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Resumo Capítulo 2, livro “Vitamina D” do Dr.Michael Holick

Segue abaixo um trecho retirado do livro: “Vitamina D – Como um tratamento tão simples pode reverter doenças tão importantes“, Capítulo 2:

VITAMINA D

Capítulo 2

”(…) Neste capítulo, veremos como o nosso corpo produz, a partir da radiação ultravioleta do sol, e como ele utiliza essa forma ativada de vitamina D, um dos hormônios mais vitais à sobrevivência do nosso corpo. Além disso, vamos explorar a magnífica ligação entre a vitamina D e o cálcio e verificar por que todo o cálcio do mundo não mantém nossos ossos fortes sem a ajuda da vitamina D. (…)

A vitamina D existe neste planeta há mais de quinhentos milhões de anos, muito antes de qualquer organismo pensar em querer desenvolver ossos ou apêndices, ou de poder andar em pé, sobre duas patas. (…)

Em algum momento, durante a longa vida deste planeta, os seres vivos cansaram do oceano e começaram a se aventurar para a terra firme. Mas, assim que eles abandonaram as águas ricas em cálcio, há aproximadamente 350 milhões de anos, tiveram que encarar um problema: não havia cálcio disponível em terra firme; ele estava incrustado na terra e ia parar nas raízes e nas folhas das plantas. Nas águas salinas dos oceanos, os esqueletos primitivos desses primeiros seres vivos podiam absorver o cálcio de um modo direto ou eles comiam fitoplâncton ou zooplâncton (animais microscópicos), que era ricos em vitamina D. (…)

Foi a exposição da pele à luz do sol – que produz a vitamina D – que permitiu que esses animais evoluíssem em terra firme, como a capacidade de absorver cálcio suficiente dos alimentos para as suas estruturas ósseas. O papel principal do cálcio é manter as funções neuromusculares, bem como desenvolver os ossos, e os nossos ancestrais desenvolveram um sistema para absorção de cálcio dos alimentos. Esse processo de transporte bioquímico na absorção do cálcio dietético requer a presença da vitamina D, que é produzida na pele, quando exposta à luz solar. (…)

A vitamina D produzida na pele dura duas vezes mais no sangue do que a vitamina D ingerida na dieta.

Quando estamos expostos à luz do sol, não produzimos apenas a vitamina D, mas também vários outros produtos de reações fotoquímicas que não podem ser obtidos a partir da dieta. Não sabemos se esses produtos de reações fotoquímicas têm ações biológicas singulares que podem beneficiar adicionalmente a saúde. Entretanto, esse é um fato interessante, e continuamos a buscar mais informações na área. (…)

Nossos antepassados viviam na região do Equador, onde há bastante luz solar e, portanto desenvolveram pele escura, rica em melanina, que os protegia contra as queimaduras solares, mas que “deixava passar” o suficiente para a produção da vitamina D.

À medida que os humanos começaram a migrar para longe do Equador, (…) a pele ficou menos pigmentada a fim de absorver mais eficazmente a radiação solar disponível. Quanto mais os homens migraram para o norte, mais a pele humana clareou, permitindo o máximo uso da luz do sol. (…)

Mesmo hoje, os indivíduos de pele clara não precisam de muita exposição à luz do sol para produzir quantidade suficientes de vitamina D para a sua saúde, e os indivíduos de pele escura são naturalmente protegidos contra as queimaduras do sol. (…)

Desde o início dos registros históricos, o homem venera o sol por causa das suas propriedades terapêuticas e curadoras. (…) A terapia solar, também foi enaltecida por Hipócrates (filósofo grego considerado o “Pai da Medicina” e criador do juramento de Hipócrates), pelos médicos da Roma Antiga e da Arábia. (…) Não é surpresa que os povos antigos entendiam, instintivamente, os benefícios do sol.

Do ponto de vista científico, a corrida para o entedimento da função da terapia solar começou mais recentemente, nas décadas iniciais do século 20. (…) o Prêmio Nobel de Medicina, em 1903, foi para um fotobiólogo que demonstrou os benefícios da exposição à luz solar para a saúde.

