Archive for the ‘nutrição’ Category

10 super alimentos que ajudam na manutenção do Fígado

fígado, pesando cerca de 3 quilos em adultos saudáveis, é um dos órgãos vitais do corpo.

É responsável por muitas funções importantes relacionadas com a digestão, metabolismo, imunidade e o armazenamento de nutrientes que o organismo necessita para sobreviver. Além disso, o fígado é uma glândula que secreta elementos químicos exigidos por outras partes do corpo.

Na verdade, o fígado é a única parte do seu corpo que é um órgão e uma glândula. Um fígado saudável regula a composição do sangue, remove substâncias tóxicas, bem como processos e converte nutrientes absorvidos pelo intestino durante a digestão em formas que o corpo pode usar. Ele também armazena algumas vitaminas, ferro e glicose.

Também é responsável por quebrar a insulina, hemoglobina e outros hormônios. Além disso, destrói células vermelhas velhas do sangue e produz produtos químicos necessários para a coagulação adequada. Devido as suas funções vitais é muito importante manter o fígado saudável.

Uma dieta errada e estilo de vida pobre podem sobrecarregar o fígado, deixando-o incapaz de processar as toxinas e gorduras com eficiência. Isso por sua vez pode aumentar o risco de obesidade, doenças cardiovasculares, fadiga crônica, dores de cabeça, problemas digestivos, alergias e muitos outros problemas de saúde.

Muitos alimentos podem ajudar a limpar, rejuvenescer e desintoxicar seu fígado, mantendo este órgão como você precisa.

1. Alho

O alho é ótimo para a limpeza do seu fígado. Ativa as enzimas no fígado que ajudam a limpar as toxinas. Ele também contém dois compostos naturais chamado alicina e selênio, que ajudam no processo de limpeza de fígado e o protege de danos tóxicos. Além disso, o alho reduz os níveis de colesterol e triglicérides, que podem sobrecarregar o fígado e prejudicar seu funcionamento.

Para promover a saúde do fígado, use alho fresco em vez de alho processado, picado ou em pó. Comer 2 a 3 dentes de alho cru por dia e inclua o alho na sua comida sempre que possível.

Você também pode tomar suplementos de alho, mas só depois de consultar o seu médico.

2. Toranja

Sendo uma boa fonte de vitamina C, pectina e antioxidantes, a toranja também auxilia o processo natural de limpeza do fígado. Contém também glutationa, um poderoso antioxidante que neutraliza os radicais livres e desintoxica o fígado.

Glutationa também ajuda na desintoxicação de metais pesados. Além disso, ajuda a naringenina flavonóide da toranja ajuda a quebrar a gordura.

Beba um copo pequeno de suco de toranja espremido na hora ou desfrute do fruto inteiro em seu lanche diário.

Nota: Se você está tomando medicamentos, consulte seu médico antes de tomar esta fruta pois ela pode interagir com certos medicamentos.

3. Beterraba

Beterraba é um alimento poderoso para limpar e ajudar o funcionamento do fígado. Rico em flavonóides e beta-caroteno, eles ajudam a estimular e melhorar a função global do fígado pois são purificadores naturais do sangue.

Basta adicionar beterraba fresca ou suco em sua dieta diária. Faça uma salada de limpeza para o fígado poderosa com 1 xícara de beterraba ralada ou picada, 2 colheres de sopa de óleo de oliva extra virgem prensado a frio e o suco de ½ limão. Misture todos os ingredientes e coma 2 colheres de chá do mesmo a cada 2 horas durante o dia por uma semana.

4. Limões

Limões ajudam a desintoxicar o fígado principalmente devido ao antioxidante D-limoneno presente nele, que ativa as enzimas que ajudam na desintoxicação. Além disso, a elevada quantidade de vitamina C dos limões ajudam seu fígado produzir mais enzimas para a digestão. Os limões também aumentam a absorção de minerais pelo fígado.

Faça água com limão em casa adicionando o suco de 1 limão a uma jarra de água. Você pode até adicionar limões picados para isso. Beba esta água em intervalos regulares. Se desejar, adicione um pouco de mel.

5. Chá Verde

Beber chá verde diariamente, pode ajudar seu corpo a eliminar toxinas e depósitos de gordura, aumentando os níveis de hidratação. Um estudo de 2002, publicado na revista internacional de obesidade mostrou que as catequinas no chá ajudam a estimular o metabolismo de lipídios no fígado.

