos suplementos vendidos é de vitamina D3, mas não há prejuízo nenhum na obtenção de suplemento com a vitamina D2, que é a escolha ideal para os vegetarianos, que não querem suplementos de fontes animais nas suas dietas. (…)

O que é deficiência?

A comunidade internacional define atualmente a deficiência de vitamina D como o nível sanguíneo de 25-vitmina D menor do que 20 nanogramas por mililitro. A insuficiência de vitamina D é definida como de 21 a 29 nanogramas por mililitro. Idealmente, devemos procurar manter o nível de 25-vitamina D em, pelo menos 30 nanogramas por mililitro, considerando que 100 nanogramas por mililitro é o limite superior de segurança. (…)

A luz do sol destrói qualquer excesso de vitamina D produzido pelo nosso corpo, portanto nunca ficamos intoxicados quando produzimos vitamina D a partir da luz solar. (…)

A exposição ao sol, em roupa de praia, por tempo suficiente para conseguir uma cor levemente rosada no dia seguinte equivale à ingestão de 15 a 20 mil UI de vitamina D. (…) O corpo tem uma capacidade enorme de produzir vitamina D, em qualquer idade. Embora o envelhecimento reduza os níveis da provitamina D, que é a molécula responsável pela produção da vitamina D na pele, o corpo possui os ingredientes necessários para a sua produção se contar com uma exposição adequada à luz do sol, mesmo aos 90 anos de idade. (…)”

Retirado do livro: “Vitamina D”, 2012 – Editora Fundamento, de Michael F. Holick [Comprar o livro]

Resumo do Capítulo 4, livro “Anticâncer” do Dr.David Servan-Schreiber

Segue abaixo um trecho retirado do livro: “Anticâncer“, Capítulo 4:

Anticâncer

Capítulo 4 – As fraquezas do câncer

”Tomado pelo câncer, o organismo vive uma guerra total. As células cancerosas se comportam como bandos armados sem fé, nem lei, (…) Com seus genes anormais, elas escapam aos mecanismos de regulação dos tecidos. Perdem, por exemplo, a obrigação de morrer depois de um certo número de divisões, tornando-se portanto “imortais”. Fazem como se não escutassem os sinais dos tecidos circundantes que, alarmados pela falta de espaço, lhe pedem incessantemente que parem de se multiplicar. Pior, estes se intoxicam pelas substâncias particulares secretadas pelas células cancerosas. Esses venenos criam uma inflamação local que estimula ainda mais sua expansão em detrimento dos territórios vizinhos. (…)

De todas as variedades de células cancerosas utilizadas pelos pesquisadores, as S180 – ou células do sarcoma 180 – são as mais virulentas. Originárias de um rato específico de um laboratório suíço, cultivadas em grande número, são utilizadas no mundo inteiro para estudar o câncer em idênticas condições reproduzíveis. (…) Uma vez injetadas no organismo dos ratos, as células S180 se multiplicam a uma velocidade tal que a massa do tumor dobra a cada dez horas. Elas invadem os tecidos circundantes e destroem tudo que encontram pelo caminho. (…)

Foi um colaborador de Zheng Cui, o Dr.Mark Miller, especialista em desenvolvimento celular de câncer, que desfez o mistério. Estudando no microscópio as células S180 extraídas do abdome dos camundongos curados por milagre, ele descobriu um verdadeiro campo de batalha: no lugar das células cancerosas habituais, bojudas, felpudas e agressivas, ele via células lisas, perfuradas, marcadas em luta com os glóbulos brancos do sistema imunológico, dentre as quais as famosas “células matadoras naturais” ou NK (de natural killer em inglês). (…) Era a solução do enigma: os ratinhos resistentes tinham a capacidade de montar uma defesa poderosa graças ao seu sistema imunológico, inclusive depois da instalação completa de um câncer.