Entretanto, um fato estranho aconteceu nos últimos quarenta anos. (…) Com a revelação de que a luz do sol contribuía para o câncer de pele e para o envelhecimento precoce, as atitudes mudaram. Os interesses financeiros alavancaram as campanhas para convencer o público de que o sol é totalmente prejudicial à saúde, de modo que todos usassem protetor solar e fossem ao dermatologista regularmente. Graças ao bombardeio de informações que foi – e que ainda é – lançado sobre o público, passamos a acreditar que isso é “verdade”.

Nos últimos quarenta anos, a comunidade dermatológica e, mais recentemente, a Organização Mundial de Saúde (OMS), vêm recomendando que as pessoas nunca se exponham à luz direta do sol. Essa é a causa principal da pandemia internacional de deficiência de vitamina D. As indústrias farmacêuticas conseguem vender o medo, mas não podem vender a luz solar, portanto, não há campanhas sobre os benefícios da luz do sol. (…) Entretanto, nada é mais poderoso do que a informação. Assim, vamos viajar pela máquina milagrosa de vitamina D que é o corpo humano. (…)

Como anteriormente mencionado, identifiquei a forma circulante mais comum de vitamina D (25-vitamina D) e a sua forma ativa (1,25 vitamina D, que é a única forma de vitamina D que fornece benefícios diretos aos humanos) durante o curso de medicina, há mais de trinta anos. Quando entendemos que a ativação da vitamina D acontece nos rins, ficou imediatamente claro por que os doentes renais sofriam de doenças ósseas graves e tinham resistência à vitamina D. (…)

Em 1979, o grupo do Dr.DeLuca relatou que praticamente todos os tecidos do corpo pareciam reconhecer a forma ativa da vitamina D. A minha equipe, bem como outras, conseguiu demonstrar que todos os tecidos e células do corpo possuem um receptor para a vitamina D. Só então começamos a compreender que, talvez, a vitamina D tivesse outras ações biológicas além das de regulação do metabolismo de cálcio e da manutenção dos ossos. (…)

O ph.D. Tatsuo Suda demonstrou no laboratório que as células leucêmicas com receptor de vitamina D incubadas com a forma ativa da vitamina D tinham seu crescimento inibido e passavam a se diferenciar normalmente, freando suas atividades cancerígenas. Esse foi o primeiro indício da potente ação biológica da vitamina D e do seu papel primordial na prevenção do câncer. Após essa observação, no início da décado de 1980, demonstramos que a forma ativa da vitamina D pode regular o crescimento da pele e ser usada para o tratamento da psoríase. (…)

Descobrimos que as células com receptores de vitamina D possuíam uma grande variedade de genes que eram ativados e desativados pela vitamina D. Esse genes controlavam o crescimento celular e induziam células malignas à normalidade ou à morte. (…)

Até a metade da década de 1990, acreditávamos que os rins eram responsáveis pelo suprimento da totalidade da vitamina D ativada. Os rins produzem vitamina D a partir da 25-vitamina D circulante, que é liberada pelo fígado. O fígado aprisiona a 25-vitamina D produzida pela pele após a exposição à luz do sol e, em menor nível, a partir dos alimentos que contêm vitamina D. Na verdade, a quantidade de vitamina D ativada produzida pelos rins é muito pequena (aproximadamente 2 a 4 microgramas por dia, que equivale a um centéssimo de um grão de sal), e esse suprimento não se altera independentemente da quantidade existente de 25-vitamina D na corrente sanguínea. Em outras palavras, podemos aumentar dramaticamente a quantidade de 25-vitamina D na corrente sanguínea deitando na praia todos os dias do verão, bebendo litros de leite e comendo salmão em todas as refeições, e, mesmo assim, nossos rins vão produzir a mesma pequena quantidade de vitamina D ativada. (…)

O tempo todo estávamos às portas de uma reviravolta no nosso entendimento da relação entre a exposição à luz do sol e a saúde celular. (…) Em outras palavras, começávamos a aceitar a idéia de que nós, humanos, somos capazes de produzir vitamina D ativada em praticamente todas as partes do corpo.

