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Resumo cap 15, livro “Nutrição Cerebral” de Helion Povoa

Segue abaixo um trecho retirado do livro: “Nutrição Cerebral“, capítulo 15 (Preparando o Terreno da Felicidade):

NUTRICAO CEREBRAL

“Uma pesquisa realizada há poucos anos na cidade de Los Angeles, EUA, constatou que nove entre dez bebês vinham sendo abortados ainda na fase ovular, nos primeiros dias da gravidez. Como o aborto espontâneo de óvulos defeituoso é uma estratégia natural de proteção das espécies, esse dado aponta para um comprometimento precoce do material genético dessas mulheres, representantes bem significativas da sociedade moderna. (…)

Um dos maiores desafios da gestação é otimizar da melhor forma o ácido fólico e a vitamina B12 no organismo da mãe e do bebê. (…)

As mulheres que engravidam, e aquelas que pretendem engravidar, devem ter atenção especial com os nutrientes porque a falta deles pode determinar danos irreversíveis. Sem as vitaminas, minerais, aminoácidos e gorduras certas, as mulheres se tornam candidatas a distúrbios sérios que podem comprometer sua saúde e a saúde de seus bebês. (…)

O magnésio é outro mineral que merece atenção durante a gravidez, já que a hipertensão e, consequentemente, a eclâmpsia podem ter como causa sua falta no organismo. O magnésio é um mineral importantíssimo para o controle da pressão arterial e em muitos casos sua carência é causada pela ingestão exagerada de açúcares. (…) O fato é que uma gravidez tranquila, do início ao fim, depende essencialmente da quantidade e da qualidade dos nutrientes ingeridos pelas gestantes. (…) Por isso é de grande interesse para as mulheres grávidas ou que querem engravidar o trabalho do pesquisador David Heber, diretor do Centro para Nutrição Humana da Universidade da Califórnia. Com o intuito de relacionar as doenças modernas com dietas equivocadas, ele fez um levantamento dos maiores mitos alimentares, alguns particularmente interessantes para as gestantes. (…)

Algumas mulheres grávidas substituem o açúcar refinado pelo aspartame, sem saber que tal troca consiste em um risco para seus bebês. (…)

E como vivemos uma época de obsessão pela magreza, todas as gestantes devem saber ainda que é muito mais importante escolher alimentos pelos seus nutrientes do que pelo número de calorias. (…)

A questão das gorduras também acabou se transformando em um mito alimentar muito grande durante a gravidez. Entretanto, em nenhuma outra fase da vida as gorduras de boa qualidade são tão importantes para a mulher, já que a boa formação dos bebês depende dos ácidos graxos essenciais, como o ômega 3. Não podemos esquecer nunca que o cérebro humano é formado em sua maior parte por essas gorduras (…)

Não existe um bom colesterol e um mal colesterol. (…) O que se convencionou chamar de colesterol ruim, o LDL, é na verdade um tipo de colesterol que passaremos a chamar de colesterol nativo, que sofreu a ação dos radicais livres.

O LDL nativo possui em sua estrutura uma capa protetora rica em antioxidantes, como o licopeno e vitaminas, principalmente vitamina E, e plasmalógenos. Sob a ação dos radicais livres, o colesterol nativo perde essa capa protetora e fica flutuando nos vasos sanguineos. Os macrófagos (células do sistema imunológico) percebem essa anomalia e engolem o colesterol, como fazem com todas as substâncias que não reconhecem. Envenenados com as substâncias oxidadas, os macrófagos estufam, se transformam em células espumosas e morrem, formando as placas que entopem as artérias. (…)

É evidente que taxas muito elevadas de colesterol são preocupantes, mas, na grande maioria dos casos, taxas acima da média podem ser normalizadas com a adoção de uma dieta antioxidante. (…)

A verdade é que uma alimentação antioxidante é fundamental durante a gravidez, para suprir a mulher e o bebê de todos os nutrientes de que precisam. (…)

Já se sabe agora que a nutrição é capaz de modular sistemas genéticos, o que vai contra o fatalismo da genética. Esses estudos reforçam a importância dos nutrientes para a formação neurológica do bebê durante a gestação e certamente permitirão, no futuro, avaliar o impacto da nutrição sobre a questão genética, o que é revolucionário. (…)