Agentes muito especiais contra o câncer

As células NK são agentes muito especiais do sistema imunológico. Como todos os glóbulos brancos, elas estão em permanente estado de patrulha dentro do organismo à procura de bactérias, vírus ou células cancerosas novas. (…) Uma vez estabelecido o contato, as NK apontam para o alvo, como a torre de um tanque, uma aparelhagem interna que transporta bolinhas recheadas de venenos.

Em contato com o indesejável, as bolinhas são liberadas e as armas químicas da célula NK – a perforina e as granzimas – são injetadas através da membrana. As moléculas de perforina adquirem então a forma de microanéis, que se reúnem para constituir um tudo por onde as granzimas penetram. Estas últimas reativam no coração da célula cancerosa os mecanismos da morte autoprogramada, como se eles lhes dessem a ordem de se suicidar. De fato, seu núcleo se parte, provocando a implosão de toda a arquitetura. (…)

A Natureza não leu nossos manuais

A equipe da Dra.Koebel demonstrou pela primeira vez em um ambiente de laboratório um conceito novo e radical no campo da oncologia. Os resultados da pesquisa sugerem que o câncer surge só das células de câncer que acham “terreno” fértil para crescer. Ou seja, as células de câncer só vão crescer dentro de um indivíduo cujas defesas imunológicas estejam enfraquecidas. (…)

Como veremos mais adiante, as diferentes pesquisas sobre a atividade dos glóbulos brancos (dentre os quais as células NK e os glóbulos brancos direcionados contra o câncer) mostram que eles ficam em seu melhor nível quando nossa alimentação é sadia, nosso meio ambiente é “limpo”, nossa atividade física emprega nosso corpo inteiro (e não apenas o cérebro e as mãos). (…)

As duas caras da inflamação

Todos os organismos vivos são naturalmente capazes de reparar seus tecidos depois de uma ferida. Nos animais e nos humanos, o mecanismo central dessa reparação é a inflamação. (…)

Tão logo um lesão afeta um tecido – pancada, corte, queimadura, envenenamento, infecção – ela é detectada pelas plaquetas do sangue que se aglutinam em torno do segmento machucado. Ao se juntarem, elas liberam uma substância química – PDGF, sigla em inglês de “fator de crescimento derivado de plaquetas” – que alerta as células brancas do sistema imunológico. Estas produzem uma séria de outros mediadores químicos de nomes estranhos e efeitos múltiplos: essas citocinas, quimiocinas, prostaglandinas, leucotrienos e tromboxanos vão orquestrar o processo de reparação. Primeiro elas dilatam os vasos adjacentes ao ferimento a fim de assegurar o afluxo de coagulação do sangue em volta do monte de plaquetas. Depois tornam os tecidos vizinhos permeáveis para que as células imunológicas possam penetrá-los e perseguir os intrusos em qualquer lugar onde se tenham instalado. Finalmente, provocam a multiplicação das células do tecido avariado para que ele reconstrua o pedaço que falta e fabrique localmente pequenos vasos sanguíneos, de forma a permitir a chegada de oxigênio e nutrientes ao local da construção. (…)

Há alguns anos sabemos que o câncer se serve precisamente de um desses mecanismos de reparação como um cavalo de Tróia, para invadir o organismo e levá-lo à morte. É essa a dupla face da inflamação: prevista para garantir a formação de novos tecidos para a cura, ela pode mudar de direção e alimentar o crescimento crescimento canceroso. (…)

Da mesma maneira que as células imunológicas agem para reparar as lesões, as células cancerosas precisam produzir inflamação para sustentar seu crescimento.