Este por sua vez impede o acúmulo de gordura no fígado. Esta bebida saudável também protege o fígado dos efeitos prejudiciais de substâncias tóxicas como álcool.

O chá verde também é benéfico no tratamento ou prevenção de doença hepática. De acordo com um estudo publicado em 2009 sobre as causas e controle do câncer, mostrou que pessoas que bebem chá verde têm um menor risco de desenvolver câncer de fígado.

Beba 2 a 3 xícaras de chá verde diariamente. Se desejar, adoce o chá com mel.

Nota: Evite beber chá verde em excesso, pois ele pode ter um impacto negativo no seu fígado e outras partes do corpo.

6. Abacates

Abacates contêm produtos químicos que reduzem o dano hepático. De acordo com um estudo de 2000 da sociedade americana de química, o abacate é rico em glutationa, um composto necessário pelo fígado para limpar as toxinas prejudiciais para o seu correto funcionamento.

A alta quantidade de gordura monoinsaturada no abacate ajudam a reduzir as lipoproteínas de baixa densidade ou “mau” colesterol e aumentam as lipoproteínas de alta densidade ou colesterol “bom”. O fígado processa facilmente o bom colesterol.

Além disso, abacates contêm muitos minerais, vitaminas e fitossanitárias que ajudam a quebrar gorduras, contribuindo para um bom funcionamento do fígado.

Coma abacates de 1 a 2 vezes por semana por alguns meses para ajudar a reverter os danos do fígado.

7. Açafrão

Cúrcuma é outro alimento eficaz e popular. Também melhora a capacidade do organismo para digerir gorduras. O composto curcumina induz a formação de uma enzima primária de desintoxicação do fígado chamada Glutationa S-transferase. Ela também ajuda a regenerar as células hepáticas danificadas.

Misture ¼ colher de chá de açafrão em pó em um copo de água e ferva.. Beba duas vezes ao dia por duas semanas. Além disso, inclua este tempero na sua culinária diária.

8. Maçãs

Uma maçã por dia é o segredo por trás de um fígado saudável. As maçãs são uma boa fonte de pectina, uma fibra solúvel que ajuda a remover as toxinas do aparelho digestivo e do colesterol do sangue, por sua vez, impedem o fígado de ser sobrecarregado. Além disso, as maçãs contêm ácido málico, um nutriente de limpeza que remove substâncias cancerígenas e outras toxinas do sangue.

Todos os tipos de maçãs são bons para o fígado, no entanto, para uma limpeza do fígado rápido escolha maçãs orgânicas. Coma uma maçã orgânica ou beba um copo de suco de maça fresco diariamente.

9. Nozes

A quantidade elevada do aminoácido l-arginina nas nozes auxilia o fígado na desintoxicação de amônia. Além disso, elas contêm glutationa e ácidos graxos ômega-3, que auxiliam o processo natural de limpeza do fígado. De acordo com um estudo de 2008 publicado no diário agrícola e químico de alimentos, os polifenóis das nozes previnem lesões hepáticas induzidas por tetracloreto de carbono e d-galactosamina.

Mastigar um punhado de nozes como aperitivo diariamente. Você pode também polvilha-las sobre uma salada, sopa ou assados.

10. Brócolis

Inclua os brócolis na sua dieta porque eles ajudam no processo natural de limpeza do fígado. Sendo ricos em Glicosinolatos, liberam do fígado as substâncias cancerígenas e outras toxinas prejudiciais.

O alto teor de fibras dos brócolis também melhoram o processo de digestão. Além disso, ele contém vitamina E lipossolúvel, um importante antioxidante para o fígado realizar as suas funções.

Coma 1 xícara de brócolis, 3 vezes por semana para manter o seu fígado limpo. Para manter o seu fígado saudável, os especialistas em saúde recomendam a eliminação ou redução dos alimentos de origem animal, bem como álcool, açúcar refinado, cafeína em excesso e alimentos processados de sua dieta.

