Resumo do Capítulo 2 do livro “Ultra-Metabolismo” de Mark Hyman

Segue abaixo um trecho retirado do livro: “Ultra-Metabolismo“, Capítulo 2 – O Mito das calorias:

Ultra-Metabolismo

Capítulo 2 – O Mito das calorias

“No último capítulo, você aprendeu que a restrição calórica não funciona. Esse é o motivo do fracasso da maioria das dietas. Para perder alguns quilos, não basta comer menos. Quando ingerimos uma quantidade muita pequena de comida, ativamos uma cadeia de eventos moleculares que provoca o aumento do peso.

(…) o que faz mais diferença em termos de peso e saúde não é a quantidade, e sim o tipo de caloria que comemos.

(…) O que é uma caloria? A caloria é uma simples unidade de energia. Define-se caloria como a quantidade de energia (calor) necessária para aumentar a temperatura de 1g de água em 1 grau Celsius na pressão atmosférica no nível do mar.

Obtemos as calorias dos alimentos que ingerimos. Quando comemos algo, os processos químicos que compõem o metabolismo quebram o alimento e o transformam em energia. A queima dessa energia criada pelo mecanismo metabólico possibilita a realização de todas as nossas atividades, desde respirar até correr maratonas.

(…) As calorias que consumimos são absorvidas em ritmos diferentes e contêm quantidades específicas de fibras, carboidratos, proteína, gorduras e nutrientes – tudo isso se traduz em sinais metabólicos complexos e distintos que controlam o peso.

(…) o açúcar presente no refrigerante entra muito rápido na corrente sanguínea, enquanto que a mesma quantidade de açúcar contida no feijão-mulatinho faz esse ingresso lentamente. Quando você toma um refrigerante, todo o açúcar dessa bebida costuma ser descarregado na corrente sanguínea de uma só vez, fazendo com que as calorias que seu organismo não está usando no momento sejam armazenadas na forma de gordura. Por outro lado, quando você come feijão-mulatinho, a absorção do açúcar desse alimento ocorre devagar, dando ao organismo uma chance maior de utilizar essas calorias. Isso significa que a maior parte delas será queimada e a menor parte, armazenada. Além disso, por causa do alto conteúdo de fibras do feijão, nem todas as calorias serão armazenadas.

Pequisas avançadas revelam que nem todas as calorias são iguais. Esse estudos mostram que as dietas ricas em carboidratos compostos por açúcares que são absorvidos depressa podem elevar os níveis de açúcar e de insulina no sangue, causando o aumento do peso, além de elevarem os níveis de colesterol e triglicirídeos, que provocam o acúmulo de gordura no fígado e, consequentemente, mais ganho de peso.

(…) Ainda mais interessante é o fato de que os tipos de calorias que ingerimos realmente interferem nas funções metabólicas. A natureza dos alimentos exerce um grande efeito naquilo que os genes orientam o metabolismo a fazer. Portanto, os tipos de calorias que consumimos têm duplo impacto na forma como metabolizamos os alimentos. Eles atuam não só como fonte de energia, mas como centros de informações, ou instruções, para os genes que controlam o metabolismo.

(…) Na verdade, os genes dirigem o fluxo diário de instruções que regula cada aspecto da nossa bioquímica e psicologia. Controlam a produção de hormônios, as substâncias químicas mensageiras do cérebro, a pressão arterial e o colesterol, bem como o humor e processo de envelhecimento. Além disso, exercem influência no risco de apresentarmos doenças como câncer e males cardíacos.

(…) A nutrigenômica também revolucionou nossa compreensão dos alimentos e das calorias. Descobrimos que a comida é mais do que apenas energia, ou calorias.

Os alimentos contém informações ocultas. Esses dados são enviados aos genes, que dão ao metabolismo instruções específicas sobre o que ele deve fazer. Algumas das orientações transmitidas são: emagrecer ou engordar, acelerar o ritmo do processo de envelhecimento ou torná-lo mais lento, aumentar ou diminuir os níveis de colesterol, produzir moléculas que estimulam ou reduzem o apetite. (…) Os alimentos conversam com os genes.

(…) Fica a seu critério escolher entre aprender a falar essa língua ou sofrer as consequências do grava problema de comunicação: ganho de peso, cansaço e doenças.

(…) Todos nós temos um conjunto diferente de DNA – viver em sintonia com os genes corresponde a algo específico para cada um de nós.

Algumas pessoas precisam de mais gordura, proteína ou carboidratos do que outras. Não existe uma dieta perfeita para todos. (…) No entanto, há princípios metabólicos operacionais que todos nós compartilhamos, assim como existem determinados exames e pistas que nos permitem descobrir o que os afeta.

(…) Uma dieta com alimentos integrais é a melhor maneira de ajudar os alimentos a se comunicar com os genes numa linguagem que eles entendam.”

Retirado do livro: “Ultra-Metabolismo”, 2007 – Editora Sextante, de Mark Hyman [Comprar o livro]

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