Elas começam a fabricar abundantemente as mesmas substâncias inflamatórias (citocinas, prostaglandinas e leucotrienos) que agem na reparação natural das feridas. Estas últimas atuam como adubos químicos que favorecem a multiplicação celular. O câncer vai servir dessas substâncias para induzir sua própria proliferação e tornar permeáveis as barreiras que o cercam. Assim o próprio processo que permite ao sistema imunológico reparar lesões e expulsar os inimigos em todos os recônditos do organismo é desviado em favor das células cancerosas, que vão se apoderar dele para proliferar e se propagar. Graças à inflamação, elas vão se infiltrar nos tecidos vizinhos e penetrar no fluxo sanguíneo para formar colônias a distância: as metástases. (…)

As principais influencias sobre a inflamacao. A inflamacao desempenha um papel-chave na progressao dos canceres. Nos podemos agir para reduzi-la no nosso organismo gracas a meios naturais ao alcance de todos.

Fatores de Agravamento Fatores de Protecao
Dieta ocidental tradicional Dieta mediterranea, cozinha indiana, cozinha asiatica
Acucares e farinhas refinadas Farinha multigraos
Carne vermelha de animais criados em escala industrial No maximo 3 vezes por semana, carne organica de animais criados a pasto
Oleos ricos em omega-6 (milho, girassol, cartamo, soja) Azeite, oleo de linhaça, oleo de canola
Peixes gordurosos, ricos em omega-3
Laticinios de animais criados em escala industrial Laticinios de animais criados a pasto
Ovos de galinhas criadas em escala industrial Ovos enriquecidos com omega-3 ou ovos de galinhas caipiras
Sensacao persistente de raiva ou desespero Risadas, leveza e serenidade
Menos de 20 minutos de atividade fisica por dia Caminhadas de 50 minutos 3x semana ou 30 minutos 6x semana
Fumaca de cigarro, poluicao Meio ambiente limpo

A descoberta do papel-chave da inflamação na progressão dos cânceres é ainda muito recente. (…) Simplesmente, temos que eliminar as toxinas pró-eliminatórias de nosso meio ambiente, adotar uma alimentação voltada para o combate do câncer, cuidar de nosso equilíbrio emocional e satisfazer a necessidade que nosso corpo tem de se mexer e gastar energia. (…)

É pouco provável que nossos médicos sugiram estas abordagens. Mudanças no estilo de vida não podem, por definição, ser patenteadas. Portanto, não se tornam medicações e não precisam de receita médica. Isso significa que a maioria dos médicos não as considera de sua alçada, então depende de nós fazer nossas próprias mudanças. (…)”

Retirado do livro: “Anticâncer”, 2011 – Editora Objetiva, de David Servan-Schreiber [Comprar o livro]

Resumo do Capítulo 3, livro “Anticâncer” do Dr.David Servan-Schreiber

Segue abaixo um trecho retirado do livro: “Anticâncer“, Capítulo 3:

Anticâncer

Capítulo 3 – Perigo e oportunidade

”Quando fiquei sabendo que tinha um tumor no cérebro, mergulhei de um dia para o outro em um mundo que me parecia familiar, mas do qual na realidade eu ignorava tudo: o mundo dos doentes. (…)

Estava entrando em um mundo cinzento, o mundo das pessoas sem título, sem qualidade, sem profissão. Ninguém se interessa pelo que elas fazem na vida, só querem saber o que aparece na sua última tomografia. Eu percebia que a maior parte dos meus médicos não sabia me tratar ao mesmo tempo como paciente e colega. (…)

Eu compreendi, com consternação, que aos olhos da maior parte das pessoas era impróprio brincar quando se sofria de uma doença grave. Todos os dias, toda a minha vida, iam me olhar como uma pessoa condenada a desaparecer no curto prazo. (…)

Enquanto a doença não passa rente a nós, a vida nos parece infinita e acreditamos que sempre haverá tempo para lutarmos pela felicidade. Antes preciso obter meus diplomas, receber meus créditos, é preciso que as crianças cresçam, que eu me aposente… mais tarde pensarei na felicidade. Adiando sempre para o dia seguinte a busca do essencial, corremos o risco de deixar a vida escoar entre nossos dedos, sem jamais tê-la de fato saboreado. (…)