O processo é extraordinário. Antes, pensávamos que somente os rins podiam ativar a vitamina D e, depois, entendemos que uma variedade de células, incluindo as da mama, da próstata, do cólon, do pulmão, do cérebro, da pele e, provavelmente, a maior parte dos outros tecidos e células, também tinham essa capacidade. Quando a 25-vitamina D alcança e entra nessas células, ela se converte em vitamina D ativada. Entretanto, diferente do processo dos rins, que produzem a vitamina D ativada a partir da 25-vitamina D e a encaminham, por meio da corrente sanguínea, aos intestinos e aos ossos, em outras células, tais como as cerebrais, a 25-vitamina D é convertida em vitamina D ativada e é usada localmente, na própria célula. Depois que desempenha suas funções vitais, a vitamina D ativada induz a sua própria destruição (e, desse modo, não pode entrar na corrente sanguínea e criar um excesso de vitamina D ativada, que poderia ser tóxico). (…)

Essa foi uma descoberta significativa, pois, agora, temos certeza de que o aumento dos níveis de 25-vitamina D na corrente sanguínea, com a exposição à luz do sol, e em menor grau, com a dieta e a suplementação, ajudará a diminuir a probabilidade de ocorrência de diversas doenças – especialmente aquelas causadas pelo crescimento celular anormal, tal como o câncer. Além disso, descobrimos que o sistema imunológico tem capacidade de gerar a vitamina D ativada e, portanto, a exposição à luz solar pode ser importante para a prevenção e o tratamento de doenças autoimunes, tais como a esclerose múltipla, a doença de Crohn e o diabetes do tipo 1. (…) Por causa dessa constatação na contramão do que ouvimos frequentemente -, as vantagens da exposição à luz do sol superam, em muito, suas consequências potencialmente negativas. (…)

A radiação ultravioleta, ou UV, é formada pela UVA, a UVB e a UVC. (…) A radiação UVA alcança o solo até cem vezes mais do que a UVB, e embora a UVA contenha muito menos energia do que a UVB, ela pode penetrar mais profundamente as camadas da pele, onde afeta as estruturas elásticas e aumenta os radicais livres, causando rugas e influenciando o sistema imunológico e os melanócitos, que são as células de pigmentação da pele. Por isso, acredita-se que a UVA seja a causa principal dos melanomas. (…) A UVB avermelha a pele e é o principal contribuinte, no longo prazo, para os outros cânceres de pele que não são melanomas. (…)

A UVB é a única forma de radiação que dá início à reação na pele que estimula a produção de vitamina D. Até pouco tempo atrás, a maior partes do protetores solares bloqueava apenas a radiação UVB, o que pode ter precipitado o aumento do número de casos de melanomas nos Estados Unidos e nos países ocidentais. (…) Sete fatores-chave influenciam quanto de radiação UV atinge um indivíduo na Terra:

  1. Hora do dia
  2. Estação do ano
  3. Latitude
  4. Altitude
  5. Condições climáticas
  6. Reflexo
  7. Poluição

Da radiação UVB para a vitamina D ativada

A cadeia de reações tem início quando a radiação UVB atinge a superfície da pele, na qual como vimos anteriormente, um precursor do colesterol, chamado 7-dehidrocolesterol (também conhecido como provitamina D3, ou 7-DHC), converte-se em vitamina D3 na camada superior de nossa pele. (…) Essa forma de vitamina D é também chamada de colecalciferol ou de vitamina D3, e é o mesmo sintetizado a partir da lanolina das ovelhas para os suplementos de vitamina D3. A vitamina D3 permanece biologicamente inativa até que o fígado a aprisione e crie a forma circulante mais comum, a 25-vitamina D (também chamada de calcidiol). Antes da vitamina D chegar ao fígado para ser transformada em 25-vitamina D, parte dela se desloca para a gordura subcutânea, onde é estocada. A vitamina D é solúvel em gordura, e portanto é aí que ela pode ser estocada e usada durante os meses de inverno, sendo liberada de acordo com as necessidades. (…)

É nos rins que a 25-vitamina D se transforma na sua forma mais ativa, a 1,25-vitamina D. Essa forma é responsável pela regulagem do metabolismo do cálcio e pela saúde dos ossos. Se o nível de vitamina D não estiver adequado, não podemos usar o cálcio. Quando sofremos de deficiência de vitamina D, não conseguimos absorver mais que 10% a 15% do cálcio da dieta ou oriundo de suplementos. Quando sofremos de insuficiência de vitamina D, absorvemos menos de 30% do cálcio da dieta. Ter nível insuficiente de vitamina D significa que, não há deficiência, mas as quantidades estão aquém das necessárias para o perfeito funcionamento do corpo. (…)