Abandone o cigarro porque o fumo causa danos significativos em diferentes órgãos do corpo, incluindo o fígado.

fonte: http://www.gracienutri.com/blog/artigos/10-super-alimentos-que-ajudam-a-limpar-o-figado-2016/

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Documentário: “Morrendo por não saber”

Este filme é um documentário sobre o médico Max Gerson e a famosa terapia que criou e leva seu nome: Terapia de Gerson. Conteúdo em inglês com legenda em português.

Depois de filmar o documentário “O Milagre de Gerson”, o Diretor Steve Kroschel, se deparou com max1evidências que apontavam que realmente a cura do câncer já havia sido descoberta e que interesses da indústria farmacêutica estavam por trás de esconder os resultados da Terapia de Gerson, que utiliza-se basicamente da nutrição altamente rica e da desintoxicação. Ele vai então conversar com médicos, pacientes, nutricionistas viajando pelos EUA, Espanha, Holanda e México. No Japão conversa com um médico que aplicou em si o tratamento e curou-se, depois de ter sido diagnosticado de câncer terminal 50 anos atrás. Esse médico hoje faz a Terapia de Gerson no Japão para inúmeros pacientes. “Por que essa terapia ainda está renegada depois de 75 anos de claramente provar curar doenças degenerativas?” – É o que o diretor tenta responder.

Após sua morte, Dr.Max Gerson recebeu homenagem da comunidade ortomolecular, posicionando-o no hall da fama dos precursores da medicina ortomolecular.

Local do documentário: Vimeo.com

Clique aqui para assistir o documentário.

COMO A RESISTÊNCIA À INSULINA SE TORNA SÍNDROME METABÓLICA

COMO A RESISTÊNCIA À INSULINA SE TORNA SÍNDROME METABÓLICA

Você não precisa ser obeso para ter síndrome metabólica. Até porque 40% dos adultos com peso normal possuem! A obesidade é um marcador para síndrome metabólica, mas não é o único, não é a causa. Que ela esteja em pessoas gordas ou não, uma coisa com que todos concordam é que a resistência à insulina é o início da síndrome metabólica. E pessoas magras também podem ser resistentes à insulina. Mas como? E quando? E por que o corpo se torna resistente à insulina?

Aqui está um esquema pela qual a Síndrome Metabólica ocorre:

1- A síndrome metabólica começa quando seu corpo acumula energia, estocando no fígado e tecido adiposo visceral. Isso torna o fígado resistente à insulina, o que começa a disfunção metabólica, uma cascata de efeitos que danifica cada órgão do corpo.

2- A resistência à insulina do fígado faz com que ele transporte energia de forma imprópria. O pâncreas responde aumentando a liberação de insulina. Isso causa hiperinsulinemia, que por sua vez causa mais deposição de gordura no tecido adiposo subcutâneo levando ao ganho de peso e obesidade.

3- O fígado tenta exportar o excesso de gordura como triglicerídeos para ser estocado no tecido adiposo subcutâneo. Os níveis de lipídeos no sangue aumentam levando a dislipidemia, um dos fatores de risco da doença.

4- A alta taxa de insulina age na musculatura lisa que envolve os vasos sanguíneos fazendo com que cresçam mais rápido do que o normal, levando a hipertensão.

5- A combinação de resistência à insulina, problemas com lipídeos e hipertensão ataca todo o corpo. Isso promove doenças cardiovasculares que podem resultar em infarto e derrame.

6- A gordura no fígado causa inflamação, o que leva a mais resistência à insulina. Eventualmente o fígado pode desenvolver em esteatose hepática que pode progredir para cirrose.

7- A resistência à insulina e hiperinsulinemia nas mulheres podem levar os ovários a produzir mais testosterona e reduzir o estrogênio. Isso resulta em ovários micropolicísticos e infertilidade.

8- Na medida que a resistência à insulina no fígado piora e a taxa de gordura aumenta, o pâncreas fabrica mais insulina. As células beta não conseguem atingir os requisitos e isso leva a insuficiência de insulina. Quando elas falham (e irão), você tem diabetes tipo 2

9- Insulina é um dos hormônios que está associado ao desenvolvimento e crescimento de várias formas de câncer.

10- Existem evidências, mas nada comprovado, de que a resistência a insulina pode causar demência.