Estou certo de que é a primeira vez que saboreio a vida. Me dou conta finalmente de que não sou imortal. Tremo à lembrança de todas as ocasiões que eu desperdicei – mesmo quando estava no auge da minha forma – por conta de um pseudo-orgulho, de falsos valores e confrontos imaginários. (…)

Todos nós temos necessidade de nos sentir úteis aos outros. É um alimento indispensável à alma, cuja falta faz nascer uma dor que será ainda mais dilacerante se a morte estiver se aproximando. Grande parte do que chamamos de medo da morte vem do medo de que nossa vida não tenha tido sentido, de que tenhamos vivido em vão, de que nossa existência não tenha feito diferença para nada nem para ninguém. (…)

Fico um bom tempo sozinho comigo mesmo, às vezes faço uma espécie de “peregrinação” íntima, indo até uma igreja, uma sinagoga, um lugar santo. Eu me recolho ao que me aconteceu: a dor, o medo, a crise. Eu agradeço, porque me transformei. Porque me tornei um homem muito mais feliz a partir desse segundo nascimento.”

Retirado do livro: “Anticâncer”, 2011 – Editora Objetiva, de David Servan-Schreiber [Comprar o livro]

Resumo do Capítulo 2, livro “Anticâncer” do Dr.David Servan-Schreiber

Segue abaixo um trecho retirado do livro: “Anticâncer“, Capítulo 2:

Anticâncer

Capítulo 2 – Fugir das Estatísticas

”Stephen Jay Gould era professor de zoologia, especialista em teoria da evolução, na Universidade de Harvard. Era também um dos cientistas mais influentes de sua geração, considerado por muito como o segundo Darwin por ter apresentado uma visão mais completa da evolução das espécies.

Em julho de 1982, com 40 anos, ficou sabendo que sofria de um mesotelioma do abdome – um câncer grave e raro, que é atribuído à exposição ao amianto. Depois da operação, pediu à sua médica para lhe indicar os melhores artigos técnicos sobre o mesotelioma. Embora tivesse sido até então sempre muita direta, a oncologista lhe respondeu evasivamente que a literatura médica não tinha nada de verdadeiramente valioso sobre o assunto. Mas impedir um universitário de vasculhar a documentação sobre um tema que o preocupa é um pouco, como escreve Gould, recomendar a castidade ao Homo sapiens, de todos os primatas o mais interessado em sexo. (…)

Stephen Jay Gould morreu vinte anos depois, de outra doença. Teve tempo de concluir uma das mais admiráveis carreiras científicas de seu tempo. Dois meses antes de morrer, ainda assistiu à publicação de sua obra máxima, A Estrutura da Teoria da Evolução. Sua sobrevida foi trinta vezes maior do que os oncologistas haviam previsto.

A lição que nos oferece esse grande biólogo é límpida: as estatísticas são uma informação, não uma condenação. (…)

Se os pacientes estiverem bem-informados sobre a doença, se cuidarem do corpo e da mente e se receberem a alimentação de que têm necessidade para estar em melhor condição de saúde, então as funções vitais do corpo vão se mobilizar para melhor lutar contra o câncer. Eles viverão melhor e por mais tempo. (…)

Algum tempo depois, a prova foi trazida pelo Dr.Dean Ornish, professor de medicina da Universidade da Califórnia em São Francisco e grande precursor da medicina complementar. (…)

A melhor prova da existência de uma relação entre as mudanças do estilo de vida e a parada da progressão do câncer é o fato de que quanto mais os homens assimilaram os conselhos do Dr.Ornish e os aplicaram assiduamente em existências cotidianas, mais seu sangue ficou ativo contra as células cancerosas! (…)

Na Universidade de Montreal, uma equipe liderada pelo Dr.Parviz Ghadirian estudou mulheres que era portadoras de genes do tipo BRCA-1 e BRCA-2 – genes que apavoram muitas mulheres, porque quase 80% das portadoras sofrem o risco de desenvolver câncer de mama ao longo da vida. (…) A grande descoberta deles? Quanto mais frutas, legumes e verduras essas mulheres que corriam risco genético comiam, menor era a chance de desenvolver câncer. (…)

Na Universidade de São Francisco, a equipe do professor John Witte fez uma descoberta similar sobre o câncer da próstata. (…) quando os homens que portavam tais genes consumiam peixes gordurosos ricos em ômega-3 pelos menos duas vezes por semana, os genes permaneciam sob controle. Os cânceres deles tinham cinco vezes menos probabilidade de se tornarem agressivos do que os dos homens que não comiam peixes gordurosos.