Se um homem está malnutrido, não haverá boa seleção de espermatozóides para a fecundação. (…)

Quem não tem alergias alimentares e está com o intestino em boas condições certamente conta com boa saúde para gerar uma nova vida. (…)

Finalmente, é muito comum que a gestante apresente anemia, para a qual os suplementos de ferro são imediatamente recomendados. Entretanto, dentro do enfoque ortossistêmico, o mais correto nesses casos é dosar a ferritina, proteína na qual são depositadas as reservas de ferro do organismo. Muitas vezes alguns obstetras se precipitam e não distinguem qual tipo de anemia que a gestante apresenta. Quando a anemia é causada por falta de B12 e ácido fólico, e recomenda-se ferro para a mulher, há risco sério de intoxicação por esse metal, o que leva a uma alta produção de radical hidroxila. (…)

Por isso é muito perigoso administrar ferro nos casos de anemia sem dosar a ferritina, já que a falta do mineral pode estar sendo causada por outros fatores.”

Retirado do livro: “Nutrição Cerebral”, 2005 – Editora Objetiva, de Helion Póvoa [Comprar o livro]

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Resumo 14, livro “Nutrição Cerebral” de Helion Povoa

Segue abaixo um trecho retirado do livro: “Nutrição Cerebral“, capítulo 14 (A Redescoberta do Ácido Fólico):

NUTRICAO CEREBRAL

“Há cerca de 30 anos, o brilhante cientista e professor alemão Kurr Oster, radicado nos Estados Unidos, contrariou as crenças científicas da época ao dizer que a aterosclerose era uma doença causada pela deficiência de plasmalógenos, tipos de fosfolipídeo encontrados na membrana das células, com função protetora. (…)

Sobre o cérebro, sabe-se agora que uma série de doenças neurodegenerativas é causada pela deficiência de plasmalógenos. (…)

Hoje já se sabe que os plasmalógenos possuem papel bloqueador dos radicais livres nas células, sendo peça fundamental na questão do colesterol. Como sabemos, o que chamamos de LDL é uma combinação de colesterol com fosfolipídeos e triglicerídeos. Acredita-se que a vulnerabilidade do LDL se dê justamente pela falta de plasmalógenos. (…)

Sabe-se também agora que o ácido fólico, uma das vitaminas do complexo B, é uma substância fundamental para promover o aumento dos plasmalógenos nas células. (…)

Vejamos a questão da homocisteína, aminoácido cuja presença aumentada no sangue é hoje reconhecida como grande fator de risco para a aterosclerose. O caminho natural da homocisteína no organismo é a sua transformação, por metilação, em metionina, aminoácido essencial muito importante e também um excelente smart nutrient.

Processamos cerca de um milhão de metilações por segundo para a síntese do DNA, regulação hormonal, metabolização das gorduras, ativação das vitaminas, entre outras funções. É sempre grave quando o organismo não consegue processar muito bem as metilações, e o excesso de homocisteína no sangue demonstra que isso está acontecendo. (…)

Hoje se sabe que as pessoas que apresentam homocisteína alta no sangue têm cinco vezes mais possibilidade de fazer um infarto cerebral. Depressão, psicoses e demências, comuns a partir dos 60 anos, são na verdade infartos cerebrais silenciosos altamente relacionados com a homocisteína.

É o ácido fólico a substância que pode conter o aumento da homocisteína, pois é um de seus principais agentes metiladores. (…)

Não por acaso, uma das grandes causas da falta de ácido fólico no organismo é a disbiose, pois precisamos dos microorganismos benéficos da flora para fazer a síntese das vitaminas do Complexo B que ingerimos pela alimentação. Por isso, com uma alimentação saudável e rica em folhas verdes, e cuidando do intestino, estamos garantindo uma proteção contra o aumento da homocisteína no organismo. (…)

Por isso, podemos esperar uma campanha contra essa vitamina, a exemplo do que aconteceu há alguns anos com a vitamina C. O grande filão que o combate da homocisteína abre decerto não será desprezado pela indústria farmacêutica e qualquer alternativa mais simples e natural de abordar a questão, como a administração do ácido fólico, com certeza será rapidamente combatida, em virtude do seu baixo preço.”

Retirado do livro: “Nutrição Cerebral”, 2005 – Editora Objetiva, de Helion Póvoa [Comprar o livro]