Assistam ao Importante Vídeo (Clique para assistir):

“4 DICAS DO DR. ROBERT LUSTING”

1. Retire as bebidas açucaradas da sua casa, incluindo sucos de frutas em caixa.

2. Reduza a insulina ingerindo menos carboidratos refinados.

3. Mastigue bem e espere 20 min. antes de repetir o prato.

4. Exercite-se, passe menos tempo diante da televisão e internet (ensine as criança pelo exemplo)

 

Dr. Robert Lustig

Médico Endocrinologista

Professor da Universidade da California em São Francisco – UCSF

(Traduzido por Henrique Autran. Revisado e adaptado por David Menezes)

fonte: http://henriqueautran.tumblr.com/post/50007044586/como-a-resistencia-a-insulina-se-torna-sindrome

EUA: Calorias vazias fora das escolas.

Desde junho, nas escolas nos EUA começaram a valer as novas normas que atingem máquinas de venda automática e lanchonetes das escolas americanas. Saem as barras de chocolate e doces, e entram amendoim e copos de frutas. As normas foram desenvolvidas pelo Departamento de Agricultura dos EUA – USDA, e as escolas tem um ano para se adaptar.

O quadro abaixo resume a nova determinacão do USDA. A ênfase está na oferta de cereais integrais, assim como alimentos que contenham frutas, verduras, laticínios ou tenham proteína (carne, feijão, aves, frutos do mar, ovos ou nozes) como ingredientes principais. O sódio é abominável e as “calorias vazias” – adição de açúcares e gorduras, sem valor nutricional – são evitados. O resumo completo das regras podem ser encontradas neste link.

Essa é uma má notícia para os fabricantes de biscoitos recheados de chocolate, que contêm 286 calorias (incluindo 182 calorias vazias – sem valor nutricional) em um pacote de seis, de acordo com o departamento americano.

As normas atingem mais de 50 milhões de crianças. Mas as determinações não afetam o que os alunos trazem de casa, ou o que eles compram fora da escola. Vendas de bolos e similares vão continuar como antes. E os bolos de aniversário continuam permitidos.

O USDA, que também introduziu novas regras para refeições, diz que os padrões de lanche são necessárias para melhorar a saúde:

“Quase um terço das crianças nos Estados Unidos estão em risco de doenças preveníveis, como diabetes e doenças cardíacas devido ao excesso de peso ou obesos. Se não for tratado, especialistas em saúde alertam que esta geração pode ser a primeira a viver menos que os próprios pais.”

Fonte original em inglês em: http://www.fastcoexist.com/1682525/no-more-empty-calories-the-us-government-gets-tough-on-school-snacks  

Açúcar branco – por que não usá-lo?

Por milhares de anos, mel e frutas frescas ou secas satisfaziam o desejo do homem por doces. Estes alimentos naturais contêm o açúcar não só, mas também sais minerais, vitaminas, enzimas, proteínas, água, etc, mas hoje em dia é o açúcar refinado cristalizado substituiu as fontes naturais de açúcar. Na indústria alimentar é utilizado em grandes quantidades. O açúcar branco é transformado em uma espécie de droga. Mais de 90% das pessoas têm desenvolvido um vício de açúcar de alguma forma. O açúcar é a composição química da sacarose pura – hidratos de carbono simples, surgiu como uma combinação de glicose (dextrose) e frutose (açúcar da fruta). Derivado da cana-de-açúcar ou beterraba. Embora o processo de obtenção seja muito diferentes, o produto final é idêntico.

História do açúcar

Acredita-se que a cana-de-açúcar, pela primeira vez foi utilizada na Polinésia, de onde se espalhou para a Índia.  Civilização egípcia, grega e romana usaram o açúcar em pequenas quantidades. O processamento de cana-de-açúcar foi mantido como um segredo na Pérsia antiga por causa dos grandes lucros, até a derrota para os árabes no século VII. Nas Cruzadas, foram os conquistadores que trouxeram para a Europa. Em Londres, no início do século 14, era vendido por US $ 100 o quilo para os padrões atuais e comprado em farmácias (como uma droga ou medicamento).

O consumo anual de hoje de açúcar atingiu 120 milhões de toneladas, e aumenta em 2 milhões de toneladas a cada ano. Os maiores produtores são a Índia e a União Europeia. O norte-americano usa em média mais de 50 quilos de açúcar por ano.