Essas descobertas recentes apoiam a idéia de que os “genes do câncer” podem não ser tão perigosos se não forem desencadeados por estilos de vida. (…)

Não existe abordagem natural capaz de, sozinha, curar o câncer. Mas também não existe destino fechado. Como Stephen Jay Gould, todos nós podemos olhar as estatísticas em perspectiva e visar “a longa calda direita da curva”. O melhor caminho, para quem quer alcançar este objetivo ou simplesmente se proteger contra o câncer, é aprender a melhor utilizar os recursos do corpo e a viver uma vida mais rica. (…)

A ameaça que o câncer faz pesar nos cega tanto que temos dificuldade em perceber sua fecundidade. Quanto a mim, de muitas maneiras, a doença me transformou a vida. A um ponto que eu nunca poderia ter imaginado quando acreditei que estava condenado. (…)”

Retirado do livro: “Anticâncer”, 2011 – Editora Objetiva, de David Servan-Schreiber [Comprar o livro]

Resumo da Introdução (parte 2/2), livro “Anticâncer” do Dr.David Servan-Schreiber

Segue abaixo um trecho retirado do livro: “Anticâncer“, Introdução (parte 2/2):

Anticâncer

Introdução – Parte 2/2

”Todos temos um câncer dormindo em nós. Como todo organismo vivo, nosso corpo fabrica células defeituosas permanentemente. É assim que nascem os tumores. Mas nosso corpo é também equipado com múltiplos mecanismos que lhe permitem detectá-los e contê-los. No ocidente, uma pessoa em cada quatro vai morrer de câncer, mas três em cada quatro não morrerão. Para estas últimas, os mecanismos de defesa terão derrotado o câncer. (…)

Nós todos vivemos com mitos que impedem nossa capacidade de desarmar o câncer. Por exemplo, somos frequentemente levados a acreditar que o câncer é antes de tudo uma questão de genes, não de estilo de vida. Porém o inverso é que é verdade. (…)

Um estudo publicado na maior revista de referência em medicina, a New England Journal of Medicine, nos obriga a modificar todas as nossas perspectivas sobre o câncer: herdar genes de pais biológicos mortos de câncer antes dos 50 anos não tem nenhuma influência sobre o risco de a própria pessoa desenvolver um câncer. (…) Esse estudo mostra que são exatamente os hábitos de vida, e não os genes, os principais implicados na suscetibilidade ao câncer. Todas as pesquisas sobre o câncer concordam: os genes contribuem no máximo com 15% para a mortalidade do câncer. Em suma, não há nenhum destino fechado e todos nós podemos aprender a nos proteger.

É preciso afirmar desde logo: não existe até hoje nenhuma abordagem alternativa capaz de curar o câncer. No presente, é impensável pretender tratar o câncer sem recorrer às excepcionais técnicas desenvolvidas pela medicina ocidental: cirurgia, quimioterapia, radioterapia, imunoterapia e, dentro em breve, genética molecular.

Entretanto, é igualmente absurdo remeter-se apenas a essas abordagens convencionais e negligenciar a capacidade de nosso corpo de se proteger contra os tumores, seja para prevenir a doença, seja para acompanhar os tratamentos.”