Frequentemente, os pacientes são instruídos a ingerir cálcio em complemento à terapia medicamentosa, mas os médicos não lembram aos seus pacientes da ingestão da vitamina D. Sem disponibilidade de vitamina D, o cálcio que ingerimos tem menos utilidade. (…)

O único teste para avaliação do nível de vitamina D

A forma principal circulante – a 25-vitamina D – é o seu metabólito mais importante. A dosagem da 25-vitamina D é o que os especialistas da área, recomendam para avaliar os estoque da vitamina D (nos exames de laboratório você pode ver 25 (OH) D sérico). Os médicos têm cada vez mais consciência das diferenças, e ainda assim, mais de 20% deles solicitam o exame errado. (…)

A vitamina D2 versus vitamina D3: Qual a diferença?

A vitamina D gerada na pele é a D3. A vitamina D2 é produzida a partir de leveduras e há mais de sessenta anos é usada para fortificar os alimentos e os suplementos. (…)

A maior parte dos suplementos vendidos é de vitamina D3, mas não há prejuízo nenhum na obtenção de suplemento com a vitamina D2, que é a escolha ideal para os vegetarianos, que não querem suplementos de fontes animais nas suas dietas. (…)

O que é deficiência?

A comunidade internacional define atualmente a deficiência de vitamina D como o nível sanguíneo de 25-vitmina D menor do que 20 nanogramas por mililitro. A insuficiência de vitamina D é definida como de 21 a 29 nanogramas por mililitro. Idealmente, devemos procurar manter o nível de 25-vitamina D em, pelo menos 30 nanogramas por mililitro, considerando que 100 nanogramas por mililitro é o limite superior de segurança. (…)

A luz do sol destrói qualquer excesso de vitamina D produzido pelo nosso corpo, portanto nunca ficamos intoxicados quando produzimos vitamina D a partir da luz solar. (…)

A exposição ao sol, em roupa de praia, por tempo suficiente para conseguir uma cor levemente rosada no dia seguinte equivale à ingestão de 15 a 20 mil UI de vitamina D. (…) O corpo tem uma capacidade enorme de produzir vitamina D, em qualquer idade. Embora o envelhecimento reduza os níveis da provitamina D, que é a molécula responsável pela produção da vitamina D na pele, o corpo possui os ingredientes necessários para a sua produção se contar com uma exposição adequada à luz do sol, mesmo aos 90 anos de idade. (…)”

Retirado do livro: “Vitamina D”, 2012 – Editora Fundamento, de Michael F. Holick [Comprar o livro]

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Resumo cap 12, livro “Nutrição Cerebral” de Helion Povoa

Segue abaixo um trecho retirado do livro: “Nutrição Cerebral“, capítulo 12 (Os Smart Nutrients):

NUTRICAO CEREBRAL

“(…) Os Smart Nutrients são vitaminas, minerais, aminoácidos e gorduras que vêm apresentando uma ação positiva sobre todos os códigos de funcionamento do cérebro. (…)

O maior diferencial dos smart nutrients é o poder de melhorar especialmente a nutrição do córtex frontal, a região do cérebro mais sensível aos nutrientes e mais vulnerável à ação dos agentes poluentes, de qualquer ordem. Alguns smart nutrients também atuam destruindo os radicais livres, que degeneram o cérebro, e aumentando a produção de seus antioxidantes naturais. (…)

Atualmente, a lista de smart nutrients é muito grande e a todo momento uma nova pesquisa científica nos revela o valor de mais uma substância para otimizar as funções do cérebro. (…)

Vitamina D

(…) Acredita-se que a ação benéfica da vitamina D para a produção de NGF se dê pelo aumento que ela promove na síntese de proteínas que fixam o cálcio no interior das células. (…)

Vitamina E

(…) Tem papel protetor dos neurônios, que exerce fixando-se nas membranas das células, ricas em fosfolipídeos. Como é solúvel em gorduras (liposolúvel), a vitamina E impede as lesões do cérebro, composto de gorduras em sua maior parte. (…)

Tem também efeito protetor sobre o sistema imunológico e combate a oxidação do colesterol LDL.