Viciados em açúcar

Baseado em décadas de numerosos estudos do açúcar branco, chegou-se a conclusão de que é uma substância química capaz de criar uma verdadeira dependência, a níveis semelhantes ao da nicotina, álcool e café. O açúcar branco não beneficia o corpo e não tem nenhum valor nutritivo, é realmente prejudicial. Ele é um verdadeiro risco para a saúde humana, porque é uma fonte direta ou indireta de doenças, tais como a cárie dentária, a arteriosclerose, a perda de cálcio nos ossos, enfarte, diabetes, obesidade, acne, úlcera do estômago, o colesterol elevado, problemas circulatórios, hipersensibilidade , degeneração do fígado, a tensão nervosa, etc. Suspeita-se que cerca de 80% das doenças de hoje tenham relação com o uso excessivo do açúcar branco.

Muitos vão perguntar como este derivado da cana de açúcar pode prejudicar a saúde humana. A resposta é simples. A substância que hoje conhecemos como o açúcar tem muito pouco a ver com a planta. É sacarose pura privada de impurezas, vitaminas, minerais, enzimas e todos os elementos vitais. É uma substância química completamente artificial. Ao contrário de outros alimentos no nosso corpo, a sacarose é completamente convertida em energia, sem a produção de proteínas, gorduras, vitaminas e minerais. Isto significa que são apenas calorias vazias. Porém, o maior problema é que a digestão do açúcar consume fontes de vitaminas, aminoácidos e minerais.

Estudos publicados mostraram que a utilização moderada de açúcar cria uma base para o desenvolvimento de muitas doenças da civilização moderna. Mesmo população inata da África e da Ásia com o açúcar branco desenvolveram a mesma doença que os consumidores ocidentais de açúcar branco. Outros estudos na África e na Índia mostram que a diabetes é uma doença desconhecida em aldeias que não utilizam carboidratos refinados. O açúcar branco é particularmente prejudicial para as crianças, os idosos e as mulheres, porque priva o corpo de cálcio e minerais, particularmente crómio. Isto acontece porque a sacarose liga-se com o cálcio no sangue. O composto resultante é inutilizável e é retirada do corpo através do sistema digestivo e renal. Também “rouba” vitaminas e enzimas que são necessárias para a sua digestão.

O que acontece no corpo quando ingerimos açúcar

Estudos detalhados mostram que cada vez que você ingere sacarose, perde substâncias orgânicas valiosas necessários para a sua digestão, tais como aminoácidos (triptofano e metionina), vitamina B (principalmente B5, B6 e B12) e minerais. Portanto, é seguro dizer que o açúcar branco é “ladrão” no corpo. Especificamente a sacarose, aumenta rapidamente os níveis de glicose no sangue. Isso força o pâncreas a produzir grandes quantidades de insulina, a fim de manter a homeostase do corpo (o equilíbrio natural necessário para o organismo) e reduzir o nível de açúcar no sangue. Se você costuma consumir grandes quantidades de açúcar, o pâncreas está acostumado a secretar grandes quantidades de insulina. Isto cria uma dependência química no organismo que requer quantidades cada vez maiores de açúcar, a fim de manter o equilíbrio artificial criado recentemente. Então a pessoa torna-se ansiosa e vai em busca de algo doce para comer.

Transformação da Cana de Açúcar

É importante compreender o modo como as fábricas de açúcar transformam a planta da cana de açúcar num produto com tais efeitos indesejáveis ​​sobre os seres humanos, com a sacarose. O caldo de cana, uma vez extraído, é clareado com cal e dióxido de enxofre. Em seguida, aquece-se a 100°C e filtro-se com ácido fosfórico, que precipita as impurezas sólidas. Esse suco é concentrado e espesso. Ele é 99% puro melaço de sacarose de açúcar (açucar I).  Descansa para uma purificação e obtém-se 97% de pureza de sacarose (açúcar II). Os restos da última etapa, pela terceira vez são cozidos, a fim de obter 94% de pureza de sacarose (açúcar III). O açúcar resultante após a terceira etapa é vendido como açúcar branco, mas está muito longe de (ser) natural e do produto inicial. É um subproduto cheio de sujeira e resíduos industriais.

Açúcar mascavo é melhor!