Retirado do livro: “Anticâncer”, 2011 – Editora Objetiva, de David Servan-Schreiber [Comprar o livro]

Resumo da Introdução (parte 1/2), livro “Anticâncer” do Dr.David Servan-Schreiber

Segue abaixo um trecho retirado do livro: “Anticâncer“, Introdução (parte 1/2):

Anticâncer

Introdução

”Há 17 anos, descobri por meio de um experimento de mapeamento do meu próprio cérebro que eu tinha câncer cerebral. (…) Não estando mais enrolado no manto confortável de médico e cientista, eu tinha me tornado um paciente com câncer. Este livro é a história do que aconteceu depois, do retorno à vida e à saúde – na verdade, a um nível de saúde que eu nunca tinha atingido antes – mesmo sabendo que tinha câncer. É a história de como usei meus conhecimentos médicos e científicos para descobrir tudo que havia na literatura médica que pudesse me ajudar a mudar o quadro. E o mais importante, ele proporciona uma perspectiva nova sobre o câncer, com base na ciência, que oferece a todos nós a chance de nos protegermos melhor contra essa doença. (…)

(…) temos de prestar muita atenção à conexão mente e corpo, principalmente no impacto negativo de sentimentos prolongados de impotência e desespero. Quando não se cuida deles, esses sentimentos – e não os estresses da vida em si – contribuem para os processos inflamatórios que podem ajudar o câncer a crescer. (…)

Em termos de nutrição, estudos recentes promissores descobriram vários novos alimentos anticâncer. Frutas com caroços grandes, como ameixa e pêssego, podem agora ser incluídas nessa categoria. Novos dados sobre o azeite de oliva, que já tinha sido fortemente recomendado na primeira edição, agora o tornam um alimento anticâncer completo, agindo contra diversos tipos específicos de câncer.

Além disso, dois novos estudos mostraram exatamente quantas xícaras de chá verde precisam ser tomadas por dia para reduzir o risco de câncer de mama ou próstata em mais de 50%. (…)

Novas pesquisas confirmaram a importância da vitamina D3 na prevenção do câncer, (…)

(…) Quando as células do câncer de mama humano são expostas a doses de bisfenol A (BPA) correspondentes aos níveis frequentemente encontrados no sangue das pessoas, as células não respondem mais à quimioterapia. Dados comparáveis foram obtidos em estudos de aditivos alimentares baseados em fostatos inorgânicos (encontrados em refrigerantes, produtos assados processados, etc), que promovem o desenvolvimento de células de câncer de pulmão de células não pequenas.

(…) uma pesquisa publicada no periódico Nature, em 2007, concluiu que o câncer pode ser entendido como um colapso no equilíbrio entre as células cancerígenas que sempre estiveram “adormecidas” no corpo e as defesas naturais que normalmente as mantêm inertes. Esse tipo de estudo destaca a importância de se nutrir e fortalecer nosso “terreno”.

(…) Dois grandes estudos epidemiológicos, um conduzido em 11 países europeus e com duração de 12 anos (o estudo HALE) e o outro um uma única região do Reino Unido (20 mil pessoas observadas ao longo de 11 anos), relataram resultados ainda mais drásticos: uma redução de mais de 60% na mortalidade por câncer durante o período do estudo entre as pessoas que adotaram um estilo de vida mais saudável.

(…) Em outro estudo bem executado, em 2008, (…) demonstrou que mudanças no estilo de vida em relação à dieta, exercícios e redução de estresse modificaram a expressão dos genes dentro das células cancerígenas.

(…) Nos últimos trinta anos, a ciência fez avanços extraordinários e demonstrou que todos nós tempos a habilidade de nos proteger do câncer e de contribuir com nossos próprios meios para curá-lo.

(…) Tem sido um alívio para mim saber que não encorajei falsas esperanças, e isso confirmou minha convicção de que mesmo o programa Anticâncer não podendo (como realmente não faz) alegar que neutraliza o câncer para todo mundo, ele ajuda a prolongar a vida, seja lá qual for o resultado.”

Retirado do livro: “Anticâncer”, 2011 – Editora Objetiva, de David Servan-Schreiber [Comprar o livro]