Vitaminas do Complexo B

Estão envolvidas nos processos mitocondriais, daí terem uma importância imensa para o sistema nervoso. A vitamina B1 (tiamina) é essencial para a transformação de glicose em energia (…)

A vitamina B2 (riboflavina) é importantíssima para a memória, o humor e a aquisição de conhecimentos, pois regenera o glutatião, um dos maiores protetores celulares contra a ação dos radicais livres. (…)

A vitamina B3 (niacina) participa da manutenção de substâncias químicas nervosas e hormônios que regulam a memória e o pensamento. (…) Já a vitamina B6 (piridoxina) é muito importante para a formação de neurotransmissores (…).

Atuando sinergicamente, as vitaminas B12 e o ácido fólico vêm sendo muito utilizados no tratamento dos processos neurodegenerativos, pois ambos participam da síntese do DNA mitocondrial (…). Eles também participam da formação da bainha de mielina, que circunda os neurônios e acelera a condução dos sinais nervosos. (…)

Vitamina C

(…) Hoje, a vitamina C também está incluída no rol dos smart nutrients, pois, além de ser um dos mais poderosos antioxidantes que existem, tem o extraordinário poder de intensificar a ação antioxidante de diversos outros nutrientes. (…)

Cromo e Vanádio

Esses oligoelementos, que atuam de forma sinérgica no organismo, têm uma importância enorme no aproveitamento do principal combustível do cérebro, a glicose, pois são fundamentais para o bom funcionamento dos receptores da insulina. (…)

Selênio

É um oligoelemento que tem sido bastante utilizado como smart nutrient, pois é talvez o de maior poder contra os efeitos nocivos dos radicais livres. (…)o selênio ajuda a remover os minerais tóxicos que provocam problemas cerebrais como mercúrio, chumbo, bismuto, níquel e cádmio. O mineral tem ainda um papel protetor sobre a parede vascular, protegendo o cérebro de AVC (acidente vascular cerebral).

Lítio

É um mineral que estimula o prazer e o amor e inibe os receptores do circuito da dor. (…)

Zinco

Faz parte de uma enzima importantíssima no organismo que atua como um antioxidante primário, a SOD (superóxido dismutase). (…) Um indivíduo estressado tem formação deficiente de ácido clorídrico e por isso não consegue assimilar muito bem o zinco de sua alimentação. (…) Outra característica importante do zinco é sua ação protetora contra intoxicações por minerais tóxicos como o chumbo, o mercúrio e o cobre.

Cálcio e Magnésio

Ambos são minerais importantíssimos para os processos cerebrais. O cálcio participa da formação do óxido nítrico, um gás fundamental no organismo que possui ação vasodilatadora e beneficia a formação da memória. (…) Hoje reconhece-se muito a importância do cálcio, mas não se dá a mesma importância ao magnésio, que funciona como um bloqueador fisiológico do cálcio e evita que seu excesso provoque perigosas calcificações nas artérias e nos rins.

Ácidos Graxos Tipo Ômega 3

É uma gordura que possui enorme relevância fisiológica. No que se refere ao cérebro, o ômega 3 é excelente para a memória e aumenta os receptores de serotonina, dopamina e noradrenalina. Admite-se agora que, nas células, o ômega 3 fica localizados nos plasmalógenos, potentes antioxidantes encontrados principalmente nas membranas celulares dos neurônios, protegendo o cérebro e o sistema nervoso central dos radicais livres. (…)

Melatonina

É certamente o mais potente antioxidante endógeno que temos, pois faz uma verdadeira faxina de radicais livres no organismo durante a noite, sob o efeito da escuridão, em especial durante o sono REM (rapid eye moviment). (…)

Soja

Contém várias substâncias com valor nutricional e nutracêutico de relevância. A isoflavona e alguns de seus derivados (…) são exemplos. Estas substâncias são poderosos antioxidantes e possuem valor fitoestrogênico. Atribui-se ao estrogênio a função de reduzir a produção de placas amilóides no cérebro e auxiliar na preservação da memória, duas condições associadas à doença de Alzheimer.

A isoflavona tem atividade cerebral e inibe o progresso da aterosclerose e outras doenças neurodegenerativas (…).”

Retirado do livro: “Nutrição Cerebral”, 2005 – Editora Objetiva, de Helion Póvoa [Comprar o livro]