Açúcar marrom com aparência de melaço. Este açúcar é lavado apenas com água, e é composto de sulfito de cálcio, sais de enxofre, hidrosulfito de sódio, ácido fosfórico, carbonato de sódio, etc.
Assim, açúcar mascavo é um alimento integral e natural. No entanto, existem processos que podem manter os ingredientes de alta qualidade do açúcar. Caldo de cana pode ser concentrado sem ferver e fermentar, e, assim, obter um verdadeiro açúcar integral. Este é um processo introduzido pelos jesuítas, e é usado no sul do Brasil. Agora recomeça a florescer um pouco este processo com os produtores de açúcar, preservando todos os seus valiosos ingredientes.

fonte original: http://atma.hr/bijeli-secer-zasto-ga-ne-koristiti/

Doce veneno

O consumo excessivo de açúcar pode aumentar o risco de depressão e estresse, além de prejudicar conexões neurológicas

“Na mesma época em que os europeus desembarcaram na América, uma mania alimentar invadia a Inglaterra e um sabor exótico, maravilhosamente doce, chegava das Índias Orientais: o açúcar. Os ingleses temperavam quase tudo com o novo produto, até mesmo batatas, carnes, ovos e vinho. A moda tomou conta do país rapidamente. Se pudesse, muita gente comeria açúcar puro na colher. A maioria, porém, não podia, já que o item era bastante caro.  A paixão, aliás, fez muitos ricos ficarem com dentes escuros e podres. E os pobres, que não tinham acesso a tanto açúcar, chegavam a ponto de pintar os dentes de preto.

Uma moda que leva as pessoas a ter dentes estragados – ou a falsificá-los – parece um tanto bizarra quando vista pela perspectiva do século 21. Mas o problema é que o frisson açucareiro segue o mesmo percurso – ou se mostra até mais preocupante – desde os dias do rei Henrique 8o. O consumo de açúcar pelos britânicos na época era de aproximadamente 9 quilos por pessoa por ano, enquanto hoje é de quase 40 quilos. Nos Estados Unidos, a situação é ainda pior: são quase 60,5 quilos por pessoa, anualmente. E aqui no Brasil, 51 quilos anuais – mais de 4 quilos por mês.

A moda do dente podre passou, em grande parte, por mérito dos dentistas, mas o uso de açúcar continua preocupante, já que está comprovadamente associado a problemas tão visíveis quanto dentes escurecidos: são registradas 35 milhões de mortes anuais no mundo relacionadas à obesidade ou decorrentes do consumo exagerado do produto e outros nutrientes que frequentemente o acompanham, como as gorduras. E é no mais inesperado dos produtos que se encontra uma quantidade estrondosa de açúcar: as bebidas. Refrigerantes, chás e sucos enlatados ou vendidos em caixas são responsáveis por pelo menos 180 mil mortes anuais no planeta, segundo o estudo The global burden of disease, publicado pela Organização das Nações Unidas (ONU). O custo para a saúde pública no Brasil também é estrondoso: quase R$ 500 milhões por ano, segundo estudo recente realizado por pesquisadores da Universidade de Brasília (UnB).

Tudo isso é revelado com transparência no documentário brasileiro Muito além do peso, da Maria Farinha Filmes e do Instituto Alana. Recentemente lançado, pode ser assistido gratuitamente na internet (www.muitoalemdopeso.com.br). O filme devia se tornar, instantaneamente, material didático em todas as escolas do Brasil. Em 80 minutos, o espectador se depara com o problema de forma direta e contundente: ao lado das latinhas de refrigerante, caixinhas de doces e de suco, são colocados sacos com a quantidade de açúcar encontrada dentro das respectivas embalagens. É difícil acreditar no que vemos: uma lata pequena de bebida contém sete saquinhos de açúcar. O consumo de uma lata por dia em um mês corresponde a 1,1 quilo de açúcar, o que encheria quase cinco latinhas só com açúcar.

“DISFARCE” DE CARBOIDRATO
Pesquisadores estimam que, diariamente, uma criança consuma, em média, 250 calorias extras, provenientes desses líquidos açucarados. O excesso constante pode ocasionar danos irreparáveis à saúde, mesmo em crianças de apenas 4 anos, contribuindo para o aumento significativo da incidência de diabetes tipo 2 nos primeiros anos de vida. Estima-se hoje que 33,5% das crianças brasileiras sofram de sobrepeso ou obesidade – e de cada cinco meninas e meninos obesos, quatro manterão essa condição na idade adulta. Para o endocrinologista Amélio de Godoy Matos, o quadro está diretamente relacionado a doenças cardiovasculares, a maior causa de mortalidade no mundo. E mais: há associações com depressão, estresse e até mesmo alguns tipos de câncer.

A endocrinologista Danielle Macellaro Andreoni, da Universidade de São Paulo (USP), cita sua experiência com uma paciente de 62 kg. Ela sofre de hipertensão, diabetes tipo 2, apresenta ainda colesterol, ácido úrico e triglicérides elevados. À primeira vista, esse parece ser o quadro de uma pessoa de 60 anos. Entretanto, surpreendentemente, tem apenas 9. A médica teme que situações como essa se tornem cada vez mais comuns, já que, atualmente, o uso de açúcar aumenta exponencialmente entre crianças e adolescentes, principalmente com o consumo extravagante de bebidas açucaradas. A estratégia de propaganda é perversa: as embalagens não são claras, e quando aparece, o açúcar vem descrito como “carboidrato”, palavra desconhecida da maioria da população.

Outro agravante é o fato de que mães e pais pouco informados oferecem a seus filhos essas bebidas açucaradas muito cedo: estima-se que 56% dos bebês brasileiros hoje consomem o líquido doce dessas latinhas em suas mamadeiras antes mesmo de completar o primeiro ano de vida. E, enquanto crescem, nas poucas horas diárias que passam na escola, não aprendem uma das coisas mais básicas e fundamentais: noções de nutrição saudável.

Além disso, nos programas de televisão aos quais assistem por pelo menos cinco horas diárias, as crianças são incentivadas a desejar compulsivamente os doces venenos, disseminados na categoria junk food. O termo foi criado na década de 70 por Michael Jacobson, então diretor do Center for Science in the Public Interest. A expressão junk food está associada a alimentos com alto teor calórico, ricos em açúcar, sal, gordura saturada e aditivos, como glutamato monossódico e tartrazina – mas com níveis reduzidos de nutrientes saudáveis. Oferecem poucas proteínas, vitaminas e fibras dietéticas. Esses “alimentos-lixo” são propagandeados pelos programas de TV como fonte da felicidade, e para vender essa ideia são utilizados efeitos especiais, alta tecnologia e personagens queridos da garotada. Os roteiros são elaborados para capturar a atenção dos pequeninos, seduzidos por alimentos e bebidas acompanhados de brinquedos e bugigangas – a isca perfeita.

Como enfatiza o documentário Muito além do peso, “criança é cidadão e tem o direito a ser informada e a escolher de acordo com as informações que recebe”. E, de fato, estudos neurocientíficos recentes mostram que essa história trágica pode começar a mudar no processo de escolha das próprias crianças. Entretanto, este é apenas o capítulo inicial, já que os efeitos dos produtos açucarados vão muito além do processo de escolha. Do ponto de vista neurológico, a ação do produto contribui para a modificação da atividade de várias estruturas cerebrais, e o resultado pode ser o prejuízo da capacidade de tomar decisões. A questão é tão séria que, do ponto de vista da neurociência, o açúcar pode ser considerado uma droga, já que é capaz de criar dependência.

COM APOIO DAS LEIS
Para começar, o cérebro, com cerca de 2% do peso total de nosso corpo, recebe aproximadamente 15% do volume de sangue bombeado pelo coração e usa principalmente a glicose como molécula energética. Assim, consome 25% da glicose disponível em todo o organismo. Ou seja: o mais sofisticado dos órgãos utiliza açúcar como fonte de energia – e o capta rapidamente. Mas ao chegar ao cérebro, o açúcar ativa as mesmas regiões que as drogas legalmente proibidas, como cocaína, e outras legalizadas, como o álcool. As principais estruturas neurológicas envolvidas nesse processo são o hipotálamo, o estriado dorsal e áreas do córtex pré-frontal. Essas regiões formam uma rede já muito bem conhecida pela ciência, ligada aos mecanismos de satisfação: o circuito dopaminérgico mesocortical. Trata-se de uma via cerebral que libera principalmente o neurotransmissor dopamina, importante na sensação de prazer. Quando essas áreas são ativadas frequentemente por hábitos como o consumo diário e excessivo de açúcar, desencadeia-se um círculo vicioso quase impossível de parar. É possível observar isso no comportamento de ratos de laboratórios mundo afora: durante os testes, os animais chegam a consumir açúcar de forma mais compulsiva que cocaína.

Para a psiquiatria, a dependência de drogas é definida como uma situação em que ocorrem quatro ou mais das seguintes condições: desejo intenso de consumir a substância; incapacidade de controlar o próprio uso; síndrome de abstinência (tensão e irritação quando não utiliza a substância); tolerância aos efeitos (consumo cada vez maior para obter a mesma sensação de prazer); muito tempo gasto procurando, consumindo e se recuperando dos efeitos; continuidade no uso do produto, mesmo com o surgimento de problemas. No caso do açúcar, e das crianças mais especificamente, é gritante o desejo de consumir, a quase que total incapacidade de controlar esse consumo, o excesso de tempo gasto procurando doces e comendo-os e a persistência do consumo, mesmo com o aparecimento de problemas sérios como obesidade e diabetes, dores nas pernas e incapacidade de se exercitar.

A questão tem levantado interesse crescente da comunidade científica e chegou a ser tratado na capa do periódico científico Nature Neuroscience. Se para adultos já é complicado parar com hábitos que incluem a forte ativação do circuito dopaminérgico mesocortical, para crianças é muito mais. O excesso de ativação dessa via prejudica o córtex frontal e algumas de suas conexões que nos permitem fazer escolhas. Por isso, para os pequenos dependentes de açúcar, tomar a decisão de comer ou beber algo mais saudável é quase impossível.

É com base nessa situação que vários cientistas têm defendido a regulamentação do açúcar para menores de idade. Essa proposta, que pode parecer radical para muitos, foi recentemente veiculada pelo Center for Science in the Public Interest, dos Estados Unidos. No Brasil, a sociedade civil tem se organizado razoavelmente bem em torno do assunto.  No Rio de Janeiro, em Florianópolis e Belo Horizonte já há leis restringindo a publicidade de alimentos não saudáveis para crianças. No estado de São Paulo, uma lei aprovada pelos deputados para limitar a propaganda para crianças foi vetada pelo governador Geraldo Alckmin, embora o projeto conte com o apoio da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Certamente, as leis podem significar avanço na batalha entre a TV e os pais, na tentativa de influenciar os hábitos alimentares das crianças. Mas a legislação não resolve todo o problema: é fundamental que pais, mães, professores e educadores tenham conhecimento da gravidade da situação e se empenhem em mudar aquilo que nossas crianças – e também aquilo que nós, adultos – colocam dentro do corpo sem questionamento, mas de forma tão prejudicial.”

Texto de: Manuella Batista de Oliveira e Eduardo Schenberg

Documentário: Obesidade, a maior epidemia infantil da história

Documentário imperdível para pais e

profissionais de saúde.

Muito Além do Peso 

(Way Beyond Weight)
84′, cor, censura livre.

Obesidade, a maior epidemia infantil da história.

Um filme obrigatório para qualquer pessoa que se importe com a saúde das nossas crianças” Jamie Oliver

Pela primeira vez na história da raça humana, crianças apresentam sintomas de doenças de adultos. Problemas de coração, respiração, depressão e diabetes tipo 2.
Todos têm em sua base a obesidade.
O documentário discute por que 33% das crianças brasileiras pesam mais do que deviam. As respostas envolvem a indústria, o governo, os pais, as escolas e a publicidade. Com histórias reais e alarmantes, o filme promove uma discussão sobre a obesidade infantil no Brasil e no mundo.

com
Jamie Oliver, Amit Goswami, Frei Betto, Ann Cooper, William Dietz, Walmir Coutinho, entre outros.
Direção: Estela Renner
Produção Executiva: Marcos Nisti
Direção de Produção: Juliana Borges
Fotografia: Renata Ursaia
Montagem: Jordana Berg
Projeto Gráfico: Birdo
Trilha Sonora: Luiz Macedo
Produção: Maria Farinha Filmes
Patrocínio: Instituto Alana

Importante: Este filme tem visualização e compartilhamento livre!!

Clique aqui para assistir o